A Espanha de organização e seriedade dentro e fora de campo, contra a Argentina, cuja cartolagem é semelhante à do Brasil

Do x.com/futtmais: “Em 2017, Lionel Scaloni concluiu o curso de treinador com a Federação Espanhola sob a orientação de Luis de la Fuente. Os dois se tornaram amigos próximos durante o curso, compartilhando a mesma filosofia de que a gestão de pessoas e a construção de um grupo forte são tão importantes quanto as táticas.”

Acompanho a linha de pensamento do Guga Chacra, cuja opinião sobre a final publiquei no post anterior, e do Alisson Sol, tradicional colaborador aqui do blog, quanto a quem torcer na final da Copa do domingo:

“Vou torcer pela Espanha mais por gostar de planejamento. Fizeram um plano. Executaram.

Estão até exportando. Hoje, a academia do “David Villa” é, ironicamente, um dos mais cobiçados locais para as crianças se iniciarem no futebol em Nova York.

O único “escândalo” recente no futebol espanhol foi o beijo forçado do presidente da federação nas jogadores após a final do campeonato mundial de futebol feminino em 2023. Absurdo mas lembremos: o caso ocorreu porque as espanholas foram campeãs mundiais de futebol feminino!

Enquanto isto, tanto a CBF como a AFA são exemplos de “como dirigentes podem desviar recursos das entidades que dirigem”. É tanto caso de dirigente dando viagem para familiares, amigos, casos extraconjugais, etc. que nem é mais notícia.

Cada coisa que, se alguém dissesse ou escrevesse que viu em uma novela ou filme, seria julgado como exagerado. E ocorre na vida real sem quaisquer consequências.

Desde que não exista interferência indevida da arbitragem, é uma ótima final, dos dois campeões continentais, e quem estiver melhor no dia terá merecido.

Mas, em termos de torcida, torço para que vença o planejamento.”

–  – – –

Pois é, e ainda sobre “planejamento” e trabalho de base lembrados pelo Alisson, importante lembrar:

Guilherme Arana (ex-Galo) e Reinier, atualmente no Galo, enfrentaram a maioria dos jogadores finalistas espanhóis, nos Jogos Olímpicos de Tóquio

E o América, é o clube que mais revela jogadores de base em Minas, porém não os aproveita bem, nem em seu time profissional, nem nas vendas. Bem diferente da seleção da Espanha.

Confira os jogadores finalistas espanhóis, nesta Copa, que foram medalha de prata, vice-campeões olímpicos, contra o Brasil, nos Jogos de Tóquio, no Japão:

Unai Simón (goleiro), Óscar Gil (lateral), Eric García (zagueiro), Pau Torres (zagueiro), Marc Cucurella (lateral), Martín Zubimendi (meia), Mikel Merino (meia), Pedri (meia), Marco Asensio (atacante), Dani Olmo (atacante) e Mikel Oyarzabal (atacante).

Mais os reservas Jesús Vallejo, Carlos Soler, Bryan Gil, Javi Puado, Rafa Mir e Jon Moncayola.

O treinador era, também, o mesmo Luis de la Fuente.

A decisão olímpica foi no dia 7 de agosto de 2021, em Yokohama (mesmo estádio do penta de 2002), o Brasil venceu por Espanha por 2 a 1, na prorrogação.

No tempo normal, 1 x 1, com Matheus Cunha abrindo o placar e Oyarzabal, empatando. No tempo extra, aos 3 minutos do segundo tempo, Malcom, que havia entrado no lugar do Matheus Cunha, marcou o gol da vitória.

BRASIL: Santos; Daniel Alves, Diego Carlos, Nino e Guilherme Arana; Douglas Luiz, Bruno Guimarães e Claudinho (Reinier); Antony, Matheus Cunha (Malcom) e Richarlison (Paulinho); 

TÉCNICO: André Jardine

ESPANHA: Simón; Óscar Gil (Vallejo), Eric García, Pau Torres e Cucurella (Miranda); Zubimendi, Pedri e Merino (Soler); Asensio (Bryan Gil), Oyarzabal (Rafa Mir) e Dani Olmo; 

TÉCNICO: Luis de La Fuente

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *