Demitido do Operário, Alex sente as dificuldades de se tornar treinador de sucesso como foi como camisa 10

Foto: blogdodoc.com

Carlo Ancelotti, presenteado pelo Osires Nadal (esq.) com uma camisa do Operário Ferroviário, em setembro de 2025

Com três derrotas em quatro jogos do Campeonato Paranaense, Alex foi demitido pelo Operário de Ponta Grossa, ontem.

Contratado em junho do ano passado, comandou o time em 30 jogos, com oito vitórias, 11 empates e 11 derrotas: 38,8% de aproveitamento.

Telefonei para o amigo de longa data, Osires Nadal, um dos jornalistas mais respeitados do Paraná, atuante comentarista e empresário da Comunicação no estado, morador de Ponta Grossa.

Queria saber dele sobre este início de carreira do Alex, que foi um excelente jogador.

Segundo Osires, Alex parece ser muito “bonzinho” com seus comandados. Nas partidas, apenas fica observando, quase o tempo todo, sem dar um grito. Taticamente, não consegue fazer as coisas acontecerem. Tanto, que, sob comando dele, o Operário quase foi rebaixado pra Série C nacional ano passado, e deverá lutar no “torneio da morte”, para tentar escapar do rebaixamento.

4 Responses

  1. Um grande jogador não tem normalmente um upgrade imediato ao posto de grande treinador quando se aposenta.

    Os exemplos são raros.
    Normalmente o que vemos são jogadores medianos obtendo sucesso.

    Há quem diga que o craque, enquanto está jogando, não dá muita bola para o que o técnico fala – deve pensar “não quero nem saber o que esse cara tá falando, lá dentro eu resolvo”.
    Se isso é verdade, deixa de absorver muita coisa boa.

    Talvez seja isso.

  2. Chico, bom dia. Jogadores de alto nível iguais a Zico, R10, R9, Romário, Raí, Dirceu Lopes, Reinaldo, Sócrates, Pirlo e muitos craques não se arriscaram em serem técnicos devido a esta situação, pois podem acabar sendo vaiados e até ofendidos pela torcida/imprensa/jornalistas e blogueiros que num querem nem saber se o cara trabalha com um monte de cabeças de bagres que eles tem que treinar. Uma coisa era o Alex ter o Professô Luxa sendo seu técnico e ele ser o maestro do Cruzeiro em 2.003 e tinha excelentes companheiros ao seu lado, Maldonado, Aristizabal, Deivd, Luizão, Cris, Maurinho e tantos outros, Mas hoje, com a maioria de perebas tentando jogar bola, cruz credo!!! Se você pegar, tem uma meia dúzia de ex-jogadores que consegui se dar bem na carreira, podemos pegar o exemplo do Zidane, Rogério Ceni, Felipe Luiz, Abel Ferreira, Pep Guardiola, Ancelotti, mas a grande maioria deu linha para não passar raiva. Imagina R9 ou R10 a beira do gramado treinando um monte de perna de pau e perebas matando bola na canela? KKKKKK Seria hilário, cruz credo!!

  3. Minha percepção histórica: os jogadores do meio-de-campo para a frente tem menor sucesso como técnicos do que os defensores e goleiros. É que os jogadores da defesa ficam “de frente para o jogo” a maior parte do tempo, e vêem o efeito do posicionamento mais claramente. Já um “Serginho Chulapa” ou o Casagrande, jogavam quase sempre de costas. É bem mais difícil entender a partida tendo estes pontos-de-vista. Quando viram técnicos, aí vão ter de pensar no time inteiro, e começam as dificuldades.

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