Antes o Brasil brigava pelos títulos; passou a cair nas quartas e agora cai nas oitavas. Com tendência a piorar

Rafael Ribeiro/CBF

Lamento pelos brasileiros que adoram a oportunidade de toda Copa do Mundo, para se confraternizar e se divertir, mas a eliminação da seleção foi justa, por “méritos próprios”. Fica a esperança que tenha sido um ponto final dessa turma perdedora, sem bola, ou idade avançada, ou enganação, de quatro Copas pra cá, tipo Casemiro, Marquinhos, Danilo, Alisson, Neymar, Marquinhos, Fabinho, Alex Sandro e cia. Mas, nunca se sabe. Muito lobby e muitos interesses inconfessáveis.

E por mais que filósofos e filósofas da bola busquem razões para mais uma frustração na luta pelo título, o motivo é um só: o futebol brasileiro não é comandado por gente do futebol. Na prateleira de cima de quem manda não há nenhum dirigente ou ex-dirigente de clube. A CBF e a quase totalidade das federações são comandadas por políticos, empresários e oportunistas de toda ordem, que se apossaram do meio há décadas. E não estão nem aí para o futebol. Querem é se dar bem, se esbaldar nos milhões e mordomias que o mundo da bola proporciona cada dia mais. A formação de jogadores pelos clubes, e a atenção às seleções das categorias de base e da permanente renovação da própria seleção principal não estão nas prioridades deles.

É raro um ano em que os noticiários não estão cheios de manchetes falando de escândalos financeiros, corrupção e outras mazelas das nossas entidades maiores do futebol e sua cartolagem.

Agora mesmo, na Copa, o jovem e recém empossado presidente da CBF virou pauta por estar com esposa e amante presentes, com tudo pago pela entidade.

Depois da Copa do Catar 2022, três treinadores passaram pela seleção, até a chegada do italiano Ancelotti: Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Junior. Enquanto isso, o técnico da Noruega, que eliminou o Brasil, está no cargo desde 2020. Didier Deschamps comanda a França há 14 anos. Ancelotti comandou a seleção até hoje em 16 partidas.

Enfim, com uma zona dessas não pode dar certo.  Com tendência a piorar.

Outra realidade, que a maioria das pessoas não quer enxergar é que o Brasil não produz mais tantos bons jogadores e craques como antes. E quando produz, eles saem cada vez mais jovens do país. Aí, vem a forçação de barra dos grandes veículos de comunicação e muitos empresários do futebol, tentando inventar ídolos, para manter a roda girando. Na hora do “vamos ver”, dá no que deu contra a Noruega.  

Dessa turma que esteve nesta Copa, para mim, têm futuro na seleção: Wesley, 22 anos; Endrick e Rayan, 19; Luiz Henrique, 25; Vini Jr., 25 e Martinelli, 24 anos.

One Response

  1. E a maioria desses novos ídolos costuma funcionar só no Brasil com o apoio das arbitragens e outras arbitrariedades da CBF. Quando saem desse ambiente de proteção e mãozinhas fracassam em outros países.

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