Antônio Claret Nametala está voltando ao Cruzeiro

Antônio Claret Nametala está retornando ao Cruzeiro, mas os detalhes dessa volta só serão divulgados por ele próprio e pelo Zezé Perrella numa entrevista coletiva que será marcada para os próximos dias.

Neste período em que ele esteve fora o departamento de marketing do clube não parou, e continuou com muitas ações, desenvolvidas pela mesma equipe montada pelo Claret, com pessoas competentes como o Marcone Barbosa, Ana Flávia Nazareth, Bernardo Mota, Simone Guedes e outros.

Carlos Humberto Guimarães, que era gerente comercial, saiu com o Claret, mas também voltará. 

Entro neste assunto porque muitos cruzeirenses, Sócios do Futebol, estão escrevendo, querendo saber como ficará a situação deles, com a ida dos jogos para mais longe ainda de Belo Horizonte.

Telefonei para dirigentes do Cruzeiro que me passaram essas informações e pediram que todos aguardem mais um pouco porque várias ações estão sendo preparadas, visando diminuir os transtornos desses associados. Uma delas já está sendo colocada em prática: todos que estão em dia com as mensalidades passarão a ser assinantes, automaticamente, da Revista do Cruzeiro, com seis edições anuais. Também passarão a ter os mesmos direitos na rede de benefícios que atende aos filiados ao Cartão 5 Estrelas.

Atualmente são 5 mil Sócios do Futebol e o Cruzeiro parou com novas adesões, exatamente por causa do fechamento do Mineirão, que complicou a vida do clube também nessa área.

Nas próximas semanas sairá um comunicado oficial da diretoria abordando a questão.

Com isso espero estar atendendo pelo menos a algumas dúvidas de torcedores e leitores, como o Emílio Melo Figueiredo, autor desse e-mail que foi enviado ao Cruzeiro, com cópia para mim:

 

“Bom dia.

Participo do programa Sócio do Futebol. Eu e muitos estamos na mesma situação. Somos torcedores fanáticos, pagamos todo mês uma quantia que beneficia nosso glorioso Cruzeiro Esporte Clube. Essa situação de jogos longe de Belo Horizonte está nos prejudicando muito. O maior benefício do programa do Sócio é assistir aos jogos com comodidade, por meio das mensalidades. E agora? Como ficamos? Ajudamos o clube, nos momentos bons e ruins, e agora o que o clube fará por nós? Algo deveria ser pensado por esse “poderoso” marketing azul celeste. Se a Arena do Jacaré não atende. Que sejam propostas medidas para que passe a atender o Cruzeiro. Não por ser de Sete Lagoas, mas é a cidade mais próxima da capital, antes que o Independência fique pronto. Ou em jogos distantes, que os sócios tenham algum outro benefício, como sorteio de viagens em que o clube arque com parte das despesas, não sei. O que não pode é um programa que visa comodidade aos Sócios, se tornar uma dor de cabeça. Eu mesmo, não tenho condições de arcar com R$ 45,00 por mês, sem ao menos poder ir aos jogos do maior time de Minas Gerais. Queremos continuar contribuindo, mas queremos respaldo e retorno do clube. E olha que neste e-mail não entrarei em detalhes quanto a assuntos políticos. “Mas quem quer merecer, tem que fazer merecer”. Em quaisquer situações, seja na vida, na política, no futebol, no trabalho.

E outro detalhe importante. Ficamos presos às regras do contrato e não podemos sequer cancelar nossa participação no Sócio do Futebol. Se a ideia é facilitar a ida dos torcedores ao estádio, além da contribuição com o clube, por que então não suspender temporariamente o programa e retornar quando o Independência estiver apto para os jogos?

Agradeço pela possível atenção, caso este e-mail de um fanático torcedor cruzeirense, seja lido.

Sem mais,

Emílio Melo Figueiredo

24 Responses

  1. Olá Chico tudo beleza com vc ? Minha mensagem para vc é ; gostaria de saber se o Tiago Ribeiro e o Tardelli podem ser punidos pelos lances de falta no ex-clássico . Eles podem ser punidos apenas pelas imagens . Agradeço pela atençao e saudações Celestes .

    – Ribeirão das Neves

  2. O Claret é notadamente mal preparado para o cargo. Até onde sei, trabalhou no setor varejista antes de ir pro Cruzeiro. O mkt celeste é uma piada. O setor administrativo é um grande cabide de empregos para amigos e parentes, por conta dos constantes interesses eleitorais dos principais dirigentes. Administração ultrapassada, precisa se reciclar e deixar de usar o Cruzeiro para fins pessoais.
    O mkt loteou a camisa do Cruzeiro, deixando que empresas irrelevantes desvalorizassem o manto azul estrelado – Questão de Estilo (?). Além disso, a passagem em que o Claret solicitou ao BMG a aplicação da logo em branco, e o BMG respondeu dizendo que pra colocar a logo assim reduziriam o valor do contrato, para o mesmo que pagavam para o Atlético Goianiense é uma vergonha. O mkt deveria cuidar melhor desses contratos, devia respeitar mais a camisa do clube, para que ela tivesse o devido valor.
    Tem gente boa trabalhando lá, certamente. Mas a gestão é a de um butiquim.
    Por que não voltam com o Paulo Nélio? No tempo dele sim, tivemos algumas boas iniciativas.
    Um abraço.

  3. Hahaha… trata-se TAMBÉM de outro testamento de chôro, não Emílio? rsrsrs
    Bom, me lembro que faziam muitas piadas sobre os atleticanos que contribuíam com o clube.
    Agora, poderiam me dizer a quem os diretores do Cruzeiro estão enganando?
    Atrás de morro, vem morro… 🙂

    Ps.: Gozações a parte, é lamentável que esses cartolas não se importem com a torcida, de maneira geral.
    E o clube outrora certinho está todo “avacalhado”… nego sai, volta uma semana depois… um fala e o outro desmente…
    Sorte que o time do Galo está muito mal das pernas e assim eles podem usar a situação do Galo como “escudo” para enganar alguns…

  4. Chico e demais,
    outra coisa lamentável é a atuação tendenciosa de parte da imprensa.
    Vejamos o site superesportes, por exemplo. Enfatiza com grandeza o “pisão” do Tardelli em Jhonathan. Inclusive com pedido de desculpas do atacante, já aceito pelo lateral.
    Eu acho que caso o Tardelli fosse punido, seria justo. Nada justifica sua atitude.
    Mas em nenhum momento se fala da agressão praticada pelo Thiago Ribeiro contra o Serginho, desferindo-lhe um potente chute no joelho, muito além da disputa de bola. Já não bastasse a omissão do árbritro (que diga-se de passagem também foi omisso no lance do Tardelli), temos que conviver com ESSA PARTE “nefasta” da imprensa, que sempre busca favorecer o time azul.
    Quanta sordidez!!!

  5. A imprensa esportiva mineira consegue algo que parece impossível: todos acham que ela “beneficia o outro time”!

    Um opinião pessoal: o jornalista esportivo de Minas Gerais até que em si não é ruim no conteúdo, mas o “estilo” é horroroso. Como exemplo, os programas como “Minas Esporte”, ou o “Alterosa Esporte”, etc. seguem o mesmo formato de programas de referência mundial, como o inglês “Match of the day”: um apresentador “neutro” e vários comentaristas que podem “torcer livremente”. Mas o “apresentador neutro” em Minas não tenta ser mediador, e quer aparecer, e os “comentarista torcedores” esquecem a parte “comentarista” e ficam só na parte “torcedor”. O que poderia ser uma grande fonte de educação para a população em como torcer mas ser crítico e entender de futebol, vira uma palhaçada no ar ou em jornais, e acaba incentivando a rivalidade com termos chulos e a violência.

    Os torcedores de futebol de Minas precisam parar de reclamar do “jornalista X”, e continuar todo dia vendo ou lendo o “jornalista X”, e sair reclamando do “jornalista X”. Se ninguém der audiência para o “jornalista X”, ele sai do ar, ou da coluna, etc. Mas ficam todos lá, provando ao jornal/TV/rádio que ele tem audiência, e querem que o jornal/TV/rádio tire a sua atração que gera audiência? Acham que os orgãos de imprensa vão viver do que?

  6. Creio que o Dudu tentou misturar duas coisas diferentes: o Atlético-MG fez com seus torcedores não foi uma iniciativa de Marketing, e sim uma enganação dos seus torcedores utilizando recursos públicos. Pediram para os torcedores dar dinheiro ao clube na conta de luz, não conseguiram o dinheiro, pois o torcedor não é bobo de dar dinheiro ao clube sem expectativa de retorno, e acabaram a “iniciativa” com uma enorme dívida com a Cemig, relativa à distribuição e cobrança dos boletos. E ficam todos em Minas “pagando a conta destas iniciativas”…

    Já o Marketing do Cruzeiro ao menos “tenta fazer iniciativas de aproximação da torcida com o clube”. Mas faz tudo errado (e também se beneficia de recursos públicos!). Programa de sócio-torcedor de qualquer clube europeu funciona assim: você paga um valor por ano, e recebe a revista do clube por meio eletrônico e um cartão de torcedor (por exemplo, são 25 librar por ano para o programa do Chelsea). Há um modo de pagar mais e receber a revista em papel, mas quem quer isto hoje? Sendo sócio-torcedor, você tem priorida na compra de ingressos. Quanto mais ingressos compra, mais acumula pontos, e quando atinge certo número de pontos sobe de categoria, e pode passar a comprar ingressos mais cedo. Algo como “categoria ouro” pode comprar online em uma segunda-feira, “categoria prata” na terça-feira, o “sócio torcedor” comum na quarta-feira, e o público em geral a partir de “quinta-feira”. Isto é só um exemplo relativo, pois estamos falando de campeonatos em que se compra o ingresso com 3 meses de antecedência. O resultado disto na Europa são os campos cheios. E como os clubes possuem seus próprios estádios, a entrada no programa de sócio-torcedor é limitada. Se bem me lembro, como o estádio do Chelsea tem pouco mais de 45 mil lugares, apenas 25 mil pessoas podiam se associar por ano (pois há de se ter lugar para os adversários, representantes oficiais, vendas prioritarias para familiares dos associados, etc.).

    No Brasil, fica esta vergonha de dependerem de estádios públicos, e ficarem loteando o estádio. E as outras iniciativas de Marketing são patéticas: minha inbox agora já joga as mensagens do Cruzeiro para o “Junk e-mail”, tamanho o número de mensagens que enviam. E a mancha da camisa esta ano vai entrar para a História como o pior exemplo de design de camisa de clube. Laranja sobre azul é algo de se colocar em museu de moda: como não combinar cores!

  7. Que bagunça, o cara sai e retorna.

    O CM, obrigado pela atenção. Recorri a você, por que sei que muitos dos e-mails dos torcedores, sequer são levados a sério. E essa é uma situação complicada. Ninguém vai querer continuar pagando, sem ter acesso fácil aos jogos. Claro, que nessa situação de obras em Belo Horizonte, torcedores de outras cidades merecem ver o maior de MG jogar em suas cidades ou proximo a elas! Mas que o sócio seja recompensado por isso.

    Agora isso não tem nada a ver com conta na Cemig Dudu. O que o Atletico fez foi coisa de circo. Haha!!!

    E eu quero ver meu Cruzeirão jogar!!! Ainda mais agora com Montillo, novo maestro argetino azul celeste!!!

    Abraços a todos.

  8. Lembro aos colegas acima, que não são nem um pouco apaixonados pelo Cruzeiro e portanto tem uma enorme facilidade de admitir algumas coisas (ironic mode on), que em nenhum momento me referi a parceria com a CEMIG.
    Chegam até a ofender minha pouca inteligência, subjulgando que eu seria incapaz de distinguir um programa de sócio contribuintes de uma “arrecadação de doações”.
    O que me refiro, nobre Alisson e não menos nobre Emílio, é a um plano do qual agora não me lembro muitos detalhes e tampouco me disponho a procurar informações (com o consentimento de vossas senhorias, é claro, porque não acho necessário detalhar) em que os torcedores alvinegros pagavam um carnê (se não me engano R$ 25,00 mensais) e também tinham direito a retirar 2 ingressos nos jogos do Galo. Saibam (ou recordem), portanto, que em MG isso ocorreu primeiro com o Atlético Mineiro.
    Na verdade Emílio, utilizando seu próprio comentário, o que escrevi NÃO TEM NADA A VER COM CEMIG.
    Entendi sua mensagem subliminar sobre coisa de circo. Sinceramente, acho que vcs estão no mesmo barco. Independente de paixão clubística.
    Mas se querem continuar achando que não estão sendo ludibriados, quem sou eu pra contestar??? Rsrsrs…
    Que continue a sangria!

    Abraços (e sem ressentimentos, hein???) 🙂

  9. E obrigado por abrirem meus olhos, me fazendo ver (apesar de já saber) que havia gente mal preparada e pouco preocupada com a torcida no Atlético-MG.
    Legal saber que no Cruzeiro é bem diferente. Não correm esse risco… rsrsrs (ironic mode on 2)

  10. O Cruzeiro deu um golpe na torcida, com o tal sócio torcedor, sabendo que não teria mineirão no segundo semestre, em qualquer lugar do mundo era cadeia pra todo mundo, mas o Brasil é o país, onde futebol não é coisa que dê cadeia, mesmo, se o presidente do clube for um representante político do povo.

  11. Dudu: você escreveu “Bom, me lembro que faziam muitas piadas sobre os atleticanos que contribuíam com o clube.“. O único caso em que me lembro de Cruzeirenses fazendo piadas com atleticanos é o da Cemig. Veja que imediatamente tanto eu quanto o Emília lembramos da mesma coisa. E nem foi para fazer piada, pois minha única reclamação em relação a este plano sempre foi a utilização de uma concessão pública (e se eu quiser anexar um boleto às contas da Cemig para pessoas que querem contribuir comigo, vou conseguir?!).

    Depois é que você se referiu a um “… plano do qual agora não me lembro muitos detalhes e tampouco me disponho a procurar informações (…) em que os torcedores alvinegros pagavam um carnê (se não me engano R$ 25,00 mensais) e também tinham direito a retirar 2 ingressos nos jogos do Galo. Saibam (ou recordem), portanto, que em MG isso ocorreu primeiro com o Atlético Mineiro.“. Veja que nem você se lembra direito do plano! E isto jamais seria contribuição: é simplesmente um pagamento por um serviço: R$25,00 por 2 ingressos.

    Nos desculpe por confundir “o que você pensou” com “o que você escreveu”, mas creio que você foi irônico sem necessidade: em nenhuma dos comentários meus ou do Emílio eu vejo nada além de críticas ferrenhas ao Marketing do Cruzeiro. Não vejo nada que possa suportar o pensamento de que queiramos “…continuar achando que não estão sendo ludribriados“. Sem ressentimento algum.

  12. Risos… ah essa rivalidade!

    Poxa Alisson, nao vamos complicar né?

    Sócio contribuinte = contribuição.

    Lógico que para atrair mais contribuintes, são oferecidas pequenas vantagens (como ingressos por exemplo, que quase sempre saem sem custo para o clube, exceto o da confecção dos mesmos, já que raramente esses ingressos ocupariam o lugar de um pagante do jogo, o que ocorria somente em casos de estádio lotado).
    Se não fosse pra contribuir, o cara compraria o ingresso diretamente né?

    Se vc nao se lembra, não posso culpá-lo. Aí é outra coisa. Talvez vc não tenha feito piada com isso. Entretanto conheço muitos que o fizeram.
    O tal projeto chamado Sócio Sorcedor, recebeu dos inflamados azuis a alcunha pejorativa de “sócio-sofredor”, principalmente com acusações de mal uso do dinheiro arrecadado, de enganação da torcida, etc.

    Mas, quando vemos isso acontecendo com o outro lado, percebemos que as críticas, quando ocorrem, batem de frente com o respaldo dado aos responsáveis. Algo do tipo: Não!!! No Cruzeiro jamais aconteceria o mesmo!!!

    Mas, vida que segue. E não é necessário pedir desculpas, meu caro.
    Tá tudo na boa!!! 🙂

  13. Só lembrando que, simplesmente por eu não recordar muita coisa do carnê de contribuição (até porque eu nao participei) nao nega a existência do fato.

  14. Emílio,

    Show de bola o seu desabafo !

    O Chico Maia lhe deu espaço ( Valeu Chico ! ). Agora, se alguém lá do Cruzeiro lhe responder, vc nos avisa também tá ??

    Abraços

  15. Alisson, confesso não ser um especialista no assunto.
    Mas não entendo isso como uma prestação de serviço, como é o ingressofacil.com.br .
    Pra mim não se trata de uma compra e sim uma contribuição com direito ao ingresso.

    A posição do clube, neste caso como seria?

    1) Você paga X por mÊs e eu lhe vendo X ingressos.
    ou
    2) Você paga X por mês e eu disponibilizo X ingressos pra vc. Se for do seu interesse, procure-os comigo.

    Se algum especialista (até vc mesmo Alisson) puder esclarecer, agradeço!

    Saudações!

  16. Sobre o Sócio do Futebol…

    Lembro que, além da comodidade para assistir aos jogos em que o Cruzeiro fosse o mandante, falaram também que a receita ajudaria o clube em investimentos e contratações.

    A comodidade é interessante. Principalmente pra nós Cruzeirenses que estávamos numa sequência de 03 participações na Libertadores. E em alguns jogos, quem não tinha esse cartão, sofria pra conseguir seu ingresso. O problema, pelo menos no meu ponto de vista, é que na prática mesmo não chegamos a ver nenhuma boa contratação vinda da receita do Sócio do Futebol.

    Então, no meu caso, eu preferi cancelar o meu cartão muito antes da interdição do Mineirão. Cancelei no final de 2009. Porque se for só pra ter comodidade, eu prefiro comprar meu ingresso mesmo pra acompanhar e torcer pelo Cruzeiro. Se algum dia a coisa mudar, eu volto a participar sim, mas do jeito que tá atualmente, sem chance. Meu dinheirinho é muito suado… rsrs

  17. Clayton..

    Ja mandei inumeros e-mails para o Cruzeiro por intermedio do site. Nunca obtive resposta.

    É o tal negócio, não vai mudar nada.

    É esperar o Independência ficar pronto.

    Agora o que dá mais raiva ainda é tudo de ruim que acontece no nosso país. Mineirão fecha e Independencia tambem ( planejamento errado ). Arena do Jacare nao fica pronta no prazo. Gramado nao esta 100%. Pelo amor de Deus é muita incompetencia!

    O que nós torcedores temos com isso? NADA…

    Quem sempre sai perdendo? NÓS!!!

  18. Emilio
    Vc jamais receberá uma resposta . Já enviei vários e-mails e nunca recebi sequer uma resposta , coisas do nepotismo . Ainda bem que o Chico publicou , tornou público .

  19. Dudu: eu dificilmente seria especialista neste assunto no Brasil hoje em dia, pois as leis brasileiras mudam a toda hora. Na Inglaterra de vez em quando alguém ia ver qual a lei que aplicava a certo caso, e viam que a lei “atual” era de 1720 ou coisa do tipo.

    O que eu posso dizer da minha experiência como sócio de empresas no Brasil é de que o que você descreveu seria um “serviço”. Se houve promessa de algum direito em troca de um pagamento, é produto ou serviço. Não há nada que juridicamente permita que eu defina isto como “contribuição” (salvo exceções óbvias, como igrejas que podem prometer “paz de espírito”…). Tanto o plano descrito do Atlético-MG como o do Cruzeiro são serviços. Se Cruzeirenses fizeram piada apenas por isto, pode ter sido provocação devido à rima, mas não tem fundamento. É só devolver a rima agora!

    No exterior se faz coisas como leilão de sessão de fotos ou jantar com um jogador de futebol/beisebol/basquete/etc. e se chega a valores absurdos, como 100mil dólares para passar um dia com um atleta. Geralmente é para causas beneficientes, mas de qualquer forma, se alguém aceita pagar pelo serviço, e está feliz com o que recebe de volta, nada se tem do que fazer piada.

    Em relação ao do Cruzeiro, que é que conheço melhor, se você procurar neste mesmo blog, eu sempre denunciei que acho que o plano de sócio-torcedor atual é ilegal, por dois motivos: venda casada e malversação de bem público. Um advogado torcedor do Corinthians entrou com uma ação contra o clube devido a um plano semelhante, alegando exatamente a “venda casada“. Este seria apenas o “primeiro motivo”, mas creio que seria fraco no caso do clube “ter suas próprias dependências”. Por exemplo, o Minas Tênis Clube, pode fazer “venda casada”: pode oferecer aulas de natação apenas para sócios. O clube é privado, e você pode entender o “direito” de se inscrever na aula de natação como extensão do benefício de ter pago uma fortuna para ser sócio.

    Agora, o Cruzeiro não tem estádio, e utiliza um bem público com subsídio. Já foi publicado aqui mesmo no blog que o Mineirão era alugado por R$5mil para o Cruzeiro, e por R$250mil para um festival de Axé! A função do estado seria obter o maior retorno no aluguel do estádio, a não ser em caso de “interesse público”. Mas se “fulano” tem mais “direito” ou vantagens para obter ingresso do que “siclano”, foi-se o interesse público. Seria o mesmo que o Cruzeiro reservar leitos em um hospital público para seus associados, em detrimento de todos os contribuintes (só espero não estar dando idéia para alguém fazer uma loucura destas…)

  20. Emílio,

    E o pior, é que os caras ainda são muito bem pagos pra fazer isso…

  21. Pois é Alisson… muito interessante sua explicação.
    Se for juridicamente considerado um serviço então, cabe até mesmo PROCON ou algo que o valia. Lembrando que qualquer ação neste sentido não seria contra o clube querido mas sim contra os que lá estão, “canetando” todas as ações do clube.

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