A frase é do jornalista Nelson Rodrigues e continua atual. As Bets tomaram conta de tudo e quase todos, patrocinando ou comprando até consciências.
A Copa do Mundo 2026 estava rolando e no dia dois de julho saiu essa notícia: “Suspeita de matar casal de idosos em BH acumulava dívidas com bets e família chegou a pagar R$ 40 mil a agiota”.
Não é à toa que notícias assustadoras como essa têm pouco destaque na grande mídia. Nenhum veículo gosta de dar informações negativas sobre seus principais clientes.
Por outro lado, na reta final de uma campanha eleitoral, faltando nove dias para as eleições, o presidente da república, que disputa a reeleição, anuncia que vai acabar com a jogatina, numa canetada.
Fica a dúvida: passada a votação, ele continuará com a mesma disposição ou haverá um acordão para que tudo continue do mesmo jeito, apenas com um discurso e promessas diferentes?
Impedir a jogatina é impossível, principalmente no mundo digital. O auge dos jogos de azar no Brasil foi nos anos 1930/1940, no governo Getúlio Vargas. Minas Gerais era um dos destinos mais procurados, com seus imponentes cassinos em Araxá, Poços de Caldas, Lambari, São Lourenço, Caxambu, Cambuquira, Conceição do Rio Verde e Belo Horizonte, que funcionou por três anos, onde hoje é o Museu de Arte da Pampulha.
Geravam muitos empregos e pagavam impostos, cujo destino principal eram obras de saneamento básico. Por pressão religiosa, o presidente Gaspar Dutra, que sucedeu Getúlio, acabou com o negócio. Mas a jogatina continuou. Quem tinha muito dinheiro ia jogar na Argentina, Uruguai e Paraguai. Quem não tinha, jogava na clandestinidade, nas muitas casas que foram abertas na moita.
Houve muitas tentativas da volta dos cassinos à legalidade, mas a pressão religiosa contrária e interesses políticos impediram. Em 1993, as casas de Bingo, também fechadas por Dutra em 1946, foram reabertas graças à Lei Zico (ratificada pela Lei Pelé em 1998), e destinava 7% do faturamento às modalidades olímpicas e paraolímpicas. Eram um sucesso danado, até que em 2004, o presidente Lula, em seu primeiro mandato, acabou com elas, por meio de uma Medida Provisória.
Porém, com a evolução do mundo digital os cassinos voltaram com tudo, em forma de bets, onde se aposta tudo e de qualquer lugar, via telefone celular, computador e etecetera e tal. Sem controle, sem gerar empregos que os cassinos físicos e bingos geravam.
Elas tomaram conta do futebol, despejando dinheiro na maioria dos clubes, que passaram a fazer contratações e pagar salários fora da realidade brasileira.
Como sempre desunidos e desarticulados, agora estão desnorteados, sem saber o que fazer, soltando nota dizendo que o fim das bets é o fim futebol verde e amarelo. Uma balela, que eles mesmos sabem que não é o fim de coisa nenhuma.



11 Responses
Medida somente eleitoral. Tanto que tem prazo para acabar se o congresso nao aprovar. Mas aqui e Brasil onde, como eles próprios disseram, pode-se fazer o diabo nas eleições. O que importa e ganhar.
Ninguém pode, em sã consciência, emitir juízo de valor definitivo a respeito dessa situação.
Aparentemente, só quem está reclamando são os times de futebol – meu Cabuloso inclusive.
Acho estranho.
Há poucos anos, todos sobreviviam com uma MRV aqui, uma Energil C ali, Petrobrás e Crefisa acolá, e por aí afora. De repente as bets chegaram e ofereceram dinheiro fácil, e todo mundo abandonou os parceiros anteriores.
Em relação ao que se gasta para ter um time competitivo atualmente, é um bom valor sim – mas não é decisivo.
Chuto algo em torno de no máximo 20% das despesas de um time de ponta – e são pelo menos uns dez no Brasil.
Não concordo com a choradeira – nem do Cruzeiro. O benefício social é muito grande.
Márcio Norges, meu amigo, Se o vil metal compra até amor verdadeiro, não compraria arbitragens? Pois é…
#ceccomprouepagouarbitragens
Bom dia!!!
A frase, é, o Brasil, não é, para, amadores!
Aqui o caroço, é sempre mais embaixo!
O problema, é que não há, muitas opções, e qualquer um dos caminhos, a seguir, leva ao mesmo destino, mesmo resultado.
Quem manda, é quem tem a “nota”!
Sobre, futebol, não há o que fazer, aos, clubes, eles tem a informação, que a gente não possui, e a gente apenas, fica sabendo o que pode estar sendo, aconteceu.
Que volte o circo!
Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e juiz senta na mesa com réu de processo, que ele vai julgar. Não somos um país de contradições, somos um país onde lei não pega ou modifica conforme a capa do processo.
O próprio estado tem uma série de loterias, 10, fora as de bilhetes.
Bastaria proibir as apostas tipo cassino, pra resolver, as apostas esportivas sobre resultados de jogos poderiam continuar.
Não tô pensando nos grandes clubes, mas naqueles de orçamento apertado, que conseguiram uma folguinha com as bets. Vai virar uma bola de neve.
Acho que os clubes deveriam ter um prazo para terminar os contratos. Se a causa do fim das Bets é a moralidade e o endividamento da sociedade, porque ratificaram o regulamento com altas taxas de impostos? Medida eleitoreira. Não será o fim do futebol, mas um prejuízo grande, assim como as datas Fifas.
Pode ser politicagem, mas a hora de discutir isso é agora, depois da eleição somem e vão fazer as emendas pix a portas fechadas.
Apostar em bets não é igual a apostar em cassinos. Bet é democrática. Não tem hotel, viagem, é tudo na rede, é tudo mais fácil, tudo mais barato, tudo no celular.
Se perder muda de aplicativo e pega um empréstimo. Simples assim. Empréstimo com taxas que a uns anos atrás era coisa de agiota.
No futebol, os clubes e safs são dirigidos por gente da elite brasileira. Compra de jogadores por valores que nunca vão retornar o investimento é o padrão.
O maior público dessas bets sempre foram os torcedores. Os clubes parceiros deveriam era receber boa parte do bolo. Mas docilmente fazem o papel esperado, claro, tudo pela qualidade do espetáculo, pela estabilidade financeira…
Isso ainda cola, mas eu acho muito estranho os clubes terem tão pouca ambição estando a maioria endividados. Quanto ao futebol brasileiro, já acabaram com ele tem tempo.
Ontem, eu estava ouvindo o Pedrinho, do Supermercado, dizer, que a próxima, janela de transferência, não vai ser de chegada de jogadores, e sim de refazer as contas, para cumprir o combinado.
Ele disse, isso, porque, o governo de Minas, ninguém, pode provar, mas, talvez, seja também, uma medida eleitoreira, assinou um patrocínio, assim foi dito, de 15 milhões, para Atlético e Cruzeiro, para minimizar, o impacto, que vai ser esse fim dos patrocínios das bets.
No Atlético, ainda não vi nada, falando sobre isso!
O fim das Bets é mais um dos grandes acertos do governo Lula.
Em, 2024 o Lula já havia avisado: “Se a regulamentação não funcionar, eu acabo com as BETs.” Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=2166552833928159&vanity=UOLNoticias
Logo, não é uma medida eleitoreira. É uma medida de saúde pública e fiscal, que visa reduzir o vício e saída de dinheiro do país.
O prejuízo ao PIB, causado pelas BETs, é gigantesco. Infelizmente, o (des) governo Bolsonaro nada fez para controlar essa epidemia. Ainda bem que o Lula resolveu esse problema. Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp9edmddyz2o
Sem mexer no orçamento federal, Lula injetara bilhões na economia, pois esse recurso das BETs, que antes saia do Brasil, agora, circulará na economia.
E sobre as BETs e o futebol…esse é o melhir comentário que eu vi sobre o assunto. O futebol não irá acabar, apenas irá se ajustar à nova realidade. Saem as BETs e voltam os anunciantes da enconomia real: https://www.facebook.com/reel/1073550128860464
E agora Chico; se dinheiro das Bets é “pecado”, e dinheiro público para socorrer os clubes?
Boa querstão Fernando. Estou acabando de escrever a respeito.
Peraí só uns minutinhos.
Abraço.