Zico tem toda razão: no Brasil, inventam-se modas, criam-se ídolos de pés de barro, mesmo que a custa de desrespeito e desprezo a grandes feitos e grandes personagens do passado

Reprodução Basticast/O Povo

“Quem não valoriza a sua história tem um presente medíocre e um futuro incerto”

Um dos maiores craques da história do futebol é também uma das pessoas de maior bom senso que o Brasil já teve: Zico. Nunca vi qualquer atitude arrogante ou ouvi qualquer disparate dito por ele, depois de alguma grande conquista ou após uma grande derrota. Muito pelo contrário. Nem nos épicos embates entre Atlético e Flamengo pelo Brasileiro e Libertadores de 1980 e 1981 ou na eliminação da seleção pela Itália na Copa da Espanha em 1982.

Sempre comedido em suas falas, ele chegou a se exaltar, com razão, nestes trechos de entrevista ao podcast basticast_365, em que ele solta o verbo contra o desprezo e falta de respeito com que, de modo geral, tratamos a nossa história.

Trechos de entrevista dele ao podcast @basticast_365

2 Responses

  1. Conheço bem a torcida do Flamengo, assim como a mídia carioca (majoritariamente flamenguista).
    Morei lá alguns anos e até hoje tenho amigos flamenguistas que são extremamente chatos pela sua parcialidade e paixão cega.

    No Rio basta um garoto recém saído da base entrar em campo, dar uma caneta e fazer uma assistência e/ou um gol – pronto: é craque. Seleção pra ele.

    Claro que a grande maioria vira foguete molhado, mas depois ninguém se lembra de como tudo começou.

    Esse Reinier do Atlético é um desses.
    Lucas Paquetá, que bola é essa que ele joga ? Jogador normal, acima da média claro – eu daria nota 6 para ele e tá bom demais – e pronto.

    Mas tem vários outros casos.

    Cadê o tal de Thales Magno do Vasco ?

    Difícil lembrar de todos, mas são muitos.

  2. Estou repensando e reconsiderando meus conceitos sobre aproveitamento da base do Cruzeiro.

    Se não vejamos:

    – Rafael – titular no São Paulo

    – Murilo e Maurício. – titulares no Palmeiras (o segundo na Seleção Paraguaia agora também)

    – Thiago – titular em um time B da Inglaterra, mas vice- artilheiro do Campeonato Inglês

    – Fabrício Bruno – foi titular no Flamengo e voltou para o Cruzeiro a peso de ouro

    – Ramon Menezes – não deu nada no Cruzeiro, mas foi titular e ídolo no Vasco e no Vitória

    – Cacá – foi titular no Corinthians e está agora (salvo engano) no Atlético Paranaense

    – Anselmo Ramon – nem sei por onde anda (Alagoas ?) mas sei que ainda está jogando

    Tem vários outros, mas a memória me falha no momento.

    Será que essa seria a receita correta ? Não “queimar” os meninos ?

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