A final de 1977: esperava-se espetáculo do Rei, Cerezo e cia, Até teve, mas Nelinho, Revétria e Joãozinho roubaram a cena

O Nostalgia 5 Estrelas @nostalgia5stars tirou do baú sons e imagens sensacionais que trazem craques da bola e do rádio que merecem ser revividos. Vilibaldo Alves narrando, Kafunga comentando, Carlos César Pinguim na reportagem de campo e jogadores fenomenais em ação.

A expectativa era de mais um show de bola de Reinaldo, Cerezo, Marcelo, Paulo Isidoro e cia., mas foram Raul, Revétria, Joãozinho e principalmente Nelinho que fizeram a diferença.

Eu era criança e essa foi a maior decepção com o Galo até então. Até hoje é difícil acreditar. O time era bom demais, favorito absoluto. Já havia faixas e posteres espalhados como “Campeão 1977”. Uma finalíssima das mais importantes da história do nosso futebol, cheia de ingredientes interessantes e cujo resultado gerou enormes consequências.

Começando pelos times, de elencos de maioria absoluta de jogadores nascidos em Minas, Belo Horizonte principalmente.

Atualmente parte da imprensa faz alarde e enche a boca pra dizer que o público deverá ser “recorde” no novo Mineirão, de capacidade para 62 mil pagantes.

Este jogo teve 122.534.

A decisão era numa “melhor de três”. O Galo venceu o primeiro jogo, 1 a 0 e seria campeão se empatasse o segundo, mas o Cruzeiro ganhou, 3 a 2, e no terceiro fez 3 a 1.

Foi o fim do goleiro Ortiz no Atlético, argentino que jogava no futebol uruguaio quando foi contratado. Até então era ídolo, inovador no futebol brasileiro. Jogava de bermudão, fita apache prendendo os cabelos, batia faltas, batia pênaltis, pegava muito. Mas era da farra e muito franco em suas entrevistas. Peitava quem lhe desse na telha.

Falhou feio nessa final e havia uma onda de que teria se vendido para o Felício Brandi, o presidente do Cruzeiro.  

A torcida nunca o perdoou. João Leite, da base, assumiu o gol, aproveitou a oportunidade e entrou para a história como um dos maiores goleiros do Atlético.

Depois que a poeira da perda do título baixou, Ortiz pensou que a torcida o teria perdoado, e foi testar, indo assistir um jogo na arquibancada do Mineirão. Quando foi notado, a vaia foi total e gritos de “vá embora, vá embora…”. Saiu escorraçado, quase agredido fisicamente.

Voltou para o Uruguai e depois para a Argentina, onde morreu em circunstâncias misteriosas. Segundo me disseram companheiros de lá, em confusão com a polícia.

A ficha do jogo final

Data: 09 de outubro de 1977

Local: Mineirão

Público: 122.534 pagantes

Cruzeiro 3 x 1 Atlético-MG

Gols: Revétria, Lívio e Joãozinho (Cruzeiro); Reinaldo (Atlético) 

Cruzeiro: Raul; Nelinho, Zezinho Figueroa, Darci Menezes e Vanderlei; Flamarion, Zé Carlos (Valdo) e Eduardo; Erivelto (Lívio), Revétria e Joãozinho.

Técnico: Yustrich.

Atlético-MG: Ortiz; Alves, Modesto, Vantuir e Dionísio; Toninho Cerezo, Danival e Paulo Isidoro; Marinho (Marcinho), Reinaldo e Marcelo. Técnico: Barbatana

Poster Placat 1977

Em pé na última fila: Nelinho, Flamarion, Marcos, Raul, Zezinho Figueiroa, Hélio, Vanderlei e Eli Carlos; no meio: Lacerda (p. físico), Darci Menezes, Zé Carlos, Valdo, Arthur, Tião Marçal, Mariano, Erivelton, Vanderlei, Vítor e Bemito (auxiliar); agachados: Eduardo, Eli Mendes, Lívio, Revétria, Joãozinho e Kleber

@PELEJA

Dionizio, Cerezo, Modesto, Vantuir, Alves e Ortiz; Marinho, Danival, Reinaldo, Paulo Isidoro e Marcelo.

2 Responses

  1. Então , Chico, que dizer que em 1977 você era uma “criança”. E em 1978/79 você já havia se tornado repórter da Rádio Capital. EU já ouvia VOCÊ junto com a turma formada pelo Gil Costa.
    Rapaz… você é um “fenômeno”!! kkkkkkkkkkk!!!

  2. Bons tempos que dava prazer em ir ao Gigante da pampulha vee Reinaldo , Cerezo , Isidoro , Raul, Nelinho , Revetria , Joaozinho . Oooo saudades .

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