Não é do meu tempo e não tive o prazer de conhecer pessoalmente o médico Fábio Fonseca e Silva, que se tornou ícone entre os dirigentes que marcaram na vida Atlético. Os mais velhos contam que, dentre tantas histórias dele com o clube, chamava a torcida do Galo de “Força Atleticana de Ocupação”, numa alusão à Força Expedicionária Brasileira – FEB – a qual ele pertenceu e lutou na Itália, na Segunda Guerra Mundial.
Fábio Fonseca, à direita, com Julio “o mais amigo” ao centro e o também ex-presidente Nelson Campos, à esquerda
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Daí nasceu a primeira torcida uniformizada em Minas, que se transformou em “organizada”, a “Dragões da FAO”, que reunia famílias e amigos. Essa torcida continua existindo e, assim como muitas outras atuais, certamente maioria, não tem nada a ver com os baderneiros que desvirtuaram a ideia daqueles tempos e se transformaram em milícias, antros de marginais que infernizam a vida das pessoas de bem, dos maiores clubes do país.
Lembrei-me do saudoso Dr. Fábio Fonseca ao ver atleticanos brotando em todos os lugares por onde ando em Marrakech, com suas camisas, bandeiras, bonés e gritos de Gaaaaalooo!!!.
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Eles chegam de todos os lugares: Belo Horizonte e interior de Minas, mineiros e brasileiros que moram na Europa.
Juliano Augusto, em Lisboa/Belém, a caminho de Marrakech
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E brasileiros de fora de nosso estado, como o casal Vitor Hugo e Camila, paulistanos, que vieram ao Marrocos para torcer pelo Galo e surfar em Agadir, a 250 KM daqui.
Com a camisa listrada, autografada por Ronaldinho Gaúcho, presenteada pelo tio Danilo, belorizontino, Vitor Hugo, é “paulistano da gema”, mas as origens familiares mineiras o fizeram um atleticano legítimo. Em acordo familiar, torce para o time da esposa, São Paulo, e ela torce para o Galo; obviamente quando os dois não se enfrentam.
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Milhares ainda sairão hoje, amanhã, sábado, domingo e segunda-feira, para ver, no estádio, Atlético e o vencedor de Monterrey x Raja Casablanca, quaurta-feira. O advogado Dênio Pires Silva escreveu perguntando informações sobre o dia a dia marroquino, que valem para todos que estão vindo: nenhuma burocracia na imigração; qualquer bebida, alcoólica ou não tem entrada liberada, desde que com os devidos selos; há um pequeno free-shopp, logo depois da imigração, onde pode-se comprar bebidas e cigarros, à vontade.
Os costumes deste país de população 99% muçulmana proíbem bebida alcoólica apenas nas ruas, mas sem problemas nos restaurantes e hotéis, onde constam nos cardápios. O Marrocos inclusive produz uma ótima cerveja e vinhos de qualidade.
Nos cardápios, cervejas e vinhos, nacionais e importados
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Cartões de crédito são aceitos, quase que apenas em grandes hotéis, restaurantes e lojas de porte internacional. No comércio comum e pequenos estabelecimentos, raramente.
Quase tudo é barato, preços de tudo infinitamente mais interessantes que no Brasil. A comida deles é excelente, com muito vegetal e carnes de todos os tipos.
Na suntuosa praça da mesquita, sol, frio e segurança
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Segurança de causar inveja a qualquer brasileiro, durante o dia e à noite, apesar da pouca luminosidade da iluminação pública.
Das poucas recomendações de cuidado é com os taxistas: não existe taxímetro e é bom combinar o preço antes do início da corrida. Metem a mão, se depender deles.
O dinheiro nosso é na base de R$ 1,00 por 3,5 deles, cuja moeda se chama dhiram. Gostam mais de euro do que do dólar, mas no frigir dos ovos, tanto faz.
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Futebol? Bem, a bola só rola para o Galo, quarta-feira, e ele precisa vencer, seja quem for, para enfrentar o vencedor de Bayern de Munique e Guangzhou Evergrande (China) e Al Ahly (Egito), que jogam também amanhã.
Todo cuidado com as zebras é pouco, porque elas acontecem, não é!?
Cuca e Rever na entrevista coletiva programada pela Fifa, hoje, no estádio da partida de terça-feira










15 Responses
cobertura espetacular chico, como se estivessemos ai. galo é galo
http://globoesporte.globo.com/mg/noticia/2013/12/delegacao-do-chile-escolhe-toca-da-raposa-ii-como-casa-durante-copa.html
UAI??? vai ser a toda-poderosa seleção do CHILE que vai ficar na toca???
Num tô entendendo mais nada. Afinal, segundo o “correspondente azul” em Curitiba thales maricone pink, seria a ITÁLIA a se hospedar na enseada das Garças (???). e agora José???
Relembremos, pois:
“Thales Rosa disse:
24 de outubro de 2013 às 6:59
Marcao dor de cotovelo porque, se na TOCA II Vai ficar a Italia, Tetra Campeã Mundial e patria Mão do Cruzeiro. Na TOCA I vai ficar o Uruguai.. CRUZEIRO vai abrigar seis Titulos mundiais….”
Diante do exposto acima, só me resta isto aqui, ó:
Huuuaaaaaashuashuashuahuahuahuahuahuaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!
Aliás, o que viria a ser “patria Mão”?????????????
A moeda “Dhiram” me lembrou do caso do jogador que tinha o apelido de Dirran. Segue:
Há alguns anos, quando o Clube Atlético Potengi ainda jogava no Machadão contra o Potyguar de Currais Novos, na 2ª divisão do Campeonato do Rio Grande do Norte, um jogador atleticano se destacava fazendo dribles desconcertantes, lançamentos perfeitos e fazendo muito gol.
O narrador da Rádio Poti não cansava de gritar: “Dirran é um craque”, “Dirran é uma revelação do futebol norte-riograndense”. “Dirran breve na seleção brasileira”. E era Dirran prá cá, Dirran pra lá …
No final do jogo, o Clube Atlético Potengi perdeu por 3 x 1, mas, mesmo assim, o destaque daquele jogo tinha sido o jogador Dirran.
Vendo aquele sucesso todo do jogador atleticano, um jovem repórter da Rádio Poti foi fazer uma entrevista com o craque na beira do gramado e foi logo perguntando:
– “Dirran, você tem parentes na França? Esse seu nome é de ascendência francesa?”.
O jogador, olhando espantado para o repórter, respondeu:
– “É não sinhô, é que meu apelido é Cú de Rã, mas como num pode falar na rádio… então, eles abrevia”.
Ahhh…bom!….rsrsrs….
Tomara que os jogadores do Galo, ocupem a saída de bola do Monterrey.
Por aqui Chico, o cru cru será julgado pelas badernas durante o jogo contra o Bahia. Um bilhetinho já chegou ao stjd vindo do senado: multa de 10 reais.
Grande Chico Maia.
Cobertura espetacular como disse o Geovany Altissimo. Que trabalho Chico. Se eu já era seu fã agora então nem se fala sô.
Parabéns pela ótima cobertura e por nos fazer sentir como se estivéssemos por aí.
Saudações Atleticanas.
GAAALLOOOOOO!!!
A cobertura está sendo muito bem feita Chico, parabéns. Mais do que falar simplesmente de futebol é muito interessante conhecer os costumes locais. Gostaria que trouxesse mais comparações para os leitores, como sistema de transporte, hábitos alimentares, segurança, sempre peço amigos que viajam ao exterior para falarem sobre isso, porque dá ora traçarmos parâmetros e perceber a lama em que estamos, principalmente quando escuto histórias de países europeus.
Bem lembrado Márcio Luiz, kkkk chile é prateleira de baixo da de baixo.
Emerson Talma, muito engraçado este caso… rsrs.
Viajei com o pessoal dos Dragões da F.A.O para Salvador na semi-final do Brasileirão contra o Vitória em 1999. Hulk, Baby… tudo gordão gente boa… rs.
Fantástica cobeertura! Parabéns Chico! Todos os aspectos da viagem, do Galo, dos adversários e a atmosfera da competição em geral.
E o adversario do Galo na Recopa é mais um fregues……. Primeiro o Olympia agora o Lanús……
Amigo Chico Maia, a propósito do falecido e eterno presidente do Galo, Fábio Fonseca -como sou testemunha ocular e mesmo companheirística de seu nascimento como jornalista em O Jornal do Centro de Minas, na década de 70, você com uns dez anos de idade, moleque ainda, vou dar uma pitácula no seu comentário acima, retificando algumas informações que julgo oportunas, já que, naquela época eu já era adulto e tenho boas recordações. O Termo F.A.O. dado à torcida do Galo, salvo prova em contrário, foi criado pelo escritor e jornalista Roberto Drumond, em sua coluna no Estado de Minas, ele, sim, o autor da célebre frase “Se uma camisa do Atlético estiver pendurada num varal, durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento!”. A palavra FAO foi utilizada para denominar a torcida de Força Atleticana de Ocupação, como menção ao fato de a massa, sempre, ser superior à do Cruzeiro, no Mineirão. E FAO eram(como ainda o são), também, as letras iniciais da sigla de um um Fundo de Alimentação e Agricultura da ONU, sendo usada por Drumond como uma espécie de paródia para homenagear a Massa Atleticana. Desculpe a intromissão e um abraço…
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Grande Adir,
que prazer receber a sua visita ao blog e que honra contar com um texto seu.
Você, meu caro, é uma das ótimas lembranças que tenho do meu início de carreira. De gente que me ajudou a crescer profissionalmente, com paciência e dicas de como ser um repórter.
Vamos ver se nos encontramos para por a conversa em dia pessoalmente.
Grande abraço e nos dê sempre essa honra.
Chico Maia
Acrescentando, que Fábio Fonseca, a exemplo de Alexandre Kalil, era um torcedor apaixonado e irreverente, chegando numa célebre decisão de uma fase de grupos da Taça Brasil, contra o Botafogo, que havia vencido o Galo, no Rio, onde Gérson e os demais jogadores aprontaram truculência e deboches contra os jogadores do Galo e, na semana seguinte, aqui, no Mineirão, vieram, melosos, tendo oferecido uma corbeilhe de flores ao capitão Décio Teixeira, que foi ao túnel e a entregou a Fábio Fonseca. Sabe o que ele fez? Colocou a corbeilhe de flores no gramado e deu-lhe um enorme chute, esplando flores para todos os lados. Isso foi como se a massa tivesse, de repente, sofrido uma injeção de loucura, aplaudindo, gritando e incentivando Galo que acabou vencendo por uma zero, não conseguindo a classificação pelos velhos motios de roubo da arbitragem…
Chico Maia, é com orgulho e satisfação que o vejo, hoje como um dos maiores repórteres esportivos do país. Dono de uma linguagem objetiva, séria e comprometida com a verdade acima de tudo, como sói deve acontecer com todo grande jornalista. Apraz-me, muito, ver sua carreira brilhantes, já com algumas copas do mundo no currículo. Quem diria que aquele moleque de calças curtas, que chegava à redação com as matérias manuscritas, do Democrata, dos times amadores da LFS e das várzeas lacustres, alcançaria, já não é de hoje, os píncaros da glória, honrando sua família, os colegas jornalistas e os moradores de sua cidade natal(neles, incluindo esse modesto amigo e seu fã que sou)… Feliz Natal e um Ano Novo repleto de saúde, paz e engrandecimento pessoal e profissional.
MARCIO LUIZ: “pátria mão” é a cbf, pátria que cuida muito bem bem de seus dileto filho flaflucrutianhs opa de letrinhas pra confundir o iludido torcedor nacional.
Tenho 72 anos e quando trabalhava na Cia. Antarctica Paulista de Maio de 67 a Nov. 67, me tornei sócio da Força Atleticana de Ocupação, com carteirinha e tudo. Depois me mudei para Gov. Valadares e fui trabalhar na Cemig e perdí também a carteirinha. Eu me orgulho muito deste fato e gostaria de saber se existe alguma coisa relacionada com arquivo da FAO e se tem por acaso o meu nome como sócio. Meu nome é Abilio Teixeira Neves e resido hoje em Jacaraipe-Serra-ES