Hulk passa pelo mesmo problema de muitos jogadores, que têm dificuldade de definir a hora certa de parar

 Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

Cada um é responsável por suas opções.

Um dos grandes craques do nosso futebol, Paulo Roberto Falcão, disse quando estava dependurando as chuteiras: “O jogador morre duas vezes: a primeira quando para de jogar, e a segunda na morte biológica”.

Hulk passa pelo mesmo problema de muitos jogadores, que têm dificuldade de definir a hora certa de parar. Uns, porque não souberam se preparar financeiramente para a aposentadoria; outros, porque gostam demais do que fazem, amam o ambiente, a idolatria, e mesmo ricos, com dinheiro sobrando, resistem enquanto podem, e até se sujeitam a constrangimentos, como o Romário viveu, se arrastando em campo; uma caricatura do que já tinha sido um dia.

O tempo é inexorável. Aceitar isso não é fácil. Para um atleta então, a cabeça e os estímulos funcionam, mas o corpo, de 40 anos, não consegue executar aquilo que lhe é pedido.

Nos últimos três anos, Hulk foi titular do Atlético em função do respeito que todos tinham por ele. Destes três, em 2023 e 2024, por alguns gols impressionantes que ainda marcava. Em 2025, se arrastou e por mais que tentasse, não conseguia o mínimo de alto rendimento, como era do seu costume. A comissão técnica e o time pagaram por isso, já que a maioria da torcida achava que ele ainda era o mesmo Hulk de quando chegou ao Galo. A imprensa também sofreu com a situação e estava dividida. Quem ousava criticar o ídolo era acusado de ser contra o Galo, ou “cruzeirense.

Quando constatou que estava sob desconfiança de grande parte da família alvinegra, Hulk se sentiu injustiçado, e resolveu conversar com o Fluminense. Grande erro, dele e do tricolor carioca.

O resultado é esta cena lamentável, de sair vaiado, depois de empate sem gols com o Bahia, batendo boca com torcedor, no Maracanã, depois de errar um gol que dificilmente erraria até três anos atrás.

Um grande ser humano, que jogou muita bola e que merece todo respeito do mundo do futebol, mas que enfrenta as consequências de suas próprias escolhas.

O resto é perfumafria!

4 Responses

  1. Excelente reflexão, Chico! Ele poderia ter aceitado a proposta do documentário e encerrado a carreira como um super ídolo do Galo e do futebol brasileiro. Uma pena, pois realmente fez uma bela história no Atlético.

  2. Chico, infelizmente 90% dos jogadores vão fazer o mesmo que o Paraibano está fazendo, largar o osso e deixar a gaita para trás só depois de muitas vaias e palavrões. É um ex-jogador em atividade a muitos anos, mas a torcida do “eu acredito” deu uma ajudinha nos últimos anos. Mas lá no Flu-Serie C, o trem vai ficar feio para ele, cruz credo !!!!

  3. Hulk, já em final de carreira, jogou bem no Atlético em 2021 e 2022.

    Em 2023 e 2024 o Paulinho carregou o Hulk nas costas. Os vice campeonatos da libertadores e copa do Brasil foram a pá de cal na passagem do Hulk pelo Atlético. Se tivesse saído do time ali….mesmo derrotado, sairia com RESPEITO. Porém, a insistência em ficar e principalmente, SER TITULAR, desgastaram demais a história do Hulk no Atlético. Em 2025 e 2026 o Hulk só atrapalhou o Atlético dentro e fora de campo.

    A ida dele para o FluminenC só confirmaram que a vaidade governa a sua vida. Resultado: depois de três jogos já está sendo vaiado pela torcida. Vai sair chutado do FluminenC.

    Precisava disso? Precisava insistir em jogar em 2025 e 2026? Soberba, vaidade, arrogância…quando isso governa a vida de uma pessoa o resultado é o pior possível.

    Em 2025, quando eu dizia que Hulk era um ex-jogador em atividade e que estava atrapalhando o Galo…vixe….faltavam me bater aqui nesse espaço!

    Ainda bem que o tempo é o senhor da verdade….

  4. O último ano de Hulk no Galo não foi bom, mas ele causou muita insônia em algumas torcidinhas, inclusive na maior vítima dele.

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