Volta e meia alguém sai do anonimato de algum canto do planeta e vira celebridade da noite para o dia.
Um dos fenômenos provocados pela internet com as suas plataformas virtuais.
No Brasil, a figura do momento é o tal “Rei do camarote”.
Só fiquei sabendo dessa figura ao assistir as chamadas de um dos programas Sportscenter, do ESPN, quando o excelente Paulo Soares, o “Amigão” apareceu com camisa verde, copo de uísque nas mãos, ironizando na leitura dos destaques do noticiário que iria ao ar dentro de instantes.
Tudo começou com reportagem da revista “Veja-SP” com o cidadão, que está confundido a imprensa e ontem foi motivo de metade da coluna da Ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer, e serve para quem não sabe direito sobre a história:
O “Amigão” no papel de “Rei do camarote”
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“SUJEITO INCRÍVEL”
Política fiscal, máfia do ISS, espionagem brasileira… nada disso superou o “rei do camarote” nas redes sociais. Para quem não acompanhou a história: a capa da “Veja São Paulo” da semana passada trazia o empresário Alexander de Almeida, 39, que gasta até R$ 50 mil em uma noitada.
O vídeo em que ele desfia os dez mandamentos para se dar bem –de pedir muita champanhe, mesmo gostando de vodca, a convidar famosos para “agregar valor” ao camarote– teve mais de 4 milhões de visualizações.
A reportagem provocou indignação, seguida de incredulidade. Primeiro, condenou-se a revista por dar destaque à frivolidade, a “esbanjadores” que “não contribuem para uma sociedade melhor”.
É uma crítica compreensível, mas não dá para negar a enorme curiosidade que cerca a vida dos ricos. Além disso, num país de tamanha desigualdade, não deixa de ser relevante expor os extremos.
O vídeo, embora não tenha uma palavra de crítica, faz de Alexander um boçal. Ele aparece dentro do closet recitando nomes de grifes, estacionando sua Ferrari na rua e dançando apoiado em um segurança. A trilha sonora é “The Super Rich Kids” (Frank Ocean). Nenhum repórter aparece, como se tivessem simplesmente ligado a câmara, mas é evidente que alguém orientou a entrevista com um gostinho de veneno nos lábios.
No final, o empresário atribui possíveis críticas à “inveja”. A conta, porém, veio bem mais alta. Em um lance que só é possível no admirável mundo novo da internet, Alexander tentou desmentir a reportagem fazendo-se passar por um “meme” de si mesmo. À rádio Bandeirantes disse que aquilo não era “real”, mas “uma brincadeira”. Não confirmou nem o próprio nome.
Rapidamente se espalhou a versão de que a “Vejinha” tinha sido “trolada”, enganada por um personagem inventado pelo “Pânico”. A revista respondeu no seu site, provando que a reportagem era verdadeira e que “qualquer semelhança com pessoas reais não era mera coincidência”. O rol de problemas de Alexander deve ter crescido, porque a revista revelou que ele perdeu clientes, não aguenta mais ser “zoado” e está com medo de sequestro.
Alexander era o estereótipo tão perfeito do que se acredita que seja um novo-rico que muita gente duvidou que fosse verdade. Na mesma semana, o colunista Antonio Prata criou na Folha um estereótipo de direita, com um discurso extremamente caricato, e muita gente acreditou que fosse verdade. Ele precisou explicar que era ironia.
Tempos estranhos estes em que a imprensa tem que ser explícita sobre o que é real e o que é ficção.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsman/138267-sujeito-oculto.shtml



0 Responses
Isso aí vende no Brasil, cultura e conhecimento, não.
Esse cara é o tipico cruzeirense…….
Não é de hoje que a péssima Veja está em crise. Perde credibilidade a cada semana. Análises políticas extremas e hipócritas, opiniões parciais e superficiais sobre assuntos relevantes, listas de “mais vendidos” manipuladas e mentirosas, envolvimento com crime organizado (Cachoeira), etc, etc, etc….
Infelizmente, muitas pessoas ainda tem esta publicação com única e absoluta fonte de informação, mas isto está mudando. Pelo bem da nossa democracia!! Não que a Veja seja o demônio, mas o ideal é que as pessoas lessem outros pontos de vista para formar opinião.
Muitos ainda acham que certo é o que sai na Veja….lamentável!!!
Diante da crise, e da expressiva queda no número de assinantes, apela para promoções e táticas de marketing que beiram o desespero e o desrespeito ao consumidor.
Para se reinventar, começou a atuar em novos nichos de mercado. A Veja BH já tinha feito uma matéria endeusando a balada #secreto onde só milionários têm acesso. Agora a Veja SP vem com esse Rei do Camarote.
A intenção da matéria, imagino, seria atinigir apenas aquele público classe AA. Mas aí o tiro saiu pela culatra. Caiu nas redes sociais e virou um vexame.
A mesma revista que (com razão) reclama do sufoco tributário imposto ao empresário brasileiro, prega como modelo um empresário cuja futilidade e ostentação é sua razão de ser. Incoerência, não?
Será que o dinheiro do rei é limpo? Estaria “lavando” para alguém?
Por uma imprensa mais democrática, por maior diversidade de informação, por mais pontos de vistas diferentes e por menos “li na Veja”….
´´É mais um ‘cabeça cozida’ dos dias de hoje, mas, com sorte….
Quem fala demais da bom dia a cavalo….
Cassiano nos, Cruzeirenses somos ricos sim. Ricos de titulos!! temos 9 titulos importantes enquanto voces, atleticanos, tem 2.
Realmente vc tem razão nós temos 2 titulos….. neste ano…… Rumo ao terceiro……
Não Cassiano, dois em todos os 100 e tantos anos do seu time….
Frase do colega Anderson Palestra:
1966 eu ouvi, 2003 eu vi, 2005 eu ri, 2011 6viram, 2013 eu tri.
Agora traz o champanhe com luzinha para comemorar kkkkkkkkkkkkkkk To falando…….
Mundial é 2+1000