Para quem pergunta por Luiz Otávio Pena: está de bem com a vida, ótima saúde e curtindo aposentadoria em sua casa em Belo Horizonte

Constantemente alguém me pergunta pelo Luiz Otávio Pena (foto), um dos grandes narradores do nosso rádio, pessoa boníssima, com quem tive o prazer de trabalhar na Rádio Inconfidência em 1985/1986.

Muitos espectadores do Prateleira de Cima já me pediram para levá-lo ao podcast. Está na pauta, para quando retornarmos, com a nova temporada. Narrador de estilo sereno, desses que fazem o ouvinte enxergar o jogo, sem gritaria e atento a todos os detalhes.

Semana passada, em conversa com o também narrador Luiz Chaves, amigo em comum e ex-companheiro na Band, falamos sobre o Luiz Otávio. Esta semana, o jornalista, Carlos Ferreira, de Juiz de Fora, me pediu notícias sobre o Tony José, repórter daqueles bons tempos da Inconfidência, o “Gigante do Ar”. Segundo o Chaves, depois de uma temporada morando no Espírito Santo, o Tony teria voltado a morar em Minas, Contagem ou Betim. Ele não tem certeza.

Equipe de esportes da Rádio Inconfidência em 1984. À frente, Tony José. A partir da esquerda, Eduardo Vilaça, Roberto Rocha, Jonas Conti, Waldir Rodrigues, Teixeira Neto, Marcos Russo, Ramon Salgado, Luiz Otávio Pena, Alair Rodrigues e Hélio Aroeira.

Ainda sobre o Luiz Otávio Pena, liguei para o filho dele, Marcos Pena, grande jornalista e videomaker, ex-TV Alterosa e Globo, que me enviou ótimas informações atualizadas sobre ele, inclusive essas fotos recentes:

Luiz Otávio com o filho, Marcos Pena, em frente ao Maracanã, onde foram assistir a um jogo do Flamengo. Eu não me lembrava que o danado era flamenguista, hehehe.

“Luiz Otávio de Melo Pena nasceu em 11 de junho de 1941, em Itabira. Formado em direito pela UFMG, atuava como bancário até 1978, ano em que foi convidado por Jairo Anatólio Lima, para um teste como locutor esportivo na Rádio Inconfidência.

Ingressou na emissora em 1978 e ficou até 1986, quando entrou para a Rádio Vanguarda. No mesmo ano, foi para a Rádio Capital, onde ficou até 1988. Entre 1988 e 1990 trabalhou na Rádio Itabira. Foi em 1990 que Vilibaldo Alves o convidou para retornar à Rádio Inconfidência, onde esteve à frente da coordenação de esportes por 15 anos. Em 2005 encerrou sua participação na rádio, após a exigência de concurso público, realizado no mesmo ano.

Entre 2006 e 2012, fez locuções para a Rádio Itabira, em jogos do Campeonato Mineiro e Brasileiro. Em 2013, decidiu encerrar suas atividades como locutor. Vive hoje na região da Pampulha, em Belo Horizonte, curtindo sua aposentadoria. Esteve presente nas copas de 1994, nos Estados Unidos e 1998, na França. Narrou grandes clássicos do futebol mineiro e brasileiro. Viajou para todos os estados brasileiros e quase todos os países da América do Sul, acompanhando Atlético e Cruzeiro nos campeonatos sul-americanos (Supercopa, Libertadores e Conmebol).”

Luiz Otávio com a neta, Mariana, filha do Marcos.

Luiz na casa dele, na Pampulha, assistindo, ouvindo e lendo tudo sobre futebol.

Breve vamos nos encontrar para uma grande resenha e colocar a prosa em dia.

6 Responses

  1. Bela Reportagem Chico!
    Curti muito o trabalho do Pena. Aquela turma da Inconfidência fez história. Eu gostava muito do trabalho deles. O tempo passa o tempo voa.

  2. Bom dia. Tudo bem? Você poderia falar mais sobre os bastidores do rádio de BH e Minas Gerais. Falando das movimentações. o crescimento das rádios evangélicas, o crescimento principalmente da jovem Pan News, que em menos de dois meses, já está em as 14 mais ouvidas. Além de informar dos antigos radialistas, obrigado.

  3. Eu escutava muito a rádio Inconfidência nos anos 1980.
    E lembro desses nomes: Jairo Anatólio, Marcos Russo, Eduardo Vilaça, Ramon Salgado (o repórter temperado), Luiz Otávio Pena, Alair Rodrigues e, pra mim, o melhor narrador de todos os tempos: advinhe, Vilibaldo Alves!

    Bacana resgatar essa turma das antigas! Bom saber por onde andam!

  4. Grande profissional. Tive a honra de trabalhar ao seu lado na Rádio Vanguarda. Ele vinha de BH para Ipatinga e narrava até jogos de amadores com a mesma empolgação como se tivesse transmitindo uma final de Copa do Mundo. Um exemplo de profissional e gente boa demais da conta. Um abraço para ele e sua família.

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