Foto: Pedro Souza/Atlético
Não é possível que depois tomar quatro do Flamengo em casa e ocupar a lanterna do Grupo B da Sul-americana os mandões do Atlético não falassem nada. E na tarde desta quinta-feira, apareceram.
Por meio das redes de comunicação do Atlético e da família, eles fizeram pronunciamentos. O Rafael disse que está sem tempo para tocar o clube e que voltará a se dedicar integralmente à MRV, a carro-chefe do conglomerado de empresas do grupo.
Rafael Menin informa que vai deixar o dia a dia do Atlético. Rubens também se pronuncia. Consequênciashttps://t.co/OUhGZnaDAK pic.twitter.com/rs1Tp5cFR5
— Chico Maia (@chicomaiablog) April 30, 2026
Ficam algumas perguntas: o que muda? Isso pode melhorar ou piorar a situação do futebol do Galo?
Qual a competência e conhecimento de futebol do Pedro Daniel, anunciado por ele como o novo chefão “da rotina operacional” do clube?
O Pedro Daniel tem poder para demitir o Paulo Bracks ou precisa pedir permissão para isso antes?
Logo após o comunicado, foi a vez do pai, Rubens Menin, usar as redes sociais para também fazer um pronunciamento. Repetiu o que vem falando desde que assumiu o Atlético: novos aportes financeiros serão realizados (sem dizer quando nem como serão utilizados), reconheceu que as cobranças à cúpula são legítimas, e etecetera e tal.
Pelo semblante do Rafael, o tom da fala, e uma frase do Rubens, o sentimento que se tem é que estão doidos pra passar a bola pra frente. Mas não sabem como o fazer: “Comandar o Galo é o maior desafio da vida e lidar com algo que envolve paixão não é simples”.
Neste contexto gostei do comentário, no instagram, do torcedor Vitor Soares, que sugere: “Tinha que dividir o valor que eles querem vender em 10 milhões de ações. Proibir que alguém controle em votação mais de 5% dos votos e devolver o clube pra torcida. Única saída é essa”.
Quem sabe? Aguardemos os próximos capítulos.

