Flamengo x Estudiantes, no tapetão!

Estudiantes de La Plata

Se tem um assunto chato no futebol é “tapetão”, quando algum clube quer ganhar fora das quatro linhas, na justiça ou no grito.

Mas, vamos lá. Sobre a pretensão do Flamengo de tomar a vaga na final da Libertadores do Estudiantes, vale a pena ler opiniões de dois especialistas no assunto, de cidades bem distantes dos clubes envolvidos. Um argentino e um brasileiro.  

Primeiro, do advogado argentino, de Córdoba, especialista em Direito Desportivo e Administrativo, Marcelo Bee Sellares @mbeesellares “A queixa apresentada pelo Flamengo deve ser rejeitada, pois o jogador Marcos Rojas está habilitado por uma medida cautelar perante o TAS, enquanto se aguarda uma resolução sobre o mérito.

Caso Carlos Sánchez ≠ Caso Marcos Rojo: o precedente Santos–Independiente (2018) não é análogo: Carlos Sánchez tinha uma suspensão pendente e, portanto, não era elegível. A CONMEBOL sancionou o Santos com a derrota por 3-0. Rojo foi incorporado para substituir um jogador lesionado e disputou a partida de volta amparado por uma medida cautelar do TAS. Alinhar um jogador suspenso não é o mesmo que disputar uma partida com uma inscrição questionada, cuja utilização foi amparada cautelarmente pelo TAS. A analogia não substitui a análise jurídica da elegibilidade nem dos efeitos da resolução do TAS.”

Agora, do jornalista brasileiro, de Americana/SP, Vinicius Gutierres @ViniciusGutier2: “O Estudiantes tinha uma decisão Liminar (que mesmo não sendo uma decisão definitiva) tem força de lei. Ele não escalou o jogador simplesmente porque quis, como foi o caso do atleta do Santos. Na minha visão, o máximo que pode acontecer, é a decisão definitiva ser contrária e o atleta não poder atuar na final. O Flamengo tem que escolher qual lado quer vai ficar… porque uma hora ele questiona a falta de segurança jurídica (no caso da MP das Bets) e do outro ele entende que uma decisão liminar, de um órgão competente, não tem validade? Não me surpreende nada de um clube que só quer usar a justiça a seu favor.”

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Estas opiniões me fizeram lembrar de um surrado, porém sempre atual jargão, que se aplica no momento ao Flamengo e a muitos flamenguistas renitentes: “aceita que dói menos”.

Já apontaram dezenas de bodes expiatórios, culparam os batedores que erraram pênaltis; teve colega jornalista que pôs culpa no gramado do Maracanã e agora essa tentativa de ganhar do no “tapetão”.

Como diria o amigo flamenguista Waldívio Marcos de Almeida: “para com isso, gente!”.

O melhor negócio é reconhecer os méritos do adversário e lembrar que o futebol é esporte coletivo: quando ganha, é mérito de todos; quando perde, incapacidade idem. E nunca se esquecer que “toda arrogância será castigada”!

Estudiantes de La Plata

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