Imagem: @Mineiromodulo2
O Silvio Torres enviou ótima reflexão sobre minha postagem anterior e sobre o nosso campeonato estadual. Única ressalva que faço é que os quatro primeiros do ranking estadual deveriam participar sim, mas apenas de um mata-mata final, que teria seis times. Jogariam contra o campeão e vice da primeira fase. Seria um “Super-campeonato”!
Quanto a ausência das bets no estadual, o campeonato sempre existiu sem elas, e os clubes também. O Democrata Jacaré está há sete anos sem atrasar um dia sequer da folha salarial e demais compromissos. Teve mixarias de duas “betinhas” em 2023 e 2024. Elas se foram, o clube arrumou outros parceiros, continuou gastando menos do que arrecada e ainda conseguiu o acesso à primeira divisão de 2027, sem bet na camisa e a vida segue.
Outro detalhe importante: não existe mais essa história de que o campeonato estadual é a única chance das cidades do interior verem de perto Atlético, Cruzeiro e América, como nos anos 1960/1970. O Democrata jogou a primeira divisão em 2023 sem receber nenhum dos três na Arena do Jacaré, já que a FMF não lhe deu mando de campo contra eles. Tomou de 3 a 0 do Galo na Arena MRV e empatou com o Cruzeiro 1 a 1, em Cariacica/ES, porque a Raposa vendeu o mando para um empresário que levou o jogo para lá. Como o América era da mesma chave, não enfrentou o Coelho naquele ano.
Vamos ao Silvio Torres:
“Bela recordação, Chico! Uma viagem à Austrália deve ser inesquecível.
Estou aqui, ansioso pela volta do futebol de verdade do Brasileiro, Copa do Brasil e Sula.
Ouvindo agora a resenha de esportes da rádio 98, os caras estão debatendo os efeitos da falta da grana das bets nos campeonatos estaduais.
Se realmente o decreto que proíbe essas apostas acabar com os estaduais, eu vou colocar uma estátua de todos os responsáveis na minha sala.
Seria uma benção para o futebol do país, para o calendário de todas as competições, para os clubes, para a humanidade!
Mas eu duvido. Entre muitos daqueles argumentos estúpidos que se perpetuam na nossa imprensa nanica e subserviente, acabei de ouvir o velho chavão de que o estadual é a chance do torcedor do interior ver de perto seus ídolos. É de chorar.
Num estado com 853 (OITOCENTOS E CINQUENTA E TRÊS!) municípios, as duas equipes da capital jogam em, no máximo, SEIS cidades!
Isso quando a própria equipe do interior não traz seus mandos de campo pra BH. E não adiantam argumentos sólidos pra livrar a cara dos grandes times desse estorvo.
Todos estão vendo que o tri-rebaixado se estrepou na temporada por causa do esforço pra ganhar o rural. E o Atlético está com água no pescoço pela falta de datas para os torneios que disputa.
Mas nada adianta, os energúmenos continuam defendendo o modelo que arrebenta com os principais clubes. Vamos repetir a fórmula mágica?
Um rural que dure o ANO INTEIRO sem a presença suicida dos clubes das séries A e B. Talvez por ser tão simples e lógica, não funcione nesse arremedo de nação.”

