“Lá vem o Brasil, descendo a ladeira”. Também no futebol. Ou: “Quando vaca não reconhece bezerro e bezerro não reconhece vaca”

Postagem da filha do Renato Gaúcho mostrando o treinador em casa, assisitindo o jogo do Vasco em Buenos Aires

Recorro ao título dessa ótima música do saudoso baiano Moraes Moreira para trocar ideias com as senhoras e senhores sobre algumas coisas que até uns anos atrás eram inaceitáveis no nosso futebol, mas que agora pode tudo e fica por isso mesmo. Aliás, ficava, já que a CBF está preocupada com o desinteresse crescente dos torcedores brasileiros pelo assunto “futebol”. Inclusive foi uma das pautas da reunião com os clubes das Séries A e B de segunda-feira passada.

No Campeonato Mineiro critiquei o Jorge Sampaoli por ele não ter ido com a delegação do Atlético para Montes Claros, onde enfrentaria o Norte.

Ontem, Renato Gaúcho não viajou para Buenos Aires para a estreia do Vasco pela Copa Sul-americana. Nem ele e nem o seu auxiliar técnico. Foi um terceiro para por o time em campo.

Como disse o Venê Casagrande “Controle de carga de treinador é novidade…”.

Incomodado com a possibilidade de ficar no banco de reservas contra o Cruzeiro, o zagueiro equatoriano Arboleda simplesmente sumiu do São Paulo e só reapareceu nas redes sociais, no aniversário de um amigo, lá no Equador.  

Enquanto isso, na Inglaterra, o Chelsea suspendeu o meia argentino Enzo Fernández, por ele ter elogiado, entrevista a um canal espanhol, a cidade de Madri, dizendo que gostaria de morar lá um. Entenderam que ele estava insinuando que gostaria de jogar no Real Madri.

Agora, vejo essa entrevista do Arroyo à rádio JC Sports, do Equador, e fico na dúvida se é verdadeira ou uma produção de IA: “”Com respeito ao Cruzeiro, mas Barcelona é o clube dos meus amores, amo o Barcelona e espero no futuro jogar aqui, espero que o presi me ligue porque é o meu sonho jogar no BSC”

Barcelona de Guaiaquil, diga-se!

Lembrei da frase do saudoso conterrâneo de Sete Lagoas, deputado federal Renato Azeredo que costumava explicar o que era impossível explicar: “Quando vaca não reconhece bezerro e bezerro não reconhece vaca”.

A notícia sobre o Enzo Fernández está no portal da ESPN: “O Chelsea puniu o meio-campista Enzo Fernández com um afastamento dos dois próximos jogos após declarações consideradas polêmicas pelo clube.

O argentino afirmou, em entrevista ao canal Avirales, durante a Data Fifa, que “gostaria de morar em Madrid”. “Gostaria de morar na Espanha. Gosto muito de Madri, me lembra Buenos Aires”, disse.

O técnico dos Blues, Liam Rosenior, considerou que a fala foi um “limite ultrapassado”. O jogador vem sendo especulado no Real Madrid.

“Conversei com o Enzo há uma hora. Como clube de futebol, e com a minha participação na decisão, ele não estará disponível para o jogo de amanhã (contra o Port Vale) nem para o jogo contra o Manchester City no próximo domingo. Ultrapassamos um limite em termos da nossa cultura e do que queremos construir”, disse, em entrevista coletiva…”

A do Venê Casagrande o Renato Gaúcho está no twitter dele: @venecasagrande “De verdade. Não consigo normalizar isso aqui. E não falo isso porque o Vasco jogou mal e empatou com uma equipe quase amadora da Argentina. Falei ontem no @sbtrio que achava errado independentemente do resultado do jogo. Porém, dessa vez, nem o auxiliar de Renato Gaúcho viajou. Alexandre Mendes ficou no Rio também. Então: qual sentido disso? Fico imaginando os jogadores que entraram em  campo. O que não pensaram? E o auxiliar Bruno Lazaroni na coletiva? Como explicar as escolhas do Renato? Enfim. Acho errado e não vou considerar normal esse tipo de decisão. Controle de carga de treinador é novidade.”

One Response

  1. Foi se o tempo que jogador honrava a camisa que vestia, hoje, ganham muito para fazer farra, poucos dão retorno em campo. Li reportagem de que o Wallace não aceitou propostas de Vasco e Grêmio, pois ganharia menos do que ganha aqui sem jogar.

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