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Jorge Nicola, um dos maiores especialistas deste tema na imprensa brasileira, informa: “Flamengo ganha mesma cota de TV no estadual que o Mirassol. Já a Lusa tem cota maior que Vasco, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Galo. Pra completar, o Santos, sozinho, ganha mais do que toda a bolada de TV pro Campeonato Mineiro…” @jorgenicola
Atlético e Cruzeiro recebem, cada um, R$ 5,8 milhões pelo Campeonato Mineiro. O América, R$ 2,2 mi.
Em São Paulo, a Portuguesa receberá R$ 7 milhões. Já os demais “pequenos” paulistas, recebem, cada um, R$ 5,5 milhões, pelos direitos de transmissão do campeonato deles.
Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos, R$ 35 milhões, cada, só pela primeira fase do campeonato.
O Mirassol vai receber R$ 10 milhões, mesmo valor pago ao Flamengo no campeonato do Rio. Os demais grandes cariocas, Fluminense, Botafogo e Vasco: R$ 6,6 milhões, cada um.
A diferença financeira entre o futebol brasileiro e demais países da América do Sul é cada vez maior. O maior rival, a Argentina, já sentiu o golpe e está resignada. River e Boca estão perdendo o espaço mundial que tinham, para clubes brasileiros.
Porém, o futuro do futebol brasileiro é uma incógnita. Até quando vai durar essa “bolha”, de tanta gastança, ao ponto de estarmos trazendo de volta da Europa, jogadores ainda em alto rendimento?
Muito se fala em “fair play financeiro” no Brasil, para evitar uma distância muito grande, em termos técnicos, dentro de campo, entre os clubes que arrecadam mais para os que arrecadam menos.
Muita conversa, há tempos, mas na prática, nada sai do papel ou do falatório.
Nos últimos quatro anos essa discrepância está aumentando demais. Flamengo e Palmeiras, mais organizados e bem geridos, dividem o protagonismo nacional e continental. O Cruzeiro entrou no páreo, porém, graças ao dono do clube, Pedro Lourenço, que não está com escorpião no bolso e gasta à vontade. Diferente dos donos do Atlético, que gastaram em 2020/2021, até virar SAF e estacionaram, meio sem rumo.
Os outros grandes, estão em parafuso, mesmo arrecadando muito, sendo SAF ou não, são mal administrados e não têm perspectivas positivas, tipo São Paulo, Corinthians, Botafogo, Vasco e Santos. Com demandas judiciais pesadas e até policiais, envolvendo seus dirigentes.
Os gaúchos, Inter e Grêmio, atolados em dívidas, e continuam gastando, para não ficar para trás, confiando que apareça algum “mecenas” para salvá-los.
A rigor, a única SAF que está funcionando bem no Brasil é a do Bahia, que pertence ao Grupo City. Mas, diferentemente dos outros grandes do país, o que vier para o tricolor baiano é lucro, já que ele nunca foi do mesmo patamar desses citados. A pressão da torcida lá é menor que aqui. Manter o time na Série A ou chegar entre os 10 primeiros deixa a massa da “boa terra” calma.
Quanto às cotas pelos direitos de transmissão, a diferença é escandalosa. Porém, é a realidade do mercado publicitário, cujas verbas mais gordas vão para o estado mais forte do país economicamente.
Este é apenas um item das várias fontes de arrecadação dos clubes, e neste caso, nem o Flamengo escapa.

