Muita gente viu pela primeira vez ontem a noite, no empate do Inter em Quito, pela Libertadores: um árbitro voltar atrás na marcação de um pênalti depois da reclamação geral dos dois times.
Eu e quem estava na cidade de Patrocínio vimos isso, em meados dos anos 1980. Sérgio Araújo era o ponta direita veloz do Atlético, entrou na área e foi derrubado. Pênalti bem apitado pelo Márcio Resende de Freitas. Os jogadores do Patrocinense ferveram nele e no bandeira Marco Antônio Machado, que diante de tanta pressão, disse que o Araújo estava impedido.
Márcio voltou atrás e marcou o impedimento a favor dos donos da casa.
Interessante é que antes de escvrever esta nota, quis confirmar se tinha sido mesmo o Márcio. Telefonei para ele. Telefone desligado.
Liguei para o Heleno, volante do Atlético naquele jogo. Ele lembrou de tudo, mas não tinha certeza quanto ao árbitro e sugeriu: “liga pro João Leite porque a memória daquele ali é impressionante. Vai te falar até os nomes dos bandeirinhas e os minutos do lance!”
O telefone do João tocou até desligar umas cinco vezes. Liguei de novo pro Heleno, e ele informou: “O João deve estar na Academia a esta hora, pois engordou muito e está se cuidando”.
Liguei pro Roberto Abras, que certamente estava neste jogo, mas o grande “Bob” também não tinha certeza se foi o Márcio e ainda reclamou: “Numa hora dessas, 7h30 da manhã, você está exigindo demais da minha memória”
Aí tentei falar novamente com o próprio Márcio e o telefone dele já estava ligado dessa vez. Atendeu e confirmou a história.
Ele era um árbitro “emergente” na época. Apontado pela imprensa e clubes como uma revelação da arbitragem mineira, de grande futuro. Era tão bom, que nem esse lance, raríssimo no futebol, e contra o Atlético, atrapalhou a sequência da sua carreira.
As previsões sobre ele se confirmaram e mesmo com erros históricos em grande jogos, entrou para a galeria dos maiores apitadores do quadro da CBF e da Fifa.



16 Responses
Hoje sou obrigado a retirar o volume da TV Globo para não ouvir bobagens e clichés ridículos e tentar ver fantasmas e zumbis que só ele consegue ver!
Em um campeonato brasileiro da década de 90,ano exato nao me lembro, mas eu estava no Mineirão, o juiz Dalmo Bozzano marcou um penalti a favor do Atletico contra o Palmeiras e também voltou atrás. Este lance rendeu uma discursão pela Bandeirantes entre o presidente da época Afonso Paulino que entrou no ar por telefone e o comentarista Juarez Soares.
Chico,
se você me ligar a 7:30 para fazer uma pergunta dessa, você vai escutar um rosário de palavrões, é um hábito que faz a gente perder bons amigos. Quanto ao Márcio Resende, foi um dos árbitros que mais decidiu campeonatos com seus erros, e hoje, numa total falta de ética, fica criticando colegas de profissão, isso pra mim é falta de caráter.
É… esse foi apenas um lance mediano, perto de tantos erros catastróficos do Sr Márcio Resende de Freitas.
Ele é tão bom que erra até em replay!
Chico na minha opinião ex arbitros não deveriam trabalhar como ” juiz em comentários” deveriam sim serem chamados no final da transmissão para dizer somente o que diz a regra , agora acho graça é quando eles conseguem fazer a leitura sobre qual era a intensão do jogador em determinadas jogadas, muitas vezes um jogador esta de costa para um lance e eles conseguem dizer qual a intesão ou o que passou na cabeça do jogador.
O pior de tudo é ganhar um absurdo pra falar o obvio. Esperar o replay, para comentar! Isso eu faço em casa, no sofá, assistindo jogo com meu pai.
O jogo a que o colega Márcio Martins se refere foi um Atlético x Palmeiras do campeonato brasileiro de 1990. O árbitro se chamava Tito Rodrigues. Eu estava no Mineirão, nunca tinha visto um juiz voltar atrás na marcação de um pênalti. A partir desse momento, a torcida do Atlético passou a vaiar veementemente o jogo, sem parar. Até que o “bomba” Éder bateu um escanteio (ele que quase bateu no juiz quando ele voltou atrás no penalti, ehehe!), e alguém (não lembro quem) mandou de cabeça para as redes do Veloso. O resultado foi esse Galo 1 a 0.
O Chico Maia esta correto. O Marcio Resende entrou sim para a História, mas não como o árbitro que apitou Copa do Mundo e finais de Brasileiro, mas sim o como o árbitro que tirou títulos nacionais de Santos (1995), Atlético (1999) e Internacional (2005), fora os Campeonatos Mineiros… Copas do Brasil… entre outros.
O Ser Humano adora descobrir o erro…..Dos outros..
Eu gostaria de saber que tipo de erro grotesco que esse senhor nunca cometeu, na minha opinião esse senhor foi o pior e mais protegido juiz que já tivemos no Brasil, sempre errou MUITO e era curiosamente sempre escalado para os grandes jogos e grandes competições. Vai entender como funciona isso, como diria Kafunga “O errado é que está certo”.
O Márcio Resende era um otimo arbitro, porém ele era mal intencionado!!
É tbm vejo uma ma intenção nele!
Esse Márcio Resende é complicado.
Nas três decisões que ele “decidiu” em uma ele tem menos culpa. Botafogo e Santos. O Auxiliar tinha uma visão clara do Túlio completamente impedido além do gol legítimo do Camanducaia que anulou no fim da partida… título ao Botafogo …
Já Galo X Corinthians em 1999 ele só não deu o pênalty a favor do Atlético porque não foi macho o suficiente. O Índio praticamente fez o serviço do Dida na frente dele dentro da área, ou seja, praticamente fez uma defesa e no contragolpe o Luisão fez o primeiro gol da partida contra o Galo. Já Internacional X Corinthians também deixou de dar um pênalty claríssimo sofrido pelo Tinga e ainda o expulsou por simulação.
Chico, mais uma vez vou discordar de você. Ele pode ter ido a Copa do Mundo, apitar finais de Campeonato Brasileiro e tals.. mas sempre foi muito questionado. Só não é mais questionado que o Simon pois este bateu todos os récordes de trapalhadas em partidas decisivas.
Abraços,
Eduardo
Olá Chico!
Dizer que o MRF foi um grande juiz é no mínimo questionável, afinal ele decidiu dois campeonatos brasileiros, não é mesmo? E além disso, o próprio Wright apitou copa… Como ficamos?
Por fim, ele me parece pior ainda como comentarista, onde continua com algumas características antigas: é seletivo, parcial e omisso, dentre outras coisas.
Abraço do seu leitor,
Guilherme
Porra, meu amigo?
Falta de senso crítico! um árbitros MINEIROS mais larápios da história do futebol brasileiro. Está nos anais da FIFA/CBF da mesma forma que Roberto Rato e outros desse naipe…está na FIFA/CBF é critério quase confiável, mas esbarra na falta de caráter de alguns, entre eles esse tal MRF.