* Roberto Carlos reclama de estilo no país: “o futebol brasileiro me bloqueou”
Lateral do Corinthians diz que precisou mudar seu estilo de marcação agressiva, o que não era uma preocupação na Europa
Um carrinho do lateral-esquerdo Roberto Carlos assustou os seus companheiros logo na estreia do veterano pelo Corinthians. Ele deslizou no gramado do Pacaembu e só parou no banco de reservas, diante do Bragantino. Após duas expulsões em clássicos, contra Palmeiras e Santos, o jogador passou a se policiar mais em sua readaptação ao futebol brasileiro.
“Eu sempre chegava para disputar a bola antes do adversário. Hoje, tenho medo porque posso tomar cartão amarelo ou vermelho no Brasil. O futebol brasileiro bloqueou a minha maneira de jogar”, protestou Roberto Carlos, que será julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) nesta segunda-feira – o jogador já escapou de punição pelo cartão vermelho recebido contra o Palmeiras.
Após 15 anos atuando na Europa (por Internazionale, Real Madrid e Fenerbahce), Roberto Carlos confessou que se desacostumou com a arbitragem nacional. “É até complicado falar sobre isso. Não posso comparar o futebol europeu com o brasileiro. Na Europa, os árbitros são profissionais. No Brasil, eles trabalham durante a semana e apitam depois”, reclamou, inconformado.
Para os torcedores mais supersticiosos, o histórico de laterais esquerdos do Corinthians na Copa Libertadores da América é de confusões com a arbitragem. Os então jovens Kleber e Roger foram expulsos nas oitavas-de-final de 2003 contra o River Plate, da Argentina, após provocações do meia Andrés D’Alessandro.
Em 2010, o reserva de Roberto Carlos também é um prata da casa: Dodô. O argentino Escudero acabou preterido depois de más apresentações e jogadas violentas. Torcedores criaram até uma campanha para ironizar o jogador na internet, o “Projeto Escudero 1.000 cartões”.
Roberto Carlos, no entanto, tentou despreocupar a torcida do Corinthians. Mesmo considerando injustas as suas expulsões, o jogador garantiu que usará a sua experiência para não prejudicar o clube na Libertadores. “A gente vai se acostumando. O árbitro brasileiro deve deixar o jogo correr mais solto, com mais contato físico. E, nós, jogadores, devemos evitar os carrinhos e não ficar se agarrando nos escanteios”, conscientizou-se o lateral esquerdo.




5 Responses
Eu ate concordava com essa opiniao do Roberto Carlos. Muitos juizes travam o jogo. Porem de uns tempos para cá, quando 02 jogadores do Arsenal foarm violentamente machucados, protagonizando cenas fortes, mudei minha opiniao! Por o jogo ser mais corrido e nao se marcarem tantas faltas, na Europa, em geral, o futebol fica bem mais violento e com mais contusoes graves, em jogadas duras! Alem de impedir o futebol arte!
Vi duas expulsões do Roberto Carlos.
Uma, um carrinho por trás absolutamente temerário. Uma ignorância.
A outra, no jogo contra o Santos, por receber dois amarelos, no meu ver, corretamente aplicados.
Choro.
A moda no Brasil é reclamar de juiz. Algumas vezes, com razão, outras tantas porque é sempre mais fácil culpar outrem por sua incompetência.
Atlético e Cruzeiro fazem isso o tempo todo.
ConCORDO COM RC, AI FICARIA FACIL ELIMINAR JOGADORES DISLEAIS COMO ELE.
Roberto Carlos é mais um dos inúmeros mercenários que grassam o nosso futebol, não está nem aí prá Corinthians, torcedôres e quetais, importante é a conta bancária…
O Roberto Carlos tem certeza q é Deus.Foi expulso justamente e agora vem ensinar como os juízes devem apitar?Só faltava essa