Jornalista Armando Nogueira morre no Rio aos 83 anos
Da Folha Online
O jornalista Armando Nogueira, criador do “Jornal Nacional”, morreu hoje no Rio aos 83 anos. Segundo informações da Globo News, ele morreu em casa, na Lagoa, vítima de um câncer no cérebro, diagnosticado em 2007.
Nascido em Xapuri, no Acre, Nogueira se mudou para o Rio de Janeiro aos 17 anos e estudou Direito.
Seu primeiro emprego como jornalista foi em 1950, na editoria de esportes do “Diário Carioca”, onde trabalhou por 13 anos. Foi repórter, redator e colunista.
Trabalhou ainda na “Revista Manchete”, como redator-principal, e na revista “O Cruzeiro”, foi repórter fotográfico.
Em 1959, entrou para o “Jornal do Brasil”, onde foi redator e colunista. Lá, de 1961 a 1973, assinou a coluna diária “Na Grande Área”.
Como repórter, fez a cobertura de todas as Copas do Mundo a partir de 1954 e de todos os Jogos Olímpicos desde 1980.
Começou no telejornalismo em 1959, na antiga TV-Rio. De 1966 a 1990 foi diretor da Central Globo de Jornalismo da Rede Globo de Televisão, onde dirigia também a Divisão de Esportes.
Em sua passagem pela Globo, Nogueira foi responsável pela implantação dos programas jornalísticos em rede nacional e pela criação dos programas “Jornal Nacional” e “Globo Repórter”.
O jornalista ainda trabalhou na TV Bandeirantes, no SporTV e na rádio CBN.
* http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u713374.shtml



14 Responses
Lamentável perder uma mente tão brilhante. Armando Nogueira sempre foi ponderado, é o tipo de cara, como o Tostão, que ninguém consegue ter raiva.
O Armando Nogueira tinha o dom de transformar textos comuns em verdadeiras poesias. Uma grande perda.
Grande perda! Perde muito a crônica esportiva! Esta em via de extinção os antigos jornalistas. Impares e que não se rendem ao poder dominante futebolístico.
Descansa em paz grande mestre!
Sem dúvida, grande perda.
Um ícone.
Igual a outro, que em abril completará 30 anos de sua morte: http://www.osinvicioneiros.com.br/2010/03/alfred-hitchcock-30-anos-da-morte-do.html
Infelizmente tudo que é bom um dia termina, descanse em paz Armando Nogueira.
Perdemos um grande profissional, sempre era muito bom ver seus comentarios e a forma séria como agia.
Ele era bom mesmo. Mas a saúde já estava debilitada. Parecia o Telê depois que foi acometido pela doença. Lamentável.
Não importava a quem era destinada a sua crônica, (a jogadôres ou aos clubes), tudo era poético, mesmo quando citava os adversários era bom de se ler….Poesia pura..
Ao falecimento de Armando Nogueira, junta-se a lembrança de outro que se foi em plena copa do Mundo (2.002), Roberto Drumonnd outro ícone das páginas esportivas..
Cumpriram suas missões e sem dúvida agora ocupam um bom lugar junto ao CRIADOR…
Perdemos um grande homem! E o duro é saber que, muito provavelmente, profissionais despreparados virão aos montes e parecidos com o Armando Nogueira, dificilmente, virão outros.
”BRASIL, CAPITAL BRASÍLIA. MINAS GERAIS, CAPITAL ATLÉTICO MINEIRO.” Armando Nogueira realmente sabia tudo!
– Vá com Deus…
“Ao contrário das torcidas conhecidas por sua origem étnica (Palmeiras Cruzeiro, Vasco), por sua origem social (Flamengo, Fluminense,Grêmio, São Paulo), ou por seu crescimento a partir de uma grande fase do time (Santos, Cruzeiro), qualquer menção da torcida do Atlético Mineiro evoca, invariavelmente, a substância mesma que constitui o torcer. O amor ao time na vitória e na derrota, o apoio incondicional, a garra, a crença de que sempre é possível virar um resultado, o hino entoado unissonamente: a legião fanática que ama o Galo acima de tudo sabe que ser atleticano é unir-se num estado de espírito, compartilhar uma memória, e fazer da esperança uma permanente iminência.”
Armando Nogueira, “A Massa”
QUE DEUS O TENHA.