Maldade e impunidade foi nesse lance na semifinal da Copa da Espanha em 1982: o meia francês Battiston agredido pelo goleiro alemão Schumacher

O Globo/AFP

Que resultou em trauma cerebral, danos em uma das vértebras cervicais, três costelas, três dentes quebrados e longo tempo de recuperação.

O árbitro holandês Charles Corver não deu nenhum cartão, nem marcou falta. Mas fora de campo Schumacher sofreu consequências: considerado “inimigo público número um” na França e duramente criticado pela imprensa mundial.

O caso se tornou assunto diplomático e o presidente François Mitterrand e o chanceler alemão Helmut Schmidt conversaram e soltaram um comunicado oficial para serenar os ânimos gerais.

Com isso, Schumacher pode disputar o Torneio de Paris, um mês depois da Copa, vencido pelo Atlético (com shows de Reinaldo, Cerezo, Nelinho, Luizinho, Éder, João Leite…). Ele pertencia ao Colônia, que terminou em quarto lugar. O Galo venceu o PSG por 3 a 0 (Heleno, Éder e Reinaldo) e o Dínamo de Zagreb, na final por 1 a 0, gol do Rei. Tive o privilégio de estar lá, cobrindo pela Rádio Capital.

O assunto só foi resolvido definitivamente entre eles em 2013, num evento entre ex-jogadores, quando Battiston o perdoou pra valer. Ainda durante aquela Copa, Schumacher chegou a visitá-lo no hospital em Sevilha, mas o clima estava quente, por causa da entrevista depois do jogo. Informado que o francês estava todo arrebentado no hospital, o goleiro respondeu de forma irônica: “Se ele perdeu os dentes, eu pago as coroas”.

Vide: https://youtu.be/lSnGCoFKKRA?t=76

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