Blog do Chico Maia

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O “intruso” o FEBEAPA e as perspectivas do Atlético depois da primeira eliminação da temporada

Estamos no segundo mês do ano e o Galo já está fora da segunda competição mais importante para o clube em 2020. Eliminado na primeira fase da Copa Sul-Americana por um time da prateleira de baixo do futebol argentino. O Union de Santa Fé é 18o colocado no campeonato deles, com 23 pontos. O River é o líder com 42, seguido pelo Boca com 39. O 24o colocado, lanterna, é o Godoy Cruz, com 12 pontos, o antepenúltimo é o Huracan, com 16. Todos já jogaram 20 vezes, à exceção do Godoy Cruz e Velez Sarsfield, que jogaram 19.

De acordo com a imprensa argentina, o salário de três jogadores atleticanos paga toda a folha salarial do Unión. Ao sair da Sul-Americana o Atlético deixa de arrecadar R$ 1,59 milhão.

O time fez o melhor jogo do ano, venceu por 2 a 0, empurrado pela torcida que até acreditou que o terceiro e quarto gols viriam no segundo tempo, já que chegou aos dois primeiros aos 15 (Otero, de falta) e 28 (Hyoran) minutos. Obviamente o técnico Dudamel escalou um time mais ofensivo, mas com Di Santo de centroavante, time nenhum vai a lugar nenhum. Fica a esperança de que a chegada de Tardelli e mais algum reforço que possa ser contratado melhorem as coisas.

Mas é desanimador ver justificativas como essa de ontem do treinador venezuelano:

“Há um detalhe que eu quero publicamente administrar, porque não gostei antes do jogo. Saiu a informação do nosso time, do nosso elenco para hoje, antes de chegar ao estádio. E isso não me deixou tranquilo. Eu sei que vocês (da imprensa) querem a premissa de ter a informação, de ter o time inicial. Mas os jogos nós ganhamos no campo e vocês, como jornalistas profissionais, fora do campo, também nos ajudam. Então, tentamos conseguir o elenco do rival, mas não tivemos a premissa de conhecer nosso rival. Temos que trabalhar muito para descobrir de onde está vazando a informação interna. E eu vou vir aqui e vou falar para todos vocês o nome desse intruso que temos em família, dentro de casa. Isso não pode seguir acontecendo. Temos que trabalhar muito com isso. São pequenos detalhes que também são valiosos”.

Digna de ser incluída no FEBEAPA (Festival de Besteira que Assola o País), do saudoso Sérgio Porto.


Na derrota em Tombos, o pior jogo do Cruzeiro ano

Foto: Ricardo Danilo/Light Press/Cruzeiro

No site DebateZeiros, João Chiabi Duarte e a sua análise detalhada de mais um jogo do time do Adilson Batista, que teve a sua primeira derrota no Campeonato Mineiro 2020:

O que restou de Tombense 2 x 0 Cruzeiro – O Cruzeiro fez uma 1º tempo muito fraco, sem imaginação, sem criar um lance de perigo sequer e tomou um gol de bola parada num lance no qual a superioridade física do Tombense era flagrante com o centroavante Rubens e os 2 zagueiros da Tombense preocupando demais o sistema defensivo celeste. Na parada para hidratação por volta dos 30’ da etapa inicial Adílson Batista orientou que Roberson fosse responsável pela marcação do grandalhão da Tombense (1.94 m) e pouco depois num corner o lateral David bateu no meio da área e saiu o gol. Rubens ganhou a disputa com Léo e acertou cabeçada indefensável. O sistema ofensivo do Cruzeiro usava o Maurício aberto na direita e participando pouco do jogo. Na esquerda Jhonatã Robert também atuava aberto. Everton Felipe e o centroavante figurativo Roberson não acertavam uma jogada sequer. Irritantemente perdiam TODAS as bolas. O Tombense não criara muito mais que o Cruzeiro, mas, tinha em Íbson um líder dentro de campo, o experiente jogador de 36 anos (com passagens por Flamengo, Santos e pelo futebol do exterior) fazia uma ótima partida na transição entre defesa e ataque, sendo o destaque da partida na etapa inicial.

No Cruzeiro Felipe Machado fazia uma partida correta e era responsável por várias roubadas de bola, bons passes e viradas de bola, mas, era cair nos pés do trio de reforços que o Cruzeiro trouxe e a jogada literalmente morria. Assim, terminou a etapa inicial, com a vantagem da Tombense que assim assumia a liderança do campeonato mineiro. No intervalo, Adílson Batista promoveu a entrada de Judivan no lugar de Roberson, que caminha a passos largos para assumir a posição de pior 9 da história do Cruzeiro. E mesmo sem fazer nada de espetacular, Judivan conseguiu melhorar a produção ofensiva do Cruzeiro. (mais…)


Mais uma vitória com futebol altamente convincente do América

O americano Flávio Braga de Azevedo comentou em minha página no facebook: “COELHÃO está com a faca e o queijo na mão, pra papar este estadual..espero que forças ocultas não nos atrapalhe!”.

Realmente, neste momento, o futebol mais convincente de nossas montanhas é do América. Contra o Coimbra, ontem, além dos dois a zero (Felipe Augusto e Alê) e o pênalti desperdiçado (Rodolfo), jogou com uma tranquilidade impressionante, com poucos erros de passes e alta velocidade. Os dois gols foram muito parecidos e construídos na fórmula clássica do futebol bem jogado, feijão com arroz: depois de tabela perfeita, cruzamento certeiro para a área, rapidez para se antecipar à marcação e chute certeiro.

Eficiência dos principais atores, que são os jogadores, ótima condição física e treinamento em dia, que reflete o bom trabalho da comissão técnica. Da anterior, comandada pelo Felipe Conceição, e da atual, do Lisca.

Quanto à outra observação do Flávio Braga, em relação à arbitragem, também é válida, mas querer transferir a responsabilidade de eventuais derrotas para os homens do apito, muitas vezes é complexo de inferioridade ou tentativa de camuflar erros e incompetências.

Cada caso é um caso.

Fotos: twitter.com/AmericaMG


Considerando a má apresentação do Cruzeiro e a pior partida do ano, este ponto em Patrocínio caiu do céu

Análise do João Chiabi Duarte, no site Debate Zeiros ( www.debatezeiros.com/ ) sobre o empate do Cruzeiro em Patrocínio:

* “Empate no Último Lance: Patrocinense 1 x 1 Cruzeiro”

Uma partida complicada, resultado justo – O Cruzeiro não contou hoje com Felipe Machado (contusão muscular) e Edílson (amigdalite) para o jogo contra a Patrocinense no interior e Adilson não fez improvisações, fazendo entrar no time Valdir na lateral e dando chances ao Pedro Bicalho de começar o jogo na função de volante. Para iniciar a partida Adílson resolveu manter Alexandre Jesus na vaga de Jhonatã Robert, que não vinha bem.

O Cruzeiro até começou bem o jogo, mas, aos poucos o time de Thiago Oliveira foi se assentando no gramado e passou a gostar do jogo. O centroavante Paulo Renê se movimentava bem e criava muitas dificuldades para a zaga, pois, buscava sempre a antecipação. Léo e Cacá não estavam muito inspirados hoje e Edílson fez falta no lado direito da defesa onde Valdir passou uma magrela danada na marcação a Giba. O Cruzeiro passou a errar passes em demasia e o time se enervou com o fato e com a marcação pesada do time adversário e não conseguia dar continuidade aos lances.

E depois de ter falhado em 2 oportunidades na 3ª chegada Paulo Renê acabou fazendo o gol que deu a vantagem à Patrocinense já na fase de descontos do 1º tempo, se antecipando a Léo e marcando no cruzamento de Giba que passou pelo Valdir mais uma vez, colocando a bola no fundo do gol de Fábio e fazendo a festa. Era a 4ª vez seguida que o Cruzeiro saia atrás no placar e teria que correr atrás da virada no placar na etapa final. Estes gols sofridos em fase de descontos tanto do início quanto no final dos jogos costumam abater demais os times. Mas, o Cruzeiro tem conseguido jogar melhor os tempos finais.

No intervalo Adílson tirou Alexandre Jesus, que esteve mal em campo e colocou Marco Antônio para fazer um tripé de meio jogando ao lado de Jadson e Pedro Bicalho. Abriu Éverton Felipe e Maurício nas pontas, mudando o sistema para um 4-3-3 clássico. Depois de ver Roberson errar tudo o que tentava, Adílson o tira para colocar Welinton aso 17’ da etapa final, que entrou para atuar na ponta direita e puxar as jogadas de velocidade, fazendo Maurício virar um falso nove. Mas, ainda assim o jogo do Cruzeiro não conseguia transpor as linhas da Patrocinense com facilidade;

Perdendo e precisando virar o jogo Adílson mudou o sistema para 4-1-4-1 e entrou com o garoto Vinícius Popó na frente. Mas, fato é que o time do Cruzeiro errava passes demais e quando resolvia arriscar acabava errando a jogada e com o tempo passando o fator nervosismo pesava mais ainda no processo, com os garotos acelerando demais algumas jogadas e desta forma o jogo se encaminhava para um desfecho negativo, quando Welinton ganhou do marcador, Popó desviou no meio e Maurício, sempre ele, dividiu com a defesa e marcou o gol que decretou o resultado final da partida. O resultado acabou sendo justo, embora o jogo não tenha sido de fato bom.

☻ A Classificação do Campeonato Mineiro: O Cruzeiro mantém a invencibilidade com 11 pontos conquistados e agora vai a Tombos para cumprir a partida adiada da 3ª rodada em função das chuvas, na 4ª feira. Amanhã tem Coimbra x América no Independência.

A classificação após 6 rodadas mostra:

  1. Caldense (13 PG) +++

  2. Tombense (11 PG e 7 Gols de saldo)

  3. Atlético-MG (11 PG e 6 gols de saldo)

  4. América-MG 11 PG e 5 gols de saldo)

  5. Cruzeiro (11 PG e 5 gols de saldo. Perde no desempate por ter mais cartões amarelos).

(*) Para completar esta rodada faltam os jogos Tombense x Cruzeiro e Coimbra x América (mais…)


Ataques à torcida mostram que treinador e alguns jogadores do Atlético estão em um mundo à parte

Foto: www.atletico.com.br

A atitude e declarações dos jogadores e treinador do Atlético depois da derrota para a Caldense mostram que eles formaram uma “confraria”, para se defenderem. Blindaram o péssimo Zé Welison e atacaram a torcida. Dudamel chegou ao cúmulo de dizer: “O que aconteceu hoje serve para eu saber quem está com o Atlético”.

Uai! Quem é ele para falar uma barbaridade dessas? Sabe onde fica a Praça Sete? Sabe alguma coisa da história do futebol mineiro e especialmente sobre o Clube Atlético Mineiro? Sabe como chegar à sede de Lourdes?

Disse também que o Zé Welison é “… um grande jogador…” Vixe!

Ricardo Oliveira soltou essa pérola: “Já que “nós amamos o clube”, como os torcedores falam, já que eles dizem ser o maior patrimônio, é o momento de abraçar o time, ajudar o treinador, fazer reflexão. E trabalhar, só conseguimos mudar com trabalho. Mas o Brasil é isso, só o que mantém o treinador é resultado. A pré-temporada fantástica, ideia de trabalho boa. Infelizmente os resultados não vem aparecendo e o torcedor reage desse jeito”.

Inacreditável essa fala. No interior este tipo de jogador é chamado de “come-dorme”. Bom de fala, já foi um grande artilheiro. Hoje vive da fala. Ja já será mais um comentarista de uma TV brasileira.

Aí vem o zagueiro Igor Rabello e emenda: “Torcedor, né?! Mexe com paixão, emoção. Torcedor sempre quer a vitória, às vezes não sabe como é difícil aqui dentro de campo…”

O sujeito é muito bem pago para jogar num clube grande e não pode ser vaiado?

Infelizmente estou chegando à conclusão que Rafael Dudamel foi um equívoco e cada entrevista pós-jogo dele vai reforçando essa convicção. Na terceira rodada do campeonato, após o empate com o Coimbra ele reclamou que o adversário “respeitou demais o Atlético”, para justificar a escalação de três volantes. Depois do empate com o Tombense, reclamou da mesma coisa. Sem falar das reclamações também contra as arbitragens.

Nessa derrota para a Caldense tirou de campo o Nathan que era o único sopro de criação e qualidade do time, e ainda insistiu com Di Santo. Desde que assumiu, não conseguiu achar o melhor lugar e jeito de jogadores como Jair e Allan renderem o que podem e sabem.

Mostra-se absolutamente perdido no futebol brasileiro e mineiro. Não entendeu ainda o que são os campeonatos estaduais, pensa que enfrentar Caldense, Tombense, Coimbra, etecetera é a mesma coisa que jogar contra Cruzeiro, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Inter, Grêmio e demais da prateleira de cima. Não é possível que ninguém do Atlético não tenha dado uma geral sobre o assunto para ele, ou, pior: que ele próprio não tenha estudado tudo sobre isso aqui antes de aceitar o convite da diretoria atleticana, que por sua vez, dá a entender que também não se informou a fundo sobre o seu pretendido treinador estrangeiro.

Futebol é resultado aqui e em qualquer lugar do mundo. Não deu certo, tchau! Campeonato mineiro deve ser usado para testes mesmo, de jogadores e também treinadores. Resultados pífios como os que estamos vendo do Galo, são inaceitáveis para quem está se preparando para o Brasileiro que começa daqui a três meses. Se perde e empata enfrentando times de estrutura mínima, vai ganhar de quem na principal disputa da temporada? Reclamar de retranca e de arbitragens no estadual é atestado de incompetência e transferência de responsabilidade, que custarão caro daqui a pouco. Tomou de três do Union de Santa Fé no jogo de ida da Sul-Americana. Com este jeito de jogar vai conseguir ganhar de quatro em Belo Horizonte? E se ganhar, vai se sustentar contra adversários de verdade no Brasileiro.

E imaginar que o contrato com o venezuelano é de dois anos! Hein!?


Jogo ótimo, torcida animada, festa da melhor qualidade, mas, um empate com sabor de derrota

O pequeno Miguel ficou com raiva com o empate que o Democrata tomou aos 49 do segundo tempo, e o João tentando consolá-lo.

Uma tarde legal demais na Arena do Jacaré, ontem. Show do George Machado, antes e depois do jogo, o estádio com público que não via há tempos (quase cinco mil pessoas) e o chamado “futebol raiz” dentro das quatro linhas: correria dos dois times, raça daquelas de fazer lembrar esfomeados num prato de comida, nível técnico de segunda divisão, com um ou outro jogador mostrando futebol de qualidade superior. Valeu a pena demais ter ido ver Democrata e CAP Uberlândia, dois times que se equivalem e justificaram o ingresso.

O problema foi o centroavante do Jacaré, Gleisson, que chutou um pênalti na trave, aos 49 do primeiro tempo, quando o jogo estava 2 a 1. Ali ele mataria o jogo, já que o CAP estava começando a por a língua para fora, por causa do  calorão que fazia em Sete Lagoas.

O goleiro deles soltava bolas e saía mal do gol de forma impressionante. Doido para tomar mais gols, mas o Democrata não chutava. Velhos amigos, corneteiros, com quem eu dividia a arquibancada, diziam:

__ Este goleiro faz lembrar você em seus tempos, hein Chico!?

Pior é que é verdade, e o Jacaré não se aproveitava, mesmo atacando muito.

No segundo tempo o técnico democratense Paulinho Guará pôs João Sala (que a torcida chama de “Salah”), no lugar do Gleisson e o time melhorou muito, ganhando velocidade e desperdiçando dois contra ataques de forma inacreditável.

Aí, me lembrei da frase corretíssima do agora comentarista Muricy Ramalho: a bola pune!

Não deu outra: aos 49 minutos do segundo, último lance do jogo, falta para o CAP e o goleiro democratense aceita. Era o empate e em seguida o apito do árbitro acabando o jogo.

Depois de um sonoro “PQP”!!! a torcida voltou para a área externa onde rolava muita cerveja…

e recomeçava o show do George Machado, excelente vocalista da George’s Band.

 

Próximo jogo em casa, sábado, contra o Betim.


Bora pra Arena, ver o Jacaré jogar!

Democrata e CAP de Uberlândia começa às 16 horas mas a festa nos bares da Arena do Jacaré já está começando. Primeiro jogo do time dirigido pelo Paulinho Guará em casa. Segunda rodada do Mineiro Módulo II, que na realidade é a segunda divisão estadual. Na primeira rodada, derrota em São João Del Rey, 1 a 0 para o Athletic, mas jogando bem. Hoje é dia de reagir.

O estádio está arrumadíssimo à espera de um grande público e um grande jogo!


Retrato em Branco & Preto: bela foto, boas histórias e a crueldade do destino com dois grandes jogadores

Publicação do jornal Sete Dias na edição desta sextta-feira, 14 de fevereiro.

Gérson, do Atlético, e Ailton do Democrata disputam uma bola observados pelo ponta Mauricinho, também do Galo. A foto foi feita por Célio Apolinário, em 04/06/1989, no Estádio Independência, Campeonato Mineiro. Foi 7 x 0 para o Atlético, campeão daquele ano, com três gols de Robertinho, Zanata (2), Batista e Marquinhos.

O Democrata tinha como patrocinador a Bombril, que instalara a sua fábrica em Sete Lagoas em 1987. O Jacaré foi um dos primeiros clubes do Brasil a se aproveitar da mudança na legislação que passou a permitir publicidade nas camisas.

Gérson foi artilheiro da Copa do Brasil de 1991, com sete gols, jogando pelo Atlético, que naquele ano venceu o Caiçara do Piauí, por 11 x 0, no Independência, maior goleada da competição até hoje. Até chegar ao Galo (1988/1991), o artilheiro passou pelo Santos, Guarani e Paulista de Jundiaí-SP. Depois foi para o Internacional de Porto Alegre (1992/1993), onde foi campeão gaúcho e da Copa do Brasil em 1992. Morreu aos 28 anos de idade, depois de drama e mistério, já que havia rumores de que estivesse infectado pelo vírus da Aids, depois confirmado por um diretor do clube gaúcho. A causa mortis foi toxoplasmose. A esposa Andréa, com quem Gérson teve três filhas, acusou o Inter de tê-lo abandonado nos piores momentos, conforme mostra essa reportagem do site da ESPN ( http://www.espn.com.br/noticia/441128_goleador-da-copa-do-brasil-morreu-com-aids-viuva-acusa-o-inter-de-abandono ).

Ailton foi um ótimo zagueiro, mas também teve a carreira abreviada, aos 28 anos, por sucessivas contusões. Natural de Janaúba, jogou no junior do América, onde era meia-esquerda. Uma contusão na bacia o afastou do Coelho e ele recomeçou no Ideal, de Sete Lagoas em 1984, como zagueiro. Destaque no futebol amador da cidade, foi chamado pelo Democrata, aos 24 anos de idade e se destacava por ser um zagueiro clássico e também “porradeiro” quando o momento exigia, além de marcar belos gols de cabeça e em cobranças de falta. Uma cirurgia de meniscos e outra de ligamentos cruzados, fizeram-no desistir do futebol profissional. Voltou ao amadorismo onde se destacou novamente no Ideal, Paraopeba, São José de Jequitibá, até encerrar a carreira no Ideal, que lhe prestou grandes homenagens na despedida.

Ailton está com 56 anos de idade, é Coordenador da Siderúrgica 7Gusa, mora em Sete Lagoas com a esposa Andréa, com quem tem o filho Matheus, 25 anos, Engenheiro Ambiental. E continua jogando futebol, e bem, agora no campeonato de veteranos do Clube Náutico de Sete Lagoas.


Estreia do Cruzeiro na Copa do Brasil também foi de dar calo nas vistas, igual às de Atlético e América

São Raimundo-RR x Cruzeiro pela Copa do Brasil de 2020, no estádio Flamarion Vasconcelos, (Canarinho) em Boa Vista – RR. Foto: William Roth/Light Press/Cruzeiro

Não vi o empate que classificou o Cruzeiro, ontem, pela Copa do Brasil, mas li e ouvi comentários. Pelo que tenho visto dos jogos do Campeonato Mineiro, os nossos três maiores clubes estão com times muitíssimo abaixo da tradição do futebol mineiro. Ruins mesmo. Tudo bem que estamos em início de temporada, mas comparando com jogos que assistimos dos campeonatos do Rio e São Paulo, estamos mal demais. É futebol de segunda, dos três.

Um dos cruzeirenses cujas análises eu mais respeito é o conterrâneo de Conceição do Mato Dentro, que mora em Vitória-ES, João Chiabi Duarte. Ele tem uma ótima coluna no site “Debate Zeiros”, e lá escreveu ontem sobre o jogo contra o São Raimundo de Roraima, e como está vendo a montagem do time atual. Confira:

* São Raimundo 2×2 Cruzeiro: De bom apenas a classificação à segunda Fase na Copa do Brasil

João Chiabi Duarte

O que me marcou de São Raimundo-RR 2×2 Cruzeiro – O Cruzeiro fez uma longa viagem até o extremo norte do Brasil para enfrentar o São Raimundo em Boa Vista, capital de Roraima. Antes da viagem fomos informados que o trio de meio titular nos últimos jogos estava vetado (Machado, Jadsom e Everton Felipe), uma péssima notícia para um time em construção ou melhor, em reconstrução.

Ao visualizarmos o estado do gramado ficou claro que o mesmo não teve o tempo necessário para ser chamado de bom piso, pois, deixava a bola muito viva e a qualidade do jogo foi realmente muito ruim, mas, é bem verdade que a condição do piso prejudicava a ambos os times, que se registre isto.

O Cruzeiro começou a partida especulando, mais atrás, dando campo ao time local, que tinha em Emerson, meia de ligação (camisa 10) e no lateral esquerdo Maia (camisa 18) as duas melhores válvulas de escape e com boa condição de carregar a bola entre o meio e ataque.

Desta forma, no primeiro quarto da partida, foram três momentos de perigo maior, sendo um chute na trave de Roberson e um chute de virada de Jhonata Robert pelo Cruzeiro, enquanto Emerson ganhou na corrida de João Lucas e por pouco não serve a Vanílson no meio da área, no lance de maior perigo do azulão de Roraima. (mais…)


Demitir treinador, agora não. Mas o Atlético precisa melhorar muito se quiser evitar o pior no Brasileiro

Foto do Bruno Cantini, no www.atletico.com.br

Até o próprio Dudamel se assustou  com a ruindade do time neste empate com o Campinense em Campina Grande. As palavras dele, registradas pelo @thiagonoggueira, do SuperFC, demonstram isso: “É um momento que vamos receber críticas, porque não funcionou bem. Temos que encontrar uma resposta e trabalhar. Tenho que conversar com os jogadores, encontrar um caminho. Não conseguimos mostrar nos jogos o que fizemos nos treinamentos”.

É frase que faz lembrar os treinadores que o antecederam, quando estavam para ser demitidos, em função do mau desempenho. Por outro lado, a qualidade do elenco é igualmente fraca aos das temporadas passadas. Tardelli vem aí, mas querer jogar a salvação da lavoura só nas costas dele, é covardia.

Pelo que tem sido noticiado a diretoria está correndo atrás de goleiro, mas a carência pra valer está no meio e ataque. Comentários de jornalistas atentos mostram isso, como o Cândido Henrique, do portal O Tempo @candidoh: “Ter Allan no banco e o Zé Wellison em campo é algo que não consigo descrever.”

HENRIQUE ANDRÉ, do Hoje em Dia, fez observações mais assustadoras ainda @ohenriqueandre: “Só de pensar que precisa golear o Unión para seguir na Sul-Americana, bate um calafrio… Atlético vai ter que se reinventar ofensivamente para atingir a façanha. Di Santo não é o homem referência do setor para tal. Hora de voltar com o Pastor, até outro assumir a função…”

E o Heverton Guimarães @hevertonfutebol, também prevê uma situação complicada na sequência de 2020, caso a tão esperada evolução do futebol do time não ocorra: “Pelo que vi até aqui na temporada (e vi pouco), times encontram dificuldades contra adversários mais frágeis, entretanto Atletico encontra muuuuuuiiitaaaaa dificuldade. Não fica com a bola e segue com a mesma fragilidade pra defender.”


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