
Da minha coluna na edição da última sexta-feira no jornal SETE DIAS, 28 de fevereiro
Este foi um dos melhores times do nosso Democrata das últimas décadas, 8º colocado no Campeonato Mineiro de 1984. Da esquerda pra direita Rubão, Serginho, Edson Vampiro, Batata, Sérgio Cunha e Zé Carlos; Valcir, Diney, Larry, Rogério e Rosemil. O repórter que entrevista o Zé Carlos (esq.) não sabemos quem é.
Ganhei esta foto, na época, quando trabalhava ainda na Rádio Capital, num jogo no Mineirão, de um fotógrafo que imaginava que fosse o Democrata Pantera, de Governador Valadares. Quando eu disse a ele, que se tratava do Jacaré, da minha cidade, ele agradeceu a informação e me presenteou com ela.
Quarta-feira, preparando esta coluna e mexendo em meus arquivos de fotos impressas, a encontrei. Recorri ao presidente Renato Paiva e ao ex-zagueiro Serginho, capitão deste time, para que me ajudassem a lembrar de alguns nomes e detalhes.
Renato era criança nessa época e pediu socorro ao Diney, meia-atacante do time. Serginho retornou imediatamente, memória de ouro, com apenas um equívoco: assim como eu, pensou que tivesse sido um jogo em Passos, contra o Esportivo, porém, foi em Alfenas, já que o Esportivo não era da primeira divisão em 1984 e sim o Alfenense, que inclusive foi rebaixado naquele ano, junto com a Caldense. O estádio era o Francisco Leite Vilela, o “Gigante da Avenida”, cujo proprietário é o América, rival local do Alfenense.
Serginho lembrou que o técnico era o saudoso Arizona, que comandou o Democrata de 1981 a 1985. Nesta foto, infelizmente três que já nos deixaram: o Larry em 2007, o Edson Vampiro em 2009 e o Rogério, um dos maiores cobradores de falta que já vi, em 2011. O presidente era o Geraldo Negocinho, que nos deixou em dezembro de 2013.
A classificação final de 1984: Cruzeiro, campeão, seguido por Atlético, América, Villa Nova, Democrata (GV), Tupi, Guarani, Democrata (SL), Uberlândia, Valeriodoce, Nacional de Uberaba, Uberaba, Alfenense e Caldense.
E vejam os senhores como é a comunicação nestes tempos malucos da velocidade e repercussão da internet: na quarta-feira, à noite, eu começava a escrever esta coluna e recebi do Renato Alexandre, nosso editor, essa foto com a escalação, correta, e um erro na legenda, que informava que o repórter era o “Chico Maia”.
Retornei a ele: __ Uai, onde você arrumou essa foto?
__ Copiei de uma publicação do Dinei, filho de Bordel.
__ Ah, tá! Ele postou isso ontem, né?
Mandei pro Renato Paiva e pro Serginho, pra eles a identificarem pra mim. Renato mandou pro Dinei, que certamente mandou pra ele.
Ou seja, vale a velha frase: “escreveu, não leu, gato comeu”. Publicou em primeira mão, uma foto que nunca foi publicada em lugar nenhum, hehehe.
Na publicação dele, no Instagram Sidney Pereira Lima, só tem este equívoco quanto ao repórter, que não sou eu, e peço se alguém souber, que nos envie o nome, por favor.
Também não me lembro o nome do fotógrafo que me presentou com ela e peço ajuda para descobrir, a fim de agradecer mais uma vez e homenageá-lo, lembrando o valor de uma foto para a história de milhares de pessoas e instituições.
Serginho lembrou também que o Diney parou de jogar em 1985 e se tornou treinador, posteriormente, inclusive do Democrata. Mas que o “seu” Arizona foi sucedido pelo Mário Celso de Abreu “Marão”, depois o Vicente Lage “109”, Dawson Laviola, Mussula e por aí vai.
Enquanto o presidente foi o Geraldo Negocinho ele manteve grande parte da turma que subiu o time em 1981, especialmente no comando do futebol, como o “seu” Paulo Oliveira, vice de futebol, “seu” Jaime Pereira, Nelsão Reis, Edson Carmelito (supervisor), Zito, representante na FMF. Na sucessão do Geraldo Negocinho, veio o Mathusalém Cursino.



One Response
Os times do interior tinham personalidade e produziam jogadores que faziam sucesso em outras grandes equipes de BH, Rio e São Paulo. O futebol ficou mais pobre e os jogadores mais ricos. Inversão de valores. Pena!