ESPNReprodução
Grande articulador, Gianni Infantino se tornou presidente da FIFA no bojo do “FIFAGate”, que botou vários dirigentes na cadeia, inclusive o então presidente da CBF, José Maria Marín. Simpático, bom de lábia, estava caminhando para se tornar um novo “João Havelange”, que comandou o futebol mundial como um Imperador durante décadas.
Só que a subserviência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou da conta nesta Copa do Mundo e o prestigio dele foi severamente arranhando. O primeiro grito contra o comando dele foi da Bélgica, revoltada com a suspensão automática perdoada do atacante norte-americano Balogum. Em seguida veio a Alemanha, descontente com as decisões pessoais dele, sem ouvir as federações associadas. Agora, a própria UEFA, que hoje soltou um pronunciamento conjunto, falando em boicote às próximas competições promovidas pela FIFA, inclusive à Copa feminina no Brasil ano que vem.
A gota d’água foi a ideia do Infantino de terceirizar a comercialização das próximas Copas, dando plenos poderes e uma grande fatia do bolo a pessoas próximas ao presidente dos Estados Unidos. Sem ouvir as federações associadas da FIFA.
Esse tipo de briga é sempre positiva, na política e no futebol. Quando esses poderosos brigam entre eles, verdades do arco da velha, de lado a lado, aparecem e costumam gerar efeitos positivos para o bem do futebol, no caso.
Notícia da ESPN:
“A UEFA divulgou um duro comunicado contra a proposta da FIFA de permitir a entrada de investidores privados na propriedade da Copa do Mundo e de outras competições da entidade. A confederação europeia afirmou que, caso o plano seja mantido, nenhuma de suas 55 associações nacionais disputará torneios organizados pela FIFA. No texto, a UEFA afirma que “a Copa do Mundo não está à venda” e diz que o futuro do futebol não pode ser guiado pelos interesses de investidores.”


