Lembrança do Afonso Paulino e do Careca, que nos deixou hoje, aos 82 anos de idade

Careca nos deixou hoje, aos 82 anos. Nessa foto, quando o presidente era o Afonso Paulino, e eu tive a honra de ser o primeiro assessor de imprensa da história do Atlético, além de responsável por montar a primeira assessoria de imprensa de um grande clube no Brasil. A convite do Afonso, que se foi no dia 8 de maio, aos 89 anos. A ele, a minha gratidão, e à família e amigos, meus lamentos.

Careca é o primeiro à esquerda nessa foto, do Célio Apolinário, em 1989.

Uma pena!

Afonso, que foi dono de jornal, o Jornal de Minas, achava um absurdo os clubes não terem assessorias de imprensa, hoje chamadas de diretorias de comunicação. Ele foi da comunidade de informação do Exército, no regime militar dos anos 1960/1970 e se tornou especialista no assunto.

A assessoria era para “ajudar” a imprensa na cobertura do clube no dia a dia. Mas na verdade era mesmo para controlar tudo o que saía de informaçao do clube, da base ao profissional, evitando muitas perguntas e até a presença dos repórteres na Vila Olímpica, já que o próprio clube poderia passar tudo, ou quase tudo, aos jornalistas.

Logo depois o Corinthians montou a dele; um pouco mais tarde o Cruzeiro montou a sua e a partir daí, todos os clubes criaram os seus departamentos de comunicaçao. Para controlar tudo. Até chegarmos aos dias de hoje, em que raramente se permite da entrada de jornalistas nos locais de treinos e até nos setores administrativos, já que “não precisa” da presença dos jornaistas, pois o próprio clube oferece vídeos, fotos e textos, com as entrevistas prontas dos jogadores e dirigentes.

Nada de anormal no mundo do futebol. Anormal e absurdo é repórter ficar acomodado e não procurar suas próprias fontes, para dar informaçoes e entrevistas exclusivas, saindo fora do guarda chuva dos clubes.

Dia de treino e bronca do presidente na Vila Olímpica, do Atlético, em 1989. A partir da esquerda, Careca, então treinador de goleiros; Kemel Chequer (preparador físico), presidente Afonso Paulino, técnioco Jair Pereira, preparador físico Cláudio Pereira Café; Mussula, supervisor; médito Dr. Marcos Vinícius dos Santos Lima, Ligeirinho; massagista Belmiro; Dr. Salim Tebit Filho (médico) e eu.

Careca, grande ser humano. Sete Lagoas toda chora essa morte. Ele era querido por crianças, jovens, velhos, pobres, ricos, remediados, pretos, brancos, amarelos, pardos, enfim.

Natural de Baldim (35 KM de SL), mas viveu a vida toda em Sete Lagoas, onde começou no Democrata e se despontou.
À família e milhões de fans e amigos, meu abraço.

E como diz o Milton, “qualquer dia a gente se encontra”, caro Jésus Carlos da Silva “Careca”!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *