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Atlético 2 x 1 Seleção Brasileira de Pelé e cia. Para quem não conhece o Galo desde 25 de março de 1908
— Chico Maia (@chicomaiablog) March 25, 2026
A seleção brasileira que viria a ser Tri-campeã do mundo no México em 1970, tinha se classificado nas eliminatórias e era dirigida por João Saldanha, de grandes polêmicas,… pic.twitter.com/1aGitiW3bg
A seleção brasileira que viria a ser Tri-campeã do mundo no México em 1970, tinha se classificado nas eliminatórias e fazia amistosos preparatórios para o Mundial. O técnico ainda era João Saldanha, de grandes polêmicas, dentro e fora de campo, e que não era o preferido da ditadura militar da época para comandar a seleção.
Grande parte da imprensa defendia o nome de Yustrich, outro polêmico da época, que mantinha bate-boca público com Saldanha, que também era um dos maiores comentaristas da imprensa esportiva do país.
Yustrich dizia abertamente que ele é que deveria ser o técnico da seleção. Antes de vir para o Galo, tinha feito ótimo trabalho à frente do Flamengo e numa das brigas públicas com Saldanha, irritou tanto o rival, que quase levou um tiro do próprio. Após ouvir uma entrevista do Yustrich, João Saldanha, revólver em punho, invadiu a concentração do Flamengo, na Gávea, mas só encontrou um goleiro reserva, em tratamento no departamento médico. Era dia de folga e o Yustrich não estava lá. (Esses detalhes estão no livro “Homão”, do gaúcho José Carlos Costa, que vale a pena ser lido.)
No dia três de setembro de 1969, amistoso no Mineirão, Yustrich comandava o Galo e Saldanha a seleção. A CBD (hoje CBF) determinou que o Atlético jogasse com a camisa da Federação Mineira de Futebol. Ânimos acirrados, vitória de 2 a 1 do Galo, o capitão Carlos Alberto Torres expulso e os rumores de que Saldanha cairia e seria substituído pelo então técnico do Atlético. Fato concretizado pela metade. Realmente Saldanha caiu, mas o substituto escolhido pelo João Havelange, presidente da CBD, foi o Zagallo.
A ficha da partida Atlético 2 x 1 Seleção Brasileira
Atlético
Mussula, Humberto Monteiro, Grapete, Normandes (Zé Horta) e Cincunegui (Vantuir); Oldair, Amauri Horta (Beto) e Laci; Vaginho, Dario e Tião (Caldeira).
Técnico: Yustrich
Seleção Brasileira
Félix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel e Rildo (Everaldo); Piazza, Gérson (Rivelino) e Pelé; Jairzinho, Tostão (Zé Maria) e Edu (Paulo César).
Técnico: João Saldanha
Árbitro: Amílcar Ferreira (RJ)
Público: 71.533
Gols: Amauri (42) e Dario (65) para o Atlético; Pelé (50) marcou para a Seleção Brasileira
Bem antes da “era Mineirão”, no aniversário do Galo, de 25 de março de 1956, a seleção brasileira tinha vencido o Atlético em Belo Horizonte por 1 a 0.
Mais detalhes dessas histórias podem ser lidos no https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/especiais/mineirao-50-anos/noticias/2015/08/28/noticia-mineirao50anos,318047/o-dia-em-que-o-atletico-venceu-a-selecao.shtml



3 Responses
Como diz o meu irmão mais velho do alto dos seus 80 anos:
“deve ser por isso que a CBF (antiga CBD) tem tanto ódio do Galo e vive nos ‘operando’.”
Chico, olha só como são as “cabeças pensantes” do Atlético. Quando essa vitória em cima da seleção tricampeã do mundo completou 50 anos, em 2019, nada foi feito para comemorar, manter viva essa conquista espetacular e contar para as novas gerações essa fantástica história. Um amigo chegou a me mandar um post de um jornalista de BH que fez ótima sugestão nas redes sociais, com meses de antecedência. Cunhar uma medalha especial sobre os 50 anos do evento e convidar todos os jogadores que participaram dessa partida para recebê-la em um encontro na capital mineira (obviamente chamando um familiar para representar os que já morreram). E ainda fazer um kit super especial para o torcedor com o uniforme que foi usado pelo Galo mais uma cópia dessa medalha. Ia vender como banana em fim de feira. O que fizeram os jumentos que dirigem o Atlético? Repito, NADA!
Opa, bem lembrado Silvio.
Lamentável.
Mas, quem sabe daqui três anos, nos 60 anos, né?
Abraço