Imagem: Jovem Pan Esportes
Começa a maior competição de futebol do Brasil, das melhores e mais difíceis do mundo. Sou sempre otimista, torço e quero o melhor para o meu “país” que é Minas Gerais, em tudo. Se o Atlético terminar em primeiro, melhor ainda. Aparentemente o Cruzeiro está melhor tecnicamente. Elenco, praticamente o mesmo do ano passado, com o acréscimo do Gérson, que não sei valia investimento tão alto numa posição em que a Raposa não precisa tanto. Por outro lado, o time teve uma enorme perda, de difícil reposição à altura: o treinador. Leonardo Jardim foi um achado, a melhor aquisição da nova era cruzeirense, com Ronaldo e Pedro Lourenço como donos. Tite, uma incógnita.
No Galo, não há dúvida que Jorge Sampaoli é um grande treinador, porém, de trato difícil. Quem convive o dia a dia da Cidade do Galo diz que ele voltou mudado. Que teve uma conversa franca, olho no olho com os donos e que houve uma aparação de arestas. Há sinais de que isso é fato. Foram contratados jogadores com o perfil que ele queria, nao exatamente os nomes indicados, por questões financeiras, mas dentro das opções sugeridas por ele. A comissão técnica é toda dele também. Foram dispensados quem ele queria que deixasse a Cidade do Galo, e ele encaixou mais um patrício dele. Ficou satisfeito e tem trabahado muito. No caso do Hulk, lavou as mãos. Se ele tivesse ido embora, tudo bem. Já que não foi, tudo bem, também. Tem lugar e função pra ele, porém, sem garantia de titularidade absoluta.
Em todas as resenhas, previsões e enquetes que ouvi da imprensa nacional até agora, o Cruzeiro aparece entre os cinco maiores favoritos, atrás do Flamengo e do Palmeiras, à frente do Grêmio (na maioria das enquentes), Fluminense e Botafogo.
Até o ano passado o Atlético apareia em todas as listas, na maioria das vezes como segundo ou terceiro, numa ou noutra, como primeiro. Este ano, não é citado na maioria, assim como o Corinthians. Quando perguntado, nunca deixo de fora nem Galo nem Corinthians fora de nenhuma lista de cinco. Nem o Flamengo. Por pior que estejam, aparentemente, costumam se agigantar e chegar lá, onde a maioria não esperava. Por um motivo simples: têm torcidas que fazem mais diferança que as demais. Também nunca deixo um dos gaúchos fora da lista de cinco mais cotados. Ano passado a bola da vez era o Inter. Este ano, também acredito mais no Grêmio, por causa do técnico português Luiz Castro.
Sobre o Atlético, gostei das contratações até agora, com destaque para os laterais, Preciado e Lodi. Também estou gostando do volante/meia Vitor Hugo, que veio do Flamengo. Apenas 21 anos, gás todo, habilidoso e voluntarioso.
Aguardemos.
Sobre o Campeonato Mineiro, gosto das opiniões do Roberto Tibúrcio, que está se mostrando ótimo comentarista na TV Horizonte, na hora do almoço. Me enviou o que ele está achando da disputa pelo título, pelo que viu até agora. Comentário “ousado”, sem ficar em cima do muro, bem ao estilo dele.
Confira:
* “Revivendo meus tempos de comentarista: Galo vira no Superclássico e respira no Mineiro Uma vitória justa do Atlético, se é que existe isso no futebol, no grande Superclássico n° 512. Talvez tenha sido a melhor partida do Bernard após o seu retorno. O Igor Gomes entrou mal no jogo, tipo pai de santo novato, sem acertar um passe. O Cruzeiro perdeu aquela cadência e letalidade dos tempos do mister Jardim. O Tite sacou o Villalba? Ou está contundido? Trocá-lo pelo JJ é pedir para perder. Poucos devem ter notado, porém o zagueiro da Seleção Brasileira, Fabrício Bruno, falhou nos dois gols do Atlético. O Alvinegro ainda teve um pênalti a seu favor não marcado. Mesmo sem repetir suas melhores atuações, Hulk entortou o JJ e marcou um golaço. Dudu recupera jogo a jogo o futebol dos tempos de Palmeiras. Enfim, os dois gigantes fora da Zona de Classificação num campeonato fraquíssimo. E o Tite (Vulgo CEPACOL o bom de BOCA) deu conta de ficar atrás do Sampardal na tabela…”
* Roberto Tibúrcio

