A visita que fiz ao estádio nacional da Hungria (atualmente sob neve), foi uma homenagem pessoal; um agradecimento ao futebol mais injustiçado da história e aos craques, treinadores e professores de educação física húngaros, daqueles anos 1950. 
A história do futebol pode ser contada antes e depois deles, que lançaram táticas e novas formas de preparação que se espalharam mundo afora, inclusive no Brasil, através do São Paulo, que importou o treinador Bela Gutman.
Os números do escrete deles em todas as competições e amistosos são impressionantes, mas o desfecho foi trágico: perderam a Copa de 1954 para a Alemanha, tido como ganha, e a perseguição política e social que todos os jogadores e comissão técnica sofreram foi uma das maiores covardias da história.
A base da seleção era o Honved, time bancado pelo exército, que convocava os melhores jogadores do país para se alistarem e “prestar serviços” à pátria jogando futebol.
O símbolo de toda a história e dessa geração é Ferenc Puskas, expulso do exército e do país depois da derrota na final.
Foi jogar na Espanha, Real Madri, e disputou apenas mais a Copa do Chile, 1962, para a tristeza do mundo da bola.
Com o fim do comunismo e das ditaduras soviética e húngara, o país reabilitou todos eles e deu o nome de Puskas, ao estádio, que é este das fotos.
Em frente ao hall principal uma enorme estátua homenageando os perseguidos pelas ditaduras.
Na foto menor, a base da estátua, com todos os nomes que compunham a seleção.
Belorizontinos pelo mundo: o cruzeirense Robertinho Ribeiro (esq.) e o atleticano André Cotta, na porta do estádio Ferenc Puskas.
Cotta é tricolor nas horas vagas e aproveitou para comemorar a conquista do Fluminense no templo do futebol húngaro.






4 Responses
hehehe…
Quer dizer então que o cara se diz Atleticano, mas torce pro Fluminense nas “horas vagas” ?? rsrs
Que fique registrado como o autêntico e verdadeiro “Torcedor Simpatizante”… rsrs
Esse já deve ter tirado foto com camisa do Borussia, Palmeiras, Corinthians, Estudientes, São Paulo…
Depois não querem ser chamados de “Torcida Arco-Iris”… rsrsrs
Puskas jogou mais uma Copa do Mundo, a de 1962, só que vestindo a camisa da Espanha.
Abração.
Éééééhhh Clayton, você tem razão. O Cruzeirense quase nunca vestiu camisa de outros clubes. A última vêz que isso aconteceu faz muito tempo. Ipatinga em Maio de 2010! A hipocrisia é um dos piores pecados!
O pior não é isso, em 2008 vestiu a camisa do próprio Galo para torcer contra o Palmeiras por uma vaguinha na libertadores, graças ao Eder Luiz. Lembra?! As piadas do dependente no imposto de renda?
Fala Audisio, gente boa ! Td belê ??
Me ajuda aí né meu nobre… rsrs Quando um Cruzeirense vai “vestir camisa” de um Ipatinga ou seja lá de qual time for, pra comemorar algum tropeço do Atlético ??
A gente seca sempre, claro ! Mas esse negócio de “g… com o p… dos outros”, é com a torcida Atleticana viu ?!?!?!… rsrs