Do presidente do Tricordiano para o árbitro Gabriel Murta Barbosa, depois da derrota para o Tupi em Três Corações.
Reportagem do Thiago Fernandes para o Uol:
* “Jogo do Campeonato Mineiro tem clima tenso e ameaça a juiz: “vou te matar””
O jogo válido pelo Campeonato Mineiro entre Tricordiano e Tupi, no último sábado (2) acabou com clima tenso entre os árbitros, que foram ameaçados de morte e sofreram diversas ofensas durante toda a partida por parte de dirigentes e pessoas ligadas ao Tricordiano, que perdeu por 1 a 0.
Toda a situação de violência foi relatada pelo árbitro Gabriel Murta Barbosa Maciel na súmula da partida.
O extenso relato mostra que o juiz e seus auxiliares foram ameaçados de morte por várias pessoas e até mesmo o presidente o Tricordiano. “O presidente do Tricordiano, Gustavo Vinagre, durante os minutos de acréscimo do segundo tempo, tentou invadir o campo de jogo, utilizando-se das escadas do vestiário do clube dirigido por ele, sendo que só não obteve êxito em razão da ação rápida e eficaz da Polícia Militar”, relata o árbitro.
“Após o término da partida, o mencionado presidente persistiu e conseguiu invadir o campo de jogo, muito alterado e aos gritos me ofendeu e ainda ameaçou de morte, quando disse em alto e bom som: ‘Você acha que vai vim aqui e fazer resultado? Eu vou te matar! Eu sou bandido! Vou encher seu carro de bala! Você não sai daqui hoje! Você veio fazer resultado para a Federação. Você conseguiu tudo que você queria seu safado, ladrão!”, relata Gabriel Murta Maciel.
E não foi só isso. O trio de arbitragem sofreu durante todo o jogo com ameaças e insultos até de jogadores. “Expulsei Paulo Henrique Da Costa após o término da partida. Ele veio em direção à equipe de arbitragem e aos gritos me ofendeu dizendo: ‘Você é safado Gabriel. Veio fazer o resultado para eles'”, relata o juiz.
A súmula ainda relata ofensas e ameaças de outros dirigentes do Tricordiano e também de um dos gandulas da partida, quando, mais uma vez, a intervenção da polícia militar no caso para que não houvesse violência física.
O árbitro destaca no final outra situação inusitada por conta da violência. A só pode ser feita horas após a partida, realizada em Três Corações-MG, porque a arbitragem ficou 1h30 no vestiário depois do término do jogo e precisou ser escoltada pela polícia militar até Belo Horizonte, quase 300 km distante.
Confusão pode gerar exclusão de time mineiro
Giuliano Bozzano, presidente da Comissão de Arbitragem da FMF, preferiu não se posicionar sobre o assunto. Questionado se gostaria de comentá-lo, ele repassou a questão ao Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG):
“Eu li (a súmula). É algo que não cabe a nós comentar, na verdade. É uma questão que será avaliada pelo TJD. Eles terão que avaliar a situação”, afirmou ao UOL Esporte.
Motivada pela declaração do presidente da Comissão de Arbitragem, a reportagem entrou em contato com Louis Dolabela, membro do TJD-MG. O auditor informou que o clube pode até ser excluído da competição:
“Como o Tricordiano não pagou as taxas de arbitragem mais uma vez, o regulamento geral da FMF permite que a entidade exclua o time da competição”, disse.
O advogado especialista em direito esportivo ainda fez uma análise sobre a situação, explicando a sua gravidade e os outros aspectos que podem acarretar em punição:
“O relato da súmula da partida em questão é de extrema gravidade, devendo o TJD atuar com rigor na preservação do desporto. Pela segunda vez, o Tricordiano coloca em xeque a lisura do campeonato”, declarou.
“O seu diretor de futebol comete, primeiramente, duas infrações disciplinares, a saber, por chamar o árbitro de ladrão deve ser julgado no Art.243-F do CBJD e cuja pena é de 100 a 100 mil reais e suspensão de 15 a 90 dias, e por ameaçar o árbitro deve ser julgado no Art.243-C cuja pena é de 100 a 100 mil reais e suspensão de 30 a 120 dias”, acrescentou.
“A súmula relata ainda diversas infrações disciplinares cometidas por comissão técnica e gandulas, bem como atos de selvageria pelos torcedores do time local. Poderia a procuradoria de justiça desportiva denunciar o tricordiano com base no Art.213 por deixar de tomar providências para prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto e pedir a perda de mando de campo. O presidente do clube também pode ser denunciado por ameaça, ofensa ao árbitro e tentativa de invasão de campo”, completou.



8 Responses
O assunto não é esse, mas tá engasgado.
Que coisa patética o Sr. Emanuel Carneiro na Turma do Bate Bola de hoje desmerecendo totalmente a goleada histórica do Galo sobre o seu time dizendo que esse jogo não valeu, pois os jogadores do Villa “estavam de greve”.
Os comentaristas não falaram nem 60 segundos direito sobre o Galo e o âncora já os interrompeu passando para o cruzeiro e aí ficaram rasgando seda cerca de doze minutos sobre os marianos como se eles tivessem vencido o Barcelona no Mineirão.
Depois, o Thiago Reis soltou essa pérola:
“Os jornais argentinos de hoje estão exaltando o argentino Miño comparando sua atuação com o jogo da Alemanha, um mineirazzo.” Uai, mas não foi o GALO que ganhou de sete no Mineirão???
Realmente os lunáticos do blog têm razão. Eta imprensa “atleticana” essa nossa, sô.
Depois das declarações do réu-confesso celeste podemos esperar de tudo no futebol, se é que me entendem!
– #benecyeternomito
Se o cartola aí se diz “bandido”, o rei do faroeste,o que ele está fazendo à frente da instituição ? Já sei ! não precisa explicar, só queria entender a lógica da coisa …. eeeeeerrrrrrrrrrrrrrrrrr …!!!
O moço ai é destemperado, já demonstrou isso antes ao ameaçar tirar o time do campeonato, mas, não coloco minha mão no fogo por causa da fmf não.Entendo que esta não é a forma correta de se indignar e o esporte como um todo não pode ser tratado desta forma. Pensei que este tipo de cartola estava em extinção. Agora, a coisa está tão feia no Brasil, que uns são assumidos, os outros atuam pelos corredores das federações.
Se moda pegar hein, primeiro o Benecy, agora no interior e por aí vai…
Campeonato Mineiro tinha que fechar para balanço!
Chico,
Sem entrar no mérito, sem querer justificar o injustificável de violência cometida, mas esse árbitro jamais poderia ter sido escalado para uma partida do grau de dificuldade que foi o jogo em questão.
Há precedentes, desse mesmo árbitro, em razão de erros seus, tendo ele inclusive passado por psicóloga, o que parece que não resolveu muito.
Veja essa reportagem:
“Após ser agredido, árbitro saca arma em Minas Gerais
29 de setembro de 2015 08h53min
O árbitro Gabriel Murta Barbosa Maciel, da Federação Mineira de Futebol, perdeu a cabeça durante um jogo amador em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Agredido, ele foi ao vestiário e buscou uma arma, mas não chegou a atirar no agressor.
A partida entre Amantes da Bola e Brumadinho estava interrompida quando integrantes da diretoria do primeiro time invadiu o campo para cobrar a expulsão de um jogador. Nesse momento, um jogador do Amantes deu um chute no árbitro.
Maciel tem 28 anos, é policial militar e apita jogos das divisões de base e da segunda divisão mineira. O árbitro será procurado pela Federação Mineira de Futebol e deve se reunir com uma psicóloga.”
Link da reportagem: “https://esportes.yahoo.com/blogs/redacao/ap%C3%B3s-ser-agredido–%C3%A1rbitro-saca-arma-em-minas-gerais-115310863.html”
A culpa é do Sr. Giuliano Bozzano, péssimo dos péssimos enquanto foi árbitro, tal como seu pai Dalmo. O árbitro da partida não tem culpa de ser fraco e ruim. A responsabilidade toda tem que ser de quem o escalou.
Saudações Alvinegras
Todo o cuidado da PMMG, inclusive de se fazer escolta em rodovia, será que é praxe com todos os árbitros nessa situação, ou se deveu pelo fato do Murta ser Soldado de 1ª Classe da Corporação, lotado na 1ª Companhia Independente de Polícia Militar, da 3ª Região de Polícia Militar, em Nova Lima?
Se for de praxe para todos os árbitros, tudo bem, do contrário, configura uso indevido do aparato público para benefício de pessoa individual.
Já vi colegas serem ameaçados e a PM não escoltá-los até suas respectivas residências.
Com a palavra a PMMG.
Reitero, a culpa é de quem escalou para uma partida de alto grau de dificuldade que não tem preparo para tal.
Saudações alvinegras.
Mais uma desse mesmo árbitro: http://globoesporte.globo.com/mg/triangulo-mineiro/futebol/noticia/2015/06/amistoso-jogador-do-remo-tenta-chutar-arbitro-em-jogo-festivo-em-mg.html
“O jogo era amistoso, em comemoração aos 31 anos da decisão da Taça de Prata de 1984, equivalente à Série B do Campeonato Brasileiro. O clima de festa entre Uberlândia e Remo no Parque do Sabiá, no último sábado ficou por conta da torcida e da lembrança daquela final. Em campo, o jogo terminou empatado em 1 a 1 e teve três expulsões: Bruno Moreno, para os donos da casa e Aleilson e Paty, da equipe paraense.
Uma delas chamou a atenção. Aos 20 minutos do segundo tempo, após a expulsão de Aleilson, que havia marcado o gol do Remo, o atacante Paty recebeu o segundo cartão amarelo, por reclamação, e também foi expulso. Na sequência, perdeu a cabeça e tentou acertar o árbitro da partida, Gabriel Murta Barbosa Maciel, com um chute (veja no vídeo acima). A partida terminou com o placar igual e o Uberlândia levantou a taça simbólica do confronto.”