Essa foto, do Gustavo Aleixo/Cruzeiro fará um ano dia 4 de maio. Ninguém imaginaria que poucos meses depois Leonardo Jardim e Filipe Luís estariam no centro das atenções do futebol brasileiro por causa de rasteiras envolvendo os dois
Não se discute a competência dele. Quem está em Minas Gerais viu o que ele fez no Cruzeiro: assumiu depois de uma sequência de treinadores que duraram pouco, que caíram por maus resultados ou por não serem bons em gestão de pessoas, incluindo a diretoria de futebol e os donos do clube, além dos jogadores.
Botou pra fora do grupo um diretor que entendia que não acrescentava ao trabalho dele (Alexandre Matos) e jogadores idem: os mais famosos e recém chegados, Dudu e Gabigol. Dudu falou demais e foi excluído do elenco; Gabigol, esperto, ligou o “bom cabrito é o que não berra onde canta o sabiá” e passou a acatar o que o português queria. Sentou no banco, caladinho, enquanto os milhões do seu salário caíam todo mês na sua conta.
Prestigiou quem tinha bola, mas não era valorizado pelos técnicos anteriores, tipo Lucas Silva, Matheus Pereira e Kaio Jorge, e bola frente.
Com o apoio 100% do dono maior, Pedrinho, Jardim controlava tudo na Toca da Raposa, sem ser contestado e tudo funcionava bem, dentro e fora de campo. Nem as turbulências do início do trabalho, com quatro resultados ruins e algumas poucas porradas da imprensa o tiraram do rumo. E tudo deu certo.
Consta que ficou descontente com a atuação de uma fisioterapeuta que não era da cota de contratações indicadas por ele, e que ali residia, o único incômodo que tinha no clube, mas nada que não pudesse ser contornado.
Se isso o incomodou no Cruzeiro, coitado dele no Flamengo, onde a torcida cobra até em treinos e tradicionalmente a diretoria degola os treinadores facilmente, seja quem for, ganhe quanto for e seja lá qual for o valor da multa.
Filipe Luís, ídolo rubro-negro que o diga.
E a imagem de bom moço dele se derreteu, com pancadaria de todo lado, especialmente da torcida do Cruzeiro e de fãs do Filipe Luís, país afora, inclusive na imprensa, que já começou vasculhar a vida pessoal dele, tão logo pisou no Rio de Janeiro para assumir o Flamengo.
Procópio Cardozo, nome emblemático no futebol brasieiro, dentro e fora de campo, cheio de amigos por todos os lados, que o municiam de informações de bastidores, escreveu no twitter:
“O pior na minha opinião foi o Jardim negociar o Flamengo enquanto o Filipe Luís ainda era o técnico. Deslealdade imperdoável. E, provavelmente, a oferta milionária pelo Kaio Jorge não caiu de paraquedas na Toca da Raposa”
@futebol_info: Novo técnico do Flamengo, Leonardo Jardim “driblou” torcedores e jornalistas no Aeroporto do Galeão. O português evitou ser flagrado na chegada ao Rio de Janeiro e ser alvo de perguntas.
“Eu perguntaria se foi ele que indicou o Kaio Jorge para o Flamengo”
O jornal Extra esquentou uma notícia de 2013, sobre a vida pessoal dele: Talarico? Novo técnico do Flamengo já foi acusado de se envolver com mulher do presidente de time que treinava

Leonardo Jardim e o magnata grego Evangelos Marinakis e Athanazia Marinakis — Foto: rep/ instagram
Suposto affair de Leonardo Jardim virou notícia na imprensa da Grécia na época
Segundo a imprensa grega, em 2013, Jardim foi demitido do Olympiacos por ter dado uma bola fora com o magnata Evangelos Marinakis, então presidente do time. O técnico teria tido uma relação amorosa com a mulher do patrão na época, a também grega Athanazia Marinakis.
Leonardo Jardim deixou o Olympiacos de uma hora para outra com 17 jogos, 14 vitórias, 3 empates e 0 derrota, num momento considerado magnífico para o time.
Um mês após sua demissão, ele foi entrevistado pela revista portuguesa “Visão” e desmentiu os rumores entre ele e Athanazia (apelidada pela imprensa local de Jelene Trojanske, Helena de Troia, a traidora) e alegou que a mulher do ex-chefe vivia rodeada de seguranças. https://extra.globo.com/famosos
Renato Maurício Prado, um dos mais bem informados jornalistas do país, especialmente sobre o Flamengo, retwittou informações importantes, postadas pelo perfil Central do FLa, sobre o estilo do Bap, presidente do clube e a veia vingativa dele:
“Em 2019, o elenco vencedor do Flamengo (com Filipe Luís, Diego Ribas, Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Bruno Henrique, Gabigol, Arrascaeta e Gerson como líderes) e Jorge Jesus valorizavam um ambiente 100% profissional e rejeitavam o “Conselhinho de Futebol” criado por Landim. O órgão servia apenas para acomodar grupos políticos dentro do departamento de futebol, e Bap era um dos integrantes. Os jogadores foram até Braz e Landim e pediram: “Não queremos mais esses caras no vestiário, no CT, em hotel ou viajando com a gente. Não confiamos neles.” Isso nunca desceu bem para o BAP, que guardou mágoa e nunca foi fã de Filipe Luís.”

x.com/Flamengo
Leonardo Jardim chega com esse ambiente ao Flamengo, mas com algumas vitórias seguidas acalma todo mundo e a vida seguirá.
Caso contrário, o pau canta e ele será moído como vários outros foram.

