Ontem ele conheceu o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Conceição do Mato Dentro
Ele está comemorando a chegada aos 7.3 com ótima saúde e o alto astral de sempre. A ele devo muito. A profissão que escolhi, por exemplo.

E foi pra Conceição do Mato Dentro, mais precisamente Pousada Alto do Baú, lugares dos que mais gosto na vida.
Pelas mãos de Gilmar entrei pela primeira vez no Mineirão, uma das maiores emoções da minha vida, aos 10 anos de idade, num dia de visitas, sem jogo, e o acesso era liberado aos vestiários, gramado e cabines de rádio. Naqueles tempos, curtia-se o futebol pelo rádio. Pela TV era rara uma transmissão ao vivo. “Video-tapes” e olhe lá.
Nesse dia no Mineirão, tomei das poucas broncas dele na vida, por desrespeitar a placa: “Gramado em tratamento – Favor não pisar”.
Claro que pisei, né?
Ia perder a oportunidade de pisar onde Pelé, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza e Raul pisavam sempre?
Ops…, aí ele lembrou:
__ Nossos conterrâneos Vaguinho e Careca, também pisam aí. E o Grapete, o Cincunegui, Vanderlei, o “Carregador de Piano”, Dadá “Peito de Aço”, Lacy…
Notaram aí, né?
Naquele fim dos anos 1960, começo dos 1970, só dava Cruzeiro, que tinha um time mágico. Não fosse a marcação cerrada do meu irmão, que por sua vez sofria uma mais cerrada ainda da nossa tia Geralda, certamente o Galo teria um torcedor a menos no mundo. Nosso pai, Vicente, adorava futebol, mas não fazia questão que tivéssemos as mesmas preferências dele. Era mais cruzeirense, por um motivo simples: aquela “academia celeste”, que encantava quem gostava de futebol, fosse o time que fosse. Ele se enquadrava bem naquilo que anos depois eu mesmo, como jornalista, ajudei a exemplificar no Minas Esporte, da Band, como “simpatizante”.
Fanática e torcedora pra valer era a irmã mais velha do nosso pai, tia Geralda, que arrumava argumentos não sei de onde, para justificar porque o Galo não ganhou, porque o Galo empatou e porque o Galo perdeu.
Ela morava em Belo Horizonte e sempre que ia nos visitar na Estação Experimental – Campo do Algodão (hoje Embrapa, entre Sete Lagoas e Prudente de Morais), nos enchia de brindes do Atlético. E ai do meu pai se ele ousasse tentar interferir nessa prática. Era um ritual sagrado e não teve time mágico do Cruzeiro que nos fizesse ao menos pensar em mudar de clube do coração. Era o “Galo forte e vingador” e pronto. Não se falava em outra coisa ou outro time.
Grandes tempos. Saudosíssimos pai e tia, e a vida seguiu e segue.
Pois meu irmão optou para passar o aniversário em Conceição, que ele não conhecia, e que lamento muito não poder estar lá hoje.

Geraldo Afonso e Gilmar
Mais precisamente na Pousada Alto do Baú, de comparação quase impossível com outras mundo afora, devido ao calor humano dos donos, Geraldo Afonso e Leilinha, dos funcionários e da beleza da localização, no complexo do Espinhaço, perto de incontáveis cachoeiras (Tabuleiro e Rabo de Cavalo, por exemplo) e Salão de Pedras.

Hoje, rezou na capela exclusiva da Pousada, que Geraldo e Leila construíram em estilo semelhante à do Rosário, que fica no coração da cidade

E claro, hoje deu pra aproveitar o bar e a piscina da pousada, com a esposa Flaviana, já que o sol resolveu dar as caras, forte

E para conhecer ou rever a Pousada Alto do Baú: @altodobau – (31) 98835-3675

