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“Em 21 partidas sob o comando do técnico Tite, o Atlético-MG perdeu 11 vezes, empatou seis e venceu apenas quatro. Além disso, o clube não sai da zona da morte há dez jogos”, trecho de reportagem do Uol em 03/08/2005
A saída do português foi péssima em todos os aspectos. Arrumou a casa, com discrição, simplicidade e competência impressionante. Tite é uma incógnita. Foi apresentado hoje, oficialmente, e usou o mesmo papo de sempre, de falso humildade, ressaltando o tempo todo os títulos que conquistou nos clubes que dirigiu.
Toda chegada de treinador ou jogador de nome é um oba-oba danado e o torcedor, de modo geral, adora este circo previamente montado pelas competentes assessorias de imprensa e marketing.
Tite falou bem rápido da passagem por duas Copas do Mundo com a seleção e, óbvio, não lembrou que passou também pelo Atlético e foi o comandante do maior fracasso da história do Galo, que foi o rebaixamento, em 2005, mesmo tendo um bom elenco, com jogadores como o Marques, por exemplo, que chegou como reforço quando o time já estava na zona da degola.
Ainda bem que temos a memória eletrônica, para recuperar lembranças e facilitar avaliações.
Seguem reportagens do Uol, que relatam o desempenho do Atlético de Tite e algumas histórias daquele duro 2005. Importante fazer justiça ao novo treinador do Cruzeiro e lembrar que ele foi vítima de um integrante da cúpula do futebol do Galo da época, que se achava melhor treinador que ele. Fez o que pode pra sacanear o trabalho dele, e conseguiu. Se lixando se o clube e o time iam se ferrar. Dessas coisas que não há provas concretas, mas que podem gerar ações por danos morais, que acabam rendendo muito dinheiro ao traíra, que certamente aciona a justiça quando você não apresenta provas do que falou.
Coisas que as pessoas falam, sem gravadores ou câmeras por perto, outra coisa cada dia mais rara de acontecer, né?
Mas, Tite sabe.
A saída do português Leonardo Jardim foi péssima para o Cruzeiro em todos os aspectos. Arrumou a casa, com discrição, simplicidade e competência impressionante. Tite é uma incógnita. Foi apresentado hoje, oficialmente, e usou o mesmo papo de sempre, de falso humildade,… pic.twitter.com/kli8ccpdSI
— Chico Maia (@chicomaiablog) January 8, 2026
Vamos a duas reportagens do Uol, da Folha de S.Paulo, que tinha parceria com o portal Pelé.net e cujo repórter na época era o ótimo Candinho, meu ex-companheiro, no jornal O Tempo.
02/06/2005 – 12h05
Desempenho de Tite no Galo é de 30%
Cândido Henrique Silva, do Pelé.Net
BELO HORIZONTE – Nas 10 partidas em que comandou o Atlético-MG, válidas pela Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, o técnico Tite venceu apenas duas, empatou três e perdeu as outras cinco. O aproveitamento do gaúcho à frente do Galo, portanto, é de apenas 30%.
Os dois triunfos de Tite como treinador do Galo foram logo no começo de seu trabalho. Na segunda partida, contra o Ituano, pela Copa do Brasil, o Alvinegro mineiro venceu por 3 x 1, no Mineirão, e se classificou para as quartas-de-final da competição. A segunda e última vitória foi na estréia do time no Brasileiro sobre o Figueirense, por 4 x 1, também no Mineirão.
Depois da vitória sobre o time catarinense, o treinador viu o Atlético cair na tabela do Brasileirão e ser eliminado da Copa do Brasil pelo modesto Ceará. Nos últimos seis jogos sob comando de Tite, o Galo empatou uma partida e perdeu outras cinco. O ataque, que era o ponto positivo da equipe, parou de funcionar e marcou apenas dois gols: um no empate com o Ceará e outro na derrota para o Botafogo por 2 x 1.
Inseguro
Apesar desses resultados, o treinador atleticano tem a confiança da diretoria do clube. Depois da derrota por 1 x 0 para o Corinthians, no último domingo, o presidente Ricardo Guimarães deu entrevista coletiva garantindo o treinador até o final de seu mandato, que acaba em dezembro de 2006.
“Eu confio no trabalho do Tite. É um treinador que eu contratei para ir até o final do meu mandato aqui e no Atlético e vai ser assim. Mesmo se o time cair para a segunda divisão, eu caio com ele”, comentou o presidente atleticano, que no ano passado contratou quatro treinadores: Paulo Bonamigo, Jair Picerni, Mário Sérgio e Procópio Cardoso.
Apesar do apoio da diretoria alvinegra, Tite ainda não se sente seguro no cargo. O treinador sabe que para adquirir segurança em um clube é preciso resultado, o que ele não atingiu até o momento no comando do Atlético. “Eu só vou me sentir seguro quando os resultados vierem. Isso não só no Atlético, mas em qualquer outro clube”, justificou.
O treinador acredita que com o elenco que tem em mãos, que será acrescido pelos atacantes Marques e Luís Mário, que devem se apresentar ainda esta semana, poderá tirar o Galo da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e atingir posições que garantam vaga na Copa Sul-Americana e na Libertadores.
“Eu estou sentido e chateado com esta situação, mas não vou ficar me lamentando pelos cantos. Não vou ficar me penalizando. Eu vou entrar no campo e trabalhar, mas não com a mesma alegria daqueles quatro primeiros resultados. Isso é normal e natural. Mas com vontade de consertar tudo que está errado”, ressaltou.
03/08/2005 – 22h26
Atlético-MG empata e Tite pede demissão outra vez
Da Redação
Em São Paulo
Nem mesmo o sal grosso colocado na escada que dá acesso ao gramado do Mineirão fez o Atlético-MG reagir no Campeonato Brasileiro. Nesta noite de quarta-feira, no duelo dos piores da competição, o time de Belo Horizonte apenas empatou por 2 a 2 com o Paysandu. O tropeço, enfim, derrubou o técnico Tite do comando alvinegro.
O resultado não foi bom para ambos, que permanecem ocupando as duas últimas colocações agora com apenas 13 pontos. Os paraenses, porém, seguram a lanterna por causa do saldo de gols, -5 contra -12. Os times ainda aumentam o jejum de vitórias -oito partidas do Paysandu e quatro do Atlético-MG.
A partida marcava a reestréia do técnico Tite. Ele chegou a pedir demissão no último sábado, depois da derrota para o Goiás, mas aceitou retornar com a contratação de Carlos Alberto Silva para o cargo de diretor de futebol, anteriormente ocupado por Humberto Ramos.
No entanto, o time voltou a cometer muitos erros. Nos vestiários, Tite atendeu aos pedidos vindos da arquibancada -‘Adeus, Tite’. “Agora fica a mobilização de um outro profissional. Torcer para que ele tenha um pouquinho mais de sorte e detalhe para que o Atlético-MG mude sua caminhada”, disse.
O único com motivos para comemorar é o atacante Róbson, com 11 gols e dividindo a artilharia do nacional. “Estou feliz, mas o importante foi que conseguimos um ponto. Estava faltando um pouco de sorte e agora vamos animados para pegar o Botafogo”, afirmou o avante.
Na próxima rodada, o Paysandu enfrenta o Botafogo, sábado, às 16h, no estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Já o Atlético-MG recebe o Fluminense, domingo, às 18h10, novamente no Mineirão.
O jogo
Com mais posse de bola e chegando com facilidade ao ataque, o Atlético-MG não demorou a abrir o placar com um golaço. Aos 8min, Fábio Baiano recebeu na entrada da área e chutou cruzado. A bola fez uma curva e entrou no canto esquerdo alto de Alexandre Favaro.
A desvantagem fez o Paysandu acordar e quase empatar a partida com o artilheiro Róbson. Aos 14min, Éder Ceccon cruzou da direita, o atacante se antecipou ao marcador e cabeceou forte para boa defesa de Danrlei no ângulo esquerdo.
A partir dos 20min, os mineiros voltaram a controlar a partida. Aos 29min, Fábio Baiano arriscou de longe, Alexandre Fávaro rebateu e Marques, de frente para o gol, chutou à esquerda, perdendo ótima chance de ampliar.
Na volta do intervalo, o Atlético-MG continuou dominando, mas foi surpreendido aos 11min. Róbson cobrou falta com perfeição e acertou o ângulo esquerdo de Danrlei, marcando seu 11° gol no torneio.
A resposta atleticana foi imediata. Aos 15min, Rubens Cardoso cruzou da esquerda para Luís Mário. O atacante dominou no peito e, na saída do goleiro, cabeceou por cobertura.
Mas a tranqüilidade do Atlético-MG também durou pouco. Aos 17min, após confusão na área atleticana, a bola sobrou para o meia Rodrigo chutar rasteiro no canto esquerdo e deixar tudo igual mais uma vez.
A partir dos 30min, o Atlético-MG entrou em desespero. Sem poder de criação, o time ficou preso na marcação adversária e só conseguiu chegar ao campo de ataque em bolas levantadas para a área.
Aos 43min, Zé Antônio chutou de longe e Alexandre Fávaro rebateu. Euller, em posição legal, empurrou para o gol, mas o árbitro anulou alegando impedimento do atacante.
ATLÉTICO-MG
Danrlei; Walker, Leandro Castan, Henrique e Rubens Cardoso; Zé Antônio, Rafael Miranda (Édson Araújo), Fábio Baiano e Rodrigo Fabri (Euller); Marques e Luís Mário (Renato)
Técnico: Tite
PAYSANDU
Alexandre Fávaro; Marco Aurélio, João Carlos, Sílvio e Leandro (Luiz Augusto); Alemão, Vanderson, Rodrigo e Donizete Amorim (Balão); Éder Ceccon (Marabá) e Róbson
Técnico: Gílson Kleina
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Lourival Dias Lima Filho (BA)
Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha Matos (Fifa-BA) e Kléber Moradillo da Silva (BA)
Cartões amarelos: Walker (A), Rodrigo Fabri (A), Marco Aurélio (P), Sílvio (P), Euller (A)
Gols: Fábio Baiano, aos 8min do primeiro tempo; Róbson, aos 11min, Luís Mário, aos 15min, e Rodrigo, aos 18min, do segundo tempo
https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas/2005/08/03/ult59u95301.jhtm



3 Responses
Chico eu teria vendido o muito bom Kaio Jorge por 30 milhões de euro e não gastaria essa fortuna no Gérson. É muita grana envolvida. Mas o dinheiro não é meu e o Pedrinho parece não importar com perdas. Dá para contratar com calma uns 3 a 4 jogadores de boa qualidade . De qualquer forma estou torcendo para dar certo.
Chico, bom dia. Vamos ver o que nos espera. Não sei se o jogador Kaio Jorge ganharia alguma grana com esta venda, pois 30 milhões de euros é muita grana, algo em torno de 160 milhões de reais. Se for levar em conta o dinheiro, Pedro Lourenço deve ter vendido de cebola e tomate este montante em 2.025. Uma empresa que fatura 25 bilhões ao ano, essa grana do Flamengo não vai fazer nenhuma diferença. Brincadeiras a partes, temos que ver como ficará a cabeça do jogador, como ele vai reagir. E sobre o Gerson, sei lá, o cara só joga aqui no Brasil, lá fora é mais um que ganhou dinheiro e veio embora com os burros cheios de grana. Podemos citar mais de 20 jogadores que aqui arrebentam de jogar e lá fora foram uns pé de rato. Aguardemos !!!!!
Não entendi muito bem esse texto seu, Chico.
Dá a impressão que vc falaria sobre Tite, Cruzeiro, mas só fala do Atlético.
Mas vamos à vida real:
Tite e seu estilo de jogo nunca encantaram ninguém.
Nem no Atlético, nem no Flamengo e muito menos na Seleção.
Eu (e acredito que muitos cruzeirenses) estamos ressabiados e porque não dizer, preocupados.
Nos acostumamos a times verticais, ofensivos, agressivos (Pezzolano e Jardim por exemplo) e acho que esse não será o perfil do time em 2026. Não é a cara do Tite.
Mesmo vindo o Gérson, ainda assim fico muito preocupado. Teremos problemas.
Tomara que eu queime a língua.