O fim de mais uma temporada do Atlético e a realidade da SAF

x.com/Atletico

No dia quatro, quinta-feira, o Horário Duarte enviou este comentário para o blog, que vale demais a pena ser destacado. Como eu estava em Washington, guardei para que comentássemos aqui após o meu retorno.

Quem gosta de futebol precisa ler e pensar a respeito, independentemente do clube para o qual torce. No caso específico, o Atlético, uma das primeiras SAFs do país, que trazia muita esperança para todo atleticano naquele momento, mas que se revelou uma grande frustração.  Muito oba-oba, falação, marketing digital e no que interessa mesmo, que é o futebol, decepção total. Até o estádio, sonho de todo torcedor do Galo, cujo projeto e início das obras é pré-SAF, mas foi totalmente planejado, projetado e construído pelos donos da SAF, foi erguido com problemas e também frustrou a quem sonhava em ter ali um “caldeirão” onde o Atlético seria imbatível, ou quase imbatível.    

Contratações mal feitas, muito dinheiro desperdiçado e mais um fim de temporada sob risco de queda.

Os grandes clubes brasileiros sempre viveram na gangorra, de altos baixos e baixos, se revezando no topo e na parte de baixo das tabelas de classificação.

Quando surgiu a ideia de SAF a maioria dos torcedores, no país inteiro, imaginou que seus times virariam um dos “cinco maiores do mundo”.

Mas a realidade é diferente e o Horário fez uma avaliação interessante sobre as SAFs. E é importante lembrar que alguns dos maiores clubes do país e do mundo não são SAFs; pelo menos ainda.  

“Prezado Chico, ontem estive pensando se o Galo é ‘meu’ time, ou se me foi roubado ou desapropriado.

Na era do ‘país do futebol’, vou ser muito generoso, quem gostava de futebol administrava para ganhar. Eu sou dessa época.

Quando perceberam o futebol como um negócio lucrativo, os times europeus se profissionalizaram, abriram as portas para jogadores e outros profissionais de todos os cantos. A administração era para ter lucro. Virou modelo.

O volume de dinheiro e as paixões envolvidas atraíram os olhares da elite tanto do dinheiro quanto da política. A política sempre esteve envolvida, mas não como hoje das organizadas as diretorias.

Com o envolvimento das elites econômicas e políticas o futebol brasileiro foi de mal administrado e amador para um desastre completo e acabado, mergulhado em dívidas escândalos e fracassos monumentais.

Importamos tudo agora, camisas, técnicos, retrancão, jogadores, chuteiras, modelo de arena, torcida com pompom…

Não concorda? Olha para a história recente dos times mineiros, todos sem exceção, e veja quem administrava e administra esses clubes. A recente eleição da cbf e o controle das federações são um fecho do eu quero dizer.

A história do futebol no Brasil é um resumo da nossa história, talvez só da nossa elite.”

Horácio V. Duarte

8 Responses

  1. Olá Chico Maia, boa tarde. Fim de mais um campeonato, que alguns ainda insistem em dizer que é o mais dificil do mundo. Acredito que tem um certo grau de dificuldade, mas ainda temos um grupo bem seleto que vai sempre estar lá na frente e de vez em quando, chega um de intruso. Em 2024, pela ordem foram Botafogo, Palmeiras, Flamengo, Fortaleza e Internacional. Em 2023 pela ordem Palmeiras, Grêmio, Atletico, Flamengo e Botafogo que entregou o campeonato mais ganho do mundo. Em 2.022 pela ordem Palmeiras, Internacional, Fluminense, Corinthians e Flamengo. Neste ano, Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Mirassol e Fluminense. Veja bem nos anos citados, somente neste ano o Mirassol é o intruso, a bela supresa. O campeonato teve somente 03 times brigando pelo titulo, Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro sendo que o Mirasol não largou o 4º lugar de forma nenhuma. O restante, foi um monte de times ruins, mal elaborados e montados e o desespero tomando conta de grande parte dos clubes, basta ver ontem os jogos de Vitoria e Internacional. Para mim, o único azarado foi o Ceará que passou 35 rodadas fora da zona do despero e quando entrou, caiu. Cruz Credo. E como o campeonato brasileiro começa bem cedo, em 28 de Janeiro de 2.026, muitos times podem voltar com as mesmas babás que terminaram 2.025. No jogo de ontem, meus irmãos fizeram algo que jamais vi em 60 anos de idade, no almoço na casa de minha irmã, NENHUM deles assistou o jogo do bica bicudo e meu imrão Paulo Ricardo, o mais centrado saiu com duas perolas: Hulk só faz gol quando não precisa e a vitoria de 5×0 no reserva do Vasco é igual olhos azuis em sujeiro feio, num serve para nada. Cruz Credo !! VAmos aguardar a Copa do Brasil e ver o que nos reserva este dois jogos. Abraços

  2. Bom, Chico, já que vc nos últimos tempos raramente abre uma aba sobre o Cruzeiro, peço licença para invadir esse espaço alvinegro.

    Conversei muito com nosso conhecido Marquinho da Fazenda Velha na última quarta.

    Cada um sobre seu time. Eu Cruzeiro, ele Atlético.

    Chegamos a uma conclusão:

    O estado de espírito das duas torcidas aparentemente está ligado às expectativas criadas no início do ano.

    Muitas expectativas para o Atlético, porém frustradas, em que pese o Mineiro e o vice da Sul-americana – baixo astral geral.

    Pouca (ou quase nehuma) expectativa, zero título mas acaba chegando em terceiro no Brasileiro e está nas semifinais da CBF – euforia generalizada.

    Será que é isso ?

  3. Este problema é conhecido como o problema da “Bala de Prata”. É uma metáfora para os que acham que uma solução simples, com apenas uma mudança, vai resolver um problema complexo.

    As pessoas se deixam enganar repetidamente, pela próxima “bala de prata”, e esquecem as anteriores.
    Por exemplo: a maioria das pessoas parece que já se esqueceu de que até aproximadamente 2010, os jogos de futebol tinham um árbitro. O sujeito corria o campo inteiro. Errava um impedimento, e lá vinham as críticas. Mas, “quando colocarem assistentes” estes erros acabam…
    Mas o assistente também tem apenas um ângulo de visão. Quando colocarem alguém olhando vários ângulos de câmera (VAR), os problemas acabam…
    E o mesmo problema ocorre no futebol, na política, na tecnologia, nas empresas, etc.
    Sempre há uma bala de prata que demora a ser implementada, gera uma expectativa enorme, e depois decepciona.

    A SAF era outra bala de prata. As pessoas que acreditaram que a SAF iria “sanitizar o futebol”, parece que vivem em algum outro mundo. No Brasil, até bancos, com dezenas de regras e procedimentos de fiscalização, conseguem implementar esquemas em que alguns saem ricos, e os custos ficam para “a população” (link). Alguém achou mesmo que o país iria começar a ter instituições honestas pelo futebol? É muito inocência…

  4. ontem foi um teste muito bom pro seu time chico, acho q estes “reforços deste ano” sao pro proximo ano, pode deixar eles todos ai, estao no caminho certo, kkkkkk, falando serio, precisam mudar algumas coisas e inclusive baixar a media de idade do time, infelizmente nao dá, precisam de jogadores mais novos e mesclar a equipe, porem falta coragem de alguns da diretoria, abraços chico.

  5. Sobrou pro Victor, que ele tenha aprendido a lição e seja um diretor de futebol mais esperto e não confie em dirigente, tudo veiaco adoram por responsabilidade por erros nos outros,Inha admiração por ele será eterna, mas poderia ter evitado este desgaste com a torcida do galo., dirigente bate nas costas mas para tirar o dele da reta faz qualquer coisa

  6. Obrigado pelo destaque Chico, realmente estava, e estou muito chateado como o Galo. E já tem tempo.
    É difícil entender o que se passa nesses bastidores.

    O certo mesmo é que já fomos os melhores, hoje a briga é para não cair seja no brasileirão seja com as seleções. Que aliás, perdi o gosto de assistir.

    A condução do futebol é péssima e a única coisa que eu tenho certeza é que não é feita da arquibancada.

  7. Não está fácil administrar a exigência de investimento estratosférico pra se fazer time pra ganhar títulos além do Mineiro. Os atleticanos, e me desculpem se aqui vai palpite de um não atleticano, não deveriam ter muito a reclamar. O estádio foi construído. Se tem problemas são problemas que a maioria dos grandes times brasileiros gostariam de ter e não têm, um estádio pra chamar de seu. Em MG só os dois maiores. E montou times competitivos, tanto assim que chegou a finais importantes. Se não ganhou não pode-se sacrificar a SAF. Muito provavelmente um processo de aprendizado. Títulos melhores virão.

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