Uma “pajelança” para o Cruzeiro

Foi Leonel Brizola quem incorporou essa palavra na linguagem popular, ao usá-la na política, sempre que queria dar uma sacudida em seu PDT quando as coisas não iam bem.

Fernando Gabeira explicou o significado, em uma recente coluna no “Estadão”: “Pajelança é um conjunto de rituais realizados por um pajé com objetivo de cura ou previsão de acontecimentos futuros. Essa palavra entrou mais fortemente em nosso vocabulário em 1986, quando o cacique Raoni e o pajé Sapaim vieram ao Rio para tentar curar o cientista Augusto Ruschi, envenenado por um sapo. A cerimônia foi no Jardim Botânico e consistiu em soprar fumaça de um grosso cigarro azulado e, certamente, de orações rituais. Mais tarde a expressão se ampliou para a política, por causa das grandes reuniões com militantes que Brizola fazia na reta final da campanha…”.

É o que o Cruzeiro está precisando, neste momento difícil, dentro e fora de campo.

Depois da segunda derrota consecutiva, de virada, o goleiro Fábio disse que o time precisa “segurar mais” quando está vencendo; incomodado com a condição de reserva, o atacante Wellington Paulista, disse que o time “recua” quando está vencendo e por isso toma as viradas, além de fazer outras críticas ao esquema do Celso Roth, que por sua vez diz que não está tendo o devido retorno técnico dos jogadores.

Fora de campo, a diretoria nem tentou o efeito suspensivo para escalar Leandro Guerreiro em Recife, em um jogo cuja presença dele seria muito importante. Foi expulso no clássico, no entrevero com o Bernard, que arrebentou contra o Palmeiras, jogando sob efeito suspensivo conseguido pelo Atlético.

Tentou e não conseguiu efeito suspensivo para continuar exercendo seus mandos no Independência, e terá que jogar em Varginha. Prejuízo técnico e financeiro, além de arranhar a sua relação com os seus sócios-torcedores, que serão novamente prejudicados, assim como foram penalizados em tantos jogos na Arena do Jacaré.

Aliás, essa punição que o clube tomou, pode ser creditada em grande parte, à diretoria e ao Celso Roth que “turbinaram” os torcedores nos dias antecedentes ao clássico, e no intervalo do jogo.

Tão logo saiu o nome do árbitro Nielson Nogueira Dias, iniciou-se a campanha de pressão sobre ele, sob o argumento de que prejudicara o Cruzeiro no jogo contra o São Paulo, em 2010.

No intervalo, ao vivo, através dos microfones das rádios, gritos e xingamentos ao apitador, no corredor dos vestiários do Independência.

A torcida ouvindo tudo, inclusive os mais exaltados, tão comuns no futebol, especialmente em um clássico desses, onde a PM já tivera de agir com firmeza, horas antes, para garantir a entrada do Atlético no estádio.

No segundo tempo, deu no que deu, e as conseqüências vieram no Tribunal, com punição aos dirigentes e ao clube.

Punição a dirigente não vale nada, na maioria dos casos, mas ao clube sim, porque a instituição e a sua legião de adeptos são seriamente penalizados, como agora.

Com a experiência e habilidade que tem, o presidente Gilvan de Pinho Tavares está precisando promover uma “pajelança” na Toca da Raposa, para serenar ânimos; exigir mais cautela a todos nas entrevistas e cobrar o mesmo empenho e união que o time teve nos 2 a 2 contra o Atlético.

Jogando daquele jeito, volta a brigar no topo da tabela!

Só não funcionará se o prazo de validade do treinador e de alguns jogadores tiver vencido.

20 Responses

  1. Grande Chico,

    Quero crer que vc esteja só de zoeira mesmo.. rsrs

    Se pajelança, macumba, mandinga ou feitiçaria ganhasse jogo, os times da Bahia se revezariam ano após ano na conquista do Brasileirão…

    Vc sempre enaltece as qualidades do Dr. Gilvan, hoje salientou “experiência e habilidade”. Mas na prática meu amigo, com o futebol mesmo, ele até agora não disse a que veio. No caso, da lambança feita pelos Diretores no jogo contra o Atlético Mineiro, a punição “sofrida” por eles foi uma piada. Não seria hora do Dr. Gilvan aproveitar pra por essa turma toda na rua ?? Assim pelo menos ele demonstraria um pouco mais de autoridade.

    Agora, se o Dr. Gilvan acreditar em pajelança, até eu vou arrumar um jeito de arrancar um dindin dele… Vou colocar uma faixa em frente a Sede Administrativa do Cruzeiro com os seguintes dizeres: “TRAGO A COMPETÊNCIA PERDIDA EM TRÊS DIAS” !!! rsrs

    Abraços

  2. Esse gilvan é pau mandado do zerruela. São todos farinha do mesmo saco, mamando no clube, enquanto os iludidos azulados purpurinas ficam bringado entre si e prejudicando o proprio time. Espero que as mariposas engatem uma sequencia enorme de derrotas para se aproximarem de vez da ZONA e, desta forma, cairem para lá ficarem por muito tempo.

  3. O Cruzeiro não precisa de uma pajelança! Precisa sim de equilíbrio na lida com os meandros do futebol.
    Há séculos não revela um jogador e muito menos vende para o exterior. Os tempos, meu caro Chico Maia , são outros. Vejo os azuis com o mesmo desmando do Galo de Ziza, de Paulo Couri. Questão de tempo, o Yale certamente visitará a segunda divisão. Esse ano, estão salvos pela ruindade dos adversários. O velho ditado ilustra bem isso…” casa que falta pão todos falam e tem razão”. Passou da hora de puxar as rédeas dessa turma. A mim, pouco importa, pois o que eu queria mesmo é ver as portas fechadas do time do Barro Preto.

  4. Se pajelança trouxer dinheiro, aí sim os problemas do Palestra Mineiro estariam resolvidos. Esse Gilvan aí não está dando conta também, pode ser bom advogado, mas não sabe nada de futebol. Contratou jogadores velhos, olha esse Ceará, quanto tempo esse cara está de molho? Desde a véspera do clássico e não tem substituto. A zaga do cruzeiro é horrorosa, fora o Montillo, que anda bem meia bomba, o resto do time é mediano pra baixo. O primeiro erro do Gilvan foi querer ser mais realista que o rei, ao fazer média com a torcida, segurando o Montillo, tivesse vendido pro São Paulo teria pescado uns 3 jogadores de qualidade lá e ainda uma boa grana pra pagar salários em dia. Mas ainda confio no trabalho do Gilvan, fica Gilvan!

  5. Olá Chico. Só uma pergunta: o Augusto Ruschi foi curado?
    Acho que no caso das vandaletes, nem Raoni nem qualquer outro pajé conserta.
    Azuletes na segundona já. Com as baguncetes, vandaletes, bandidetes e a diretoria boca suja.

  6. Poxa Stefano: vá desejar mal para os outros assim para lá…
    Acho que a solução, depois de levarem Maluf, Cuca, Leonardo Silva, e outros, além de tentarem levar o Fábio, seria levarem também o Dr. Gilvan para o Atlético-MG. Se precisarem de instruções de onde pegar o pacote…

  7. Chico Maia, qdo fala (sic) “… exigir mais cautela a todos nas entrevistas e cobrar o mesmo empenho e união que o time teve nos 2 a 2 contra o Atlético.”, até parece que o clube radicado celeste mutante fez por merecer àquele resultado: contaram com a conivência do juiz pressionado pela eterna arrogância dos dirigentes celestes e por sua agressiva torcida!
    – Os senadores (o eleito e o biônico) ainda tem muita influência em Brasília, na CBF, no STJD, e essa “suposta” punição foi leve, branda demais, e por serem reincidentes, mereciam jogar todas as partidas do returno fora de BH, mas isso é Brasil, e é uma vergonha!

  8. Todo mundo no Cruzeiro está louco e desesperado. O retrocesso imposto ao clube e a fase brilhante do rival deixaram os celestes sem chão.
    Chegaram ao absurdo de acusar eventual presença de atleticanos no último clássico, no meio de uma torcida só de cruzeirenses, para não perder mando de campo.
    A paranoia que domina o Cruzeiro hoje é a mesma que botou o Atlético Mineiro na série B de 2006.

  9. Caro Chico, estou preocupado pois a diretoria do Cruzeiro usou o argumento de infiltração de torcedores atleticanos no julgamento na CBF e não obteve exito, mas já ouvi comentários de torcedores dizendo que isto seria uma boa ideia e pensando em coloca-la em prática. Com esse monte de ¨cabeças Cozidas¨como vc os chama, a diretoria do galo e os responsáveis pela segurança deveriam ficar atentos.

  10. Marcus Cesari: Como sabe que o “Chato de galocha, o irrecuperável” é o cidadão que vc citou? São tão “íntimos” assim? Sei… Vc e “ele” tomam banho de cachoeira como bem sugeriu um blogueiro acima?
    – Falar que tenho “inveja” é uma grande mentira, uma inverdade, pois, tal “característica” é da ala azulada, sem contar a arrogância, ciúme, mania de grandeza, sentimento de superioridade, vaidade, egoísmo, egocentrismo, salto alto e outras “virtudes” pertencem somente à turma barropretada, e isso é público e notório!

  11. Essa da cachoeira é histórica, hilária, emblemática e reveladora! Alias o proprio Nelinho dizia que jogar contra o CAM com Reinaldo e Cia era covardia tanto que logo transferiu-se para o CAM e acabou de vez com as purpurinas mariposas. Boa lembrança a sua Johnny; com certeza muitas “meninas serelepes azuis purpurinas” devem estar loucas de vontade de se reunirem na famosa cachoeira e se divertirem um pouco, já que não tem mais time para torcer, pelo menos poderão colocar a fofoca em dia!

  12. Ola Marcao de varginha ou faco um trocadilho com seu sobrenome?ou cidade?agradecemos por sempre estar preocupado com nosso clube mas realmente somos arrogantes high class e todos outros adjetivos que vcs nos deram mas o prazer de desputar a segunda divisao e toda atleticana nao gostamos de zona pois somos high class o ganhe pelo menos 2 libertadores campeonato brasileiro e depois fale mais por falar em zona sentimos sua falta em 2006 lembra???????????????????

  13. Marcus Cesari: deixa o sujeito na dele. Todo blog tem um “bobo da corte”, o sujeito além de não entender ou comentar futebol, especializou-se em tentar ataques pessois contra diversas pessoas no blog. Depois de uns poucos posts, ninguém mais liga para ele, e fica este ressentimento de que a conversa entre os outros continua sem ele. Ainda me espanta que os posts deste indivíduo sejam publicados, mas defendo a liberdade de expressão.

    Stefano: ao menos até o próximo ano, garanto-lhe que nem campeões da segunda divisão seremos. Aliás, se trocassem o técnico agora, eu apostaria com você que ainda daria tempo do Cruzeiro pegar a vaga na Libertadores!

  14. Já que as smurfetes não esquecem o passado tão longínquo da segunda divisão pro Galo, nós deveríamos insistir em chamá-los da 4ª força de MG…
    É apenas uma questão de lógica.
    Se não esquecem algo de ruim no nosso passado, porque deveríamos esquecer suas décadas de ostracismo e insignificÂncia?

    Vale a pena refletir…

    cruzeiro, o grande adversário do Villa Nova, Metalusina, Siderúrgica e Renascença…

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