América: exemplo de como não se administrar ascensão e sucesso; perde a quarta consecutiva e vai se consolidando no rebaixamento

x.com/sportrecife

Boa parte da imprensa adora estatísticas, especialmente para motivar torcedores de times em baixa, tipo neste Sport x América, ontem, cujas chamadas eram: “Coelho se inspira em bom retrospecto em Recife para conquistar a vitória”.

Bobagens ao vento. Quando o adversário é superior e o seu time é ruim, a derrota é garantida, como foi na Ilha do Retiro, com um 3 a 0 sem contestações.  

Na sexta-feira o clube demitiu mais um treinador na temporada: Umberto Louzer, que no dia seguinte acertou com o Guarani de Campinas, outro moribundo do nosso futebol, atualmente na 7ª colocação da Série C, provável adversário do América em 2027.

Impressionante como vêm errando os dirigentes americanos a ponto de colocar em risco a própria sobrevivência do clube. Sim, porque a situação é mais complicada do se imagina. Se dentro de campo o rebaixamento é iminente, fora, a situação financeira é caótica, com uma dívida colossal e falta de arrecadação. A diretoria não mostrava a cara, e quando apareceu, numa entrevista coletiva dia 24 de julho, mostrou total despreparo, sem perspectiva de melhoras, pela fala do senhor Márcio Vidal, presidente do Conselho Administrativo. Aliás, essa história de “Conselho Administrativo” precisa ser revista no Coelho: fracasso. Já que a SAF não vingou, que retorne ao presidencialismo.

Imaginar que no dia 29 de dezembro de 2022 o Globo Esporte fazia este balanço do América naquele ano: “… A temporada está entre as mais importantes de toda a história centenária do América-MG, que finca cada dia mais os pés na Série A do Campeonato Brasileiro. O ano de 2022 marcou a estreia do clube numa competição internacional, e logo de cara a Libertadores. O time caiu na fase de grupos, mas concretizou o sonho que até anos atrás parecia improvável: disputar a competição. E para chegar à chave do rival Atlético, eliminou Guarani-PAR e Barcelona-EQU, que já têm mais tradição nessas disputas. O grupo do América foi um dos mais difíceis do torneio…

Além da competição, caiu na primeira fase do Mineiro (onde poupou o elenco em boa parte), nas quartas de final da Copa do Brasil (para o São Paulo) e ficou em 10º lugar no Brasileirão, brigando por vaga na Libertadores até o último minuto do último jogo…”

“… América-MG finalizou o ano faturando R$ 53,3 milhões por premiações ao longo de 2022. Quase metade dessa bonificação veio da colocação no Campeonato Brasileiro (R$ 24,7 milhões). Financeiramente e administrativamente foi uma temporada importante, e fica a expectativa de concretização da transição para SAF em 2023…”

Em 2023 o América disputou a Copa Sul-Americana. Entrou na fase de grupos, ficou em segundo lugar e eliminou o Colo-Colo do Chile, chegando às oitavas, quando eliminou o Bragantino, nos pênaltis. Nas quartas de final foi eliminado pelo Fortaleza, ao perder as duas partidas, mas garantiu R$ 12 milhões por chegar até lá.

Reconhecido como maior revelador de grandes jogadores do futebol mineiro, o América não aproveita esta “vantagem competitiva” e antes que sua prata da casa dê retorno técnico, dentro de campo, é negociada por preço de banana, em nome da sobrevivência, como informou o Fabrício Calazans, antes do jogo contra o Sport:

@CalazansBH “O meia Yago está fora do jogo contra o Sport porque está sendo negociado com uma equipe do exterior. O DNA Formador está se despedindo do Coelhão após 48 jogos pelo time principal e um gol marcado.”

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