Fotos: Netflix/reprodução
Essa fala do Gilberto Silva me fez lembrar que ele, Belleti e Ronaldinho, campeões onde jogaram, vestiram a camisa do Galo em momentos distintos, todos contratados por Kalil. Belleti foi vice-campeão brasileiro em 1999. Ou seja: quem conhece de futebol, conhece, e tem que se virar também para conseguir dinheiro para bancar as contratações e os salários.
Além de depoimentos reveladores e emocionantes, imagens sensacionais de jogadas, gols, das cidades e países em que ele jogou.

Como disse o ex-presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Rodolfo Gropen, países em qualquer canto remoto do planeta, que nunca ouviram falar do Atlético ou de Belo Horizonte e Minas Gerais, agora estão sabendo, assistindo e comentando sobre essa minisérie. Vale demais a pena assistir.
E olhem que já assisti muitos, cada um melhor que o outro, e marcante por algum aspecto especial. A saúde mental, abordada de forma impressionante pelo Iniesta; a resistência a uma pressão nunca vista na transferência de um jogador, como a do Figo, do Barcelona para o Real Madri; os depoimentos do Cristiano Ronaldo, um grande ser humano, sobre a sua família e as dificuldades da mãe, que por pouco não cometeu aborto; o drama de Renê Higuita, preso por causa da amizade com Pablo Escobar; o profissionalismo de Michael Jordan; Maradona, de A a Z; a perseguição de torcedores ingleses a David Beckham; o drama do grande ser humano e treinador inglês Bob Robson, que bancou a ida de Ronaldo Nazário para o Barcelona e tantos outros, todos ótimos, mas nem tanto como este “Ronaldinho: The One and Only“.
Este do Ronaldinho, já tem a vantagem de ser uma minissérie, em apenas três episódios, que você assiste quase sem intervalo.

Direto, sem embromações, depoimentos esclarecedores de outros astros mundiais, entre jogadores, dirigentes, jornalistas e torcedores a favor e contra. Dos tempos de criança, em que se destacava de forma flagrante no futebol de salão, ao profissionalismo precoce no Grêmio, ao auge no Barcelona, com as polêmicas das transferências para o Paris-Saint Germain, depois pro Milan, Flamengo e chegada ao Atlético.

As histórias de vestiário contadas pelo Jô, são sensacionais. Como por exemplo: o ônibus atrasado para chegar ao estádio em Assunção, primeiro jogo da final da Libertadores. Todo mundo tenso, por causa do jogo e pelo atraso. De repente o Ronaldinho se levanta e grita exigindo: “todo mundo vai descer do ônibus cantando e dançando e continuar dentro do vestiário”. E todo mundo obedeceu e se acalmou.

A dança até o vestiário em Assunção

Estádio Defensores del Chaco, onde o Galo perdeu de 2 a 0 o primeiro jogo da final

Fotos: Netflix/reprodução
O pênalti fatal para o Olímpia, na trave e o Galo campeão da Libertadores


