No Horto, uma noite de primeiro mundo, perto da primeira divisão

O casal Bruna e Bruno esbanjando alegria e simpatia numa das mesas do Chef Túlio

Que prazer acompanhar de perto a goleada do América sobre o bom time do Vitória no Independência, sentindo o clima de Série A 2016. Mas, melhor que isso foi viver uma noite de ambiente salutar, envolvendo milhares de pessoas em torno do futebol, sem confusão, sem agressões verbais nem físicas, muita alegria e respeito em toda a redondeza. Americanos desciam às pencas as ladeiras em direção à Avenida Silviano Brandão, felizes, cumprimentando-se e sendo cumprimentados inclusive por torcedores de rivais, também contagiados pela felicidade verde, branca e preta. Crianças, jovens, adultos, mais velhos e famílias inteiras. Que bom seria se o ambiente do futebol fosse sempre assim, dentro e nas redondezas dos estádios.

E imaginar que ali o local onde eu estava foi palco de um dos maiores tumultos do futebol nos últimos anos em Belo Horizonte, por culpa de planejamento mal feito pelo comando do Choque da Polícia Militar, que errou no Atlético x Corinthians, ao escoltar a torcida paulista por aquele trecho, contrariando o que sempre foi feito em quatro anos sem problemas nos jogos do Galo no novo Independência. Este local era o Chef Túlio, um dos mais tradicionais bares/restaurantes de da cidade e do Horto, onde fui participar, como convidado, do programa semanal do Kleyton Borges, para a Rádio Líder de Itaúna. Ao lado do companheiro da Itatiaia e Rede Record, Carlos Viana, do Mário Brito “Bola Murcha” do Super Notícia e da ótima banda de pop rock Putz Grilla, representada pelo André e Thiago. É assunto para um próximo post, porque neste, quero cumprimentar e agradecer ao América e à sua torcida pelo prazer de viver algumas horas do jeito que o futebol é levado nos países evoluídos e que deveria se repetir por aqui. Satisfação em rever gente boa da velha guarda, como o Marcus Vinícius Bragalia Montenegro, o “Poeta”, que anda sumido do blog, e americanos da nova geração como o Peixoto e o Gabriel, inclusive autores da sugestão do título deste post.

CHEFPOETA

O atleticano Chef Túlio com o irmão americano Marcus Vinícius B. Montenegro, o “Poeta”

O futebol foi da melhor qualidade, com quatro gols que sacudiram o Independência. Um América que recebe R$ 3 milhões de direitos televisivos contra um Vitória que recebe R$ 30 milhões. E que show americano, em alta velocidade e belo futebol.

TRIO

Há nove anos o Vicente Lage, o “Cento e Nove” (direita), não ia a um estádio de futebol. Foi ver o América nesta noite contra o Vitória, a convite do Alencar da Silveira Junior. Ele é nome da história do futebol mineiro, 30 anos só de América, mas também trabalhou com sucesso no Atlético, Cruzeiro, Uberlândia e no nosso Democrata. Ao lado dele o Kleyton Borges e a filha Denise, comandante do Bar do Doca.

12 Responses

  1. Bar do Doca, de meu amigo de infância Jorginho (que é o próprio Doca)…reduto de itabiranos. Tira gosto, atendimento, prosa e ambiente excelentes. Acho que vou lá hoje.

  2. Agora o América embalou, meteu de 4 no Vitória da Bahia, concorrente direto!

    Já vi americano dizer que vão colocar 10 mil no Maracanã contra o Botafogo kkkkkkkkk

  3. Caro Chico!
    Você publicou um comentário meu, antes do jogo de ontem, em que eu conclamava a torcida do América (os ausentes, os acomodados e os omissos, claro) e a resposta foi positiva, principalmente de amantes do futebol limpo, bonito e bem jogado, embora torçam para outros times. Eu dizia, na oportunidade que era tempo de América de Toscano, de Richarlisson, de Xavier, de Leandro Guerreito, de Bryan e, principalmente, tempo de Givanildo.

    Ele montou um trator sem freio. Sete gols nos dois últimos jogos contra adversários fortes e diretos na briga. É claro que torcedores “rivais” compareceram em grande número. Pessoas esclarecidas, educadas e amantes do esporte. Pessoas que voltaram felizes para os seus lares.

    A noite foi perfeita. Em nenhum momento, o Vitória ameaçou. Mesmo antes da expulsão merecida de um jogador baiano, a goleada já se desenhara. O domínio era terrível. Sem apavoramento, sem partir desordenadamente para cima do adversário, o América mostrava que aprendera muito com o Coríntians. Quando se é superior, basta esperar a hora certa de fazer os gols. Aos montes.

    E o Toscano? Falar o quê? Brilhou os noventa minutos. Um golaço e três assistências “fatais” como eu disse no comentário antes do jogo. Está registrado aqui no blog, para que não digam tratar-se de mais um “profeta do acontecido”.

    É o América andando com as próprias pernas pela estrada cheia de pedras, tortuosa, com muitos obstáculos que serão vencidos até o dia de se poder comemorar matematicamente.

    Os gritos de “Givanildo” e de “olé” foram a sinfonia que se espalhou pelos céus do Horto e de BH. Tudo bonito, sem correrias, sem cavalaria, sem balas de borracha, sem bombas de efeito moral, sem spray de pimenta, sem invasões de lares e destruição de patrimônio alheio.

    Este, sim, é o América que anda com as próprias pernas, com estádio próprio para alugar, com categoria de base bem cuidada para ajudar quem não tem. Que forma (Tostão, Fred, Gilberto Silva, Palhinha, Ronaldo Luiz, Èder Aleixo, Wagner, Alex Mineiro, Cândido, Édson Ratinho, Dirceu Alves…) e reforma (Marcos Rocha, Pablo – um gigante em campo ontem -, Toscano, Vítor Hugo, Thiago Santos, Girotto, Rodriguinho e, por que não dizer, Leandro Guerreito). Tudo isto é caminhar com as próprias pernas. Avante Coelhão!

  4. Tem time ai que so pode comemorar vôlei este ano
    Em Minas Gerais,
    o Tupi comemora acesso para série B,
    o Coelho comemora acesso para série A,
    o Galo comemora o vice e a vaga na Libertadores pela 4a vez consecutiva,
    e o cüzero comemora vôlei e hashtag!
    By: Ferds e Fidusi!

  5. Só perguntando o Clayton mudou de time?
    porque fui seu vizinho na Sagrada Familia
    e ele vivia babando nos jogadores do Galo
    alem né de tomar muitas latas de chá da lata
    amarela sabe aquela

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