Ana Thaís Matos e Renata Mendonça, ótimas comentaristas da Globo – Foto: João Miguel Júnior/Globo
“Narrar futebol fica por conta do vice-versa”. (Dr. Cadu Leão) @caduleao
A Globo está forçando uma barra danada para jogar o futebol feminino pra cima e faturar horrores em cima da realização da Copa do Mundo que será disputada ano que vem no Brasil. E por incrível que pareça, o Campeonato Brasileiro será paralisado durante todo o mês de realização da competição. Um absurdo. Neste embalo, ela insiste cada vez mais com as narrações femininas tanto na TV aberta quanto Sportv e Premiere. Há ótimas repórteres, boas comentaristas, mas até agora, nenhuma narradora conseguiu emplacar.
Finalmente vi um comentário pertinente e muito elegante sobre este assunto, bastante sensível. Com palavras bem pensadas, educadas e citações de exemplos, o médico Cadu Leão foi na veia. Ainda que seja pela internet, que prazer conhecer este Dr. Carlos Eduardo Guimarães Leão, um dos maiores cirurgiões plásticos brasileiros, especialista em restauração capilar e referência no tratamento de queimados. Ele nasceu no Espírito Santo e optou por morar nas montanhas mineiras, da Capital. Assim como nós, incontáveis mineiros que tomamos conta das praias capixabas.
Espero ter o prazer e honra de conhecê-lo pessoalmente, qualquer dia desses. Simplesmente “liderou o serviço de cirurgia plástica e o centro de tratamento de queimados do Hospital João XXIII em Belo Horizonte (vinculado à FHEMIG), ajudando a consolidar o setor como um dos maiores e mais importantes da América Latina em hospitais públicos”.
Confira o que ele disse:
https://twitter.com/chicomaiablog/status/2101166711198105992/video/1



16 Responses
Sim e não. Acho que soa estranho, mas é pq estamos acostumados, crescemos ouvindo narradores homens. Mas o mundo muda e não há nada essencialmente errado na narração feminina, além da nossa inércia cultural. Alías, qualificar profissionais femininas como lindas, como se isso fosse um atributo de qualificação de trabalho, é coisa do século passado.
Os colegas André e Julio foram brilhantes. Nenhum reparo aos comentários deles.
Mas queria acrescentar uma coisa, já citada de outra forma: não, não é uma questão de preconceito. É sim uma questão de nós, mais “erados”, nos acostumarmos.
Ninguém (nem mesmo nós velhos) liga, questiona e muito menos menospreza as atuais – e em sua maioria competentes – juízas e comentaristas.
Talvez a era das locutoras esteja muito mais próxima do que se imagina.
Misturar hábitos arraigados há décadas com misoginia não é, na minha opinião, o caminho correto.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Tem coisas secularmente tão enraizadas nas mentes principalmente masculinas que levarão igualmente séculos para se desfazerem.
O que dizem poraí se tratar de cultura!
Isso sim é absurdo.
Diziam que “homem não chora”! E os homens esconderam o choro durante séculos.
E muitos ainda escondem.
Deveria mudar o título porque não é questão de homens e mulheres e sim de pessoas no geral. Algumas pessoas fazem melhor umas coisas que outras. A narração incomoda porque nunca tiveram espaço e precisam de tempo para melhorarem num campo extremamente machista.
Fico feliz em ler os comentários, até agora. O Brasil já deu bons passos na igualdade entre os generos. Mas ainda falta muito, no Brasil e no mundo. Tem narrador do sexo masculino incompetente e com voz horrível, e ninguém acusa nenhum de ter o emprego por ser “lindo”.
A frase de que ha coisas que um gênero faz melhor que os outros foi infeliz, neste contecto. Se esqueceu de que há coisas em um gênero tem décadas ou séculos a mais de prática.
É a mesma narrativa usada para justifica que em alguns esportes os atletas de uma etnia são atualmente melhores que os de outra. Mera questão de hábito: é difícil o nórdico ser melhor em montar camelo que o africano do Saara, que dificilmemte irá (geralmente) esquiar melhor do que o nórdico. Mas atribuir isto à genética ao invés do contrário (atribuir adaptações genéticas ao ambiente) é inesperado em tempos em que, como citado no post anterior, a inteligência artificial está disponível para nos ajudar a evitar continuar com preconceitos.
Chico, uma figura dessas aí é o protótipo do machista ultrapassado que leva qualquer mulher à loucura. Parece ter sessenta anos fisicamente mas manifesta uma mentalidade de duzentos, trezentos anos. Até o jeitão dele de achar que está elogiando as mulheres piora tudo. É bem parecido com aquelas tiradas que eram usadas até o final dos anos oitenta, inicio dos noventa, pelos racistas que achavam que estavam suavizando ou escondendo o preconceito. Acho que nem preciso reproduzir aqui aqueles dizeres do tempo das cavernas. Esse cidadão deveria urgentemente fazer um curso de letramento feminista para parar de dar vexame, tanto nas redes sociais quanto no convívio com a realidade feminina do mundo atual.
Posso ser atrasado, me chamem do que quiserem mas tem muitas coisas que não combinam com as mulheres e nem com os homens.Cito alguns -futebol feminino, volei masculino, lutas se qualquer espécie,( box , luta livre. etc etc) . Não perco meu tempo na frente de uma tv para ver isso.
Como comentaristas são até boas + mas como narradoras são ruins com borra, sem preconceito algum + pra mim é fato.
Mas vou insistir (nesse aspecto sou igual ao nosso amigo educado – chato mas educado – de Varginha.
Que porra é essa de super data FIFA ?
15 dias sem nada ? Numa folha de 20, 30 milhões por mês, olha só o prejuízo…
A Fifa não paga nem um cafezinho ralo para Cruzeiro, Atlético, Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Vasco…mas tem o direito de interromper um campeonato para três peladas que vão acontecer lá na puta que pariu contra times que não dariam conta nem da Copa Itatiaia ?
Ah, me tire os tubos…
Raul, obrigado pelo elogio. Não sou chato, apenas exercito o segredo para uma boa redação que aprendi há décadas: ler muito, escrever e digitar muito, rasgar muito. Tudo isso desenvolve e trabalha a memória mantendo o cérebro ativo, e por isso só lembro (ou relembro) os celestes o que houve de mais impuro, fétido, ilegal, desonesto nos bastidores do clube azulino. Óbvio que o que vemos no futebol brasileiro não isenta mais alguns clubes de ter aprendido e também adotado essa mesma prática, seria ingenuidade de minha parte se pensasse assim. Mas… somente àquele já saudoso ex-dirigente celeste assumiu com ousadia e coragem ter agido assim, e ninguém conseguiu ou ousou desmenti-lo. Nenhum torcedor de bom-senso desacredita na podridão que há no futebol brasileiro. E mesmo assim há “torcedores” que ofendem, ameaçam, agridem, se mutilam e se matam por futebol, o esporte mais amado e manipulado que há…
#ceccomprouepagouarbitragens
#TIBURCIODAMASSA
Não tenho advogado, então mio fechar a boca comendo farinha
Me perdoe, Chico.
Mas o vídeo do médico é horroroso. Sexista, misógino. O tempo todo tratando mulheres como “lindas” (o que isso importa?), como se fossem casos de flores pra alegrar o ambiente, o famoso clichê sobre conviver com mulheres… Sexualiza todo o comentário e pouco fala sobre a narração. Horripilante ter assistido esse vídeo.
peço desculpa pela ignorância, mas o que a beleza tem a ver com sexualidade?
Grande Chico, essas narradoras sao ruins porque não tem voz para profissão, por que narrador tem que ter voz, técnica e entendimento do jogo, isso única escola que faz é o rádio. 80
Chico, não gosto de futebol feminino, não gosta de narradoras femininas, não gosto de comentaristas femininas. Questão de opinião, e respeito quem gosta, assisti e escuta. Se há partidas de futebol masculino que é duro de assistir, imagina futebol para mulheres, Cruz Credo !!! Já viu o monte de Zé Ruela que estão nas internet’s narrando jogos, meu Deus…. Comentáristas tem um monte de não sabe quantos lados tem uma bola, mas quer ser o bam bam bam da questão. E nas arbitragens então, é um Deus nos acuda, que diga a arbitra Edina Alves, uma das mais fracas que já tivemos, Cruz Credo de novo !!!